(Six X)
Me agarrei no travesseiro, espera... Isso não é um travesseiro, escutei uma risada e abri os olhos vendo Remus me olhando, eu estava agarrado ao tronco dele e ele me abraçando, parei para lembrar tudo que fizemos ontem à noite e corei, ele percebeu e riu mais alto.
— Não ri, pelo amor de Deus — disse escondendo meu rosto — Que vergonha.
— Ontem você não parecia ter vergonha — ele disse e eu bati em sua barriga — Aí amor, pra que isso?
— Você fica rindo da minha cara, isso não é a coisa mais normal do mundo.
— Fazer amor é normal, babe — ele beijou minha testa e se afastou sentando na beira da cama, eu me encolhi com frio e olhei para as costas dele.
Espera, ele disse que fizemos amor? O meu Deus, por que ele não para de ser perfeito? Vou morrer a qualquer dia desses.
— Eu não acredito, me desculpa amor, me desculpa — eu disse me indo até ele e passando as mãos pela sua costa.
— Desculpa? Não dói amor, vamos tomar café — Ele ficou em pé completamente nu e eu joguei o lençol na minha cara — Tudo isso você viu ontem, não sei pra quê tapar os olhos.
— Eu não vi, tudo isso — eu disse — Eu senti na verdade.
— Aí está o Six sem vergonha que eu conheço.
— Eu não sou sem vergonha — tirei o lençol da cara e o vi ainda pelado — Remmy coloca uma cueca.
— Não, tá bom assim — ele sorriu e eu tentei não olhar para baixo, porque... Remus é grande... e isso esteve em mim ontem, eu estou morrendo de vergonha — Vou tomar banho, vem comigo?
-XX-
Depois do banho fomos trocar de roupar e tomar café, eu liguei para os meus pais avisando que só voltaria para casa à noite, minha mãe perguntou se aconteceu alguma coisa e eu disse que agora sou um ômega que tem um namorado, e aí começou gritos e meu pai dizendo que sabia e ela dizendo que eu estava crescendo, desliguei na cara deles, eu vou ouvir quando chegar em casa, não preciso começar a ouvir desde agora.
— Six? — Remus me chamou e eu o olhei — Quer ver uma coisa?
— Que coisa? — ele me puxou para a porta da cozinha que dá acesso ao quintal, ele abriu a porta e vi um pequeno quintal, mas bem conservado com flores e uns bancos. — Ahh, isso é lindo.
— Minha mãe fez ano passado, ela começou e eu até briguei com ela dizendo que eu não iria cuidar, mas olha aí, ela teria inveja do meu trabalho.
— Você é mesmo um idiota — eu disse e caminhei até algumas flores, oh, são rosas — Eu gostei dessas.
— São rosas — Remus me abraçou pro trás — Mas eu gosto de chamá-las de Sirius, elas são lindas como você, eu as plantei no começo do mês passado.
— Meu Deus, você é maravilhoso — eu disse e ele beijou meu pescoço — Amor, quando você vai me contar tudo sobre você?
— Em breve, ok? Só espere um pouco, ainda é difícil falar — ele se afastou — Vamos entrar.
-Xx-
— Estou com muita preguiça — eu o abracei, estávamos deitados de novo na cama, o tempo estava como sempre, havia sol, mas mesmo assim um frio desgraçado.
— Você nem fez nada, não sei pra quê essa preguiça — Remus fez carinho no meu cabelo — Doce, eu queria ah... Te fazer uma pergunta.
— Faça — eu fechei os olhos e me aconcheguei mais em seu peito.
— Nós não usamos camisinha — Remus disse baixinho — E eu estou muito preocupado com isso, eu fui um idiota em não lembrar.
— Eu tomo remédio. — Eu disse para o acalmar. — Não porque eu fazia sexo por aí, até porque eu perdi a virgindade com você.
— Estou orgulhoso de mim — Ele disse e eu bufei — Sério amor, sabe o sonho que eu tinha de ser o seu primeiro? Mas eu achava que você não era virgem.
— Sim, eu sei disso — eu suspirei — Mas voltando ao assunto, eu tomo remédio para tentar esconder meu cheiro no fim de um cio, e eu fico tomado, então você já sabe.
— Sim, tomando remédio você não pode engravidar.
— Mas... — mordi meu lábio — Você não pensa em filhos?
— Um dia talvez, doce — ele fez carinho novamente em meus cabelos — Somos muito novos para pensar nisso, não acha?
— Sim, eu acho — Eu acariciei seu peito descoberto e ri.
— O que foi?
— Com esse frio e você aí, sem camisa.
— Você está quentinho demais, isso já basta — eu corei — Você tá com frio?
— Sim — Ele acariciou minhas costas.
— Vamos esquentar um pouco?
— Isso foi um pouco pornô, sabia? — eu disse rindo enquanto Remus ficava por cima de mim — Mais sexo no dia? Que isso homem.
— Eu não pensei em sexo, mas se você quiser — ele riu e eu corei.
— Só beijos? — eu fiz beicinho e ele assentiu — Não gosto de você.
— Se você quiser ficar dolorido... vamos transar até a noite — eu ri batendo em seu braço — E você gosta de mim, novo viciado em sexo.
— Não tenho culpa de você ser bom.
— Bom? — ele me olhou divertido.
— Ótimo na verdade — eu mordi seu queixo — Não tenho culpa se você é ótimo no sexo.
— Eu sou ótimo em tudo amor.
— É sempre chato elogiar você, nerd.
-XX-
— Você tem certeza que não quer que eu te leve? — Remus perguntou e eu neguei.
— Amor, eu vim de carro... Você ia comigo e depois voltar sozinho? Não, fica aqui. — Eu disse o abraçando pelo pescoço e ele deixou um selinho em meus lábios.
— Preciso comprar um carro, ainda mais agora que eu estou namorando com você.
— E você sabe dirigir?
— Sei, tenho carteira e tudo..., mas não acho legal ficar dirigindo por aí, você fica sedentário, vive só andando de carro.
— Tá me chamando de sedentário, Remus Lupin?
— Não. — Ele segurou a risada e eu andei até o carro — Ah doce, volta aqui... Me dá um beijo de despedida.
— Você não merece — eu disse abrindo a porta do carro e senti Remus me puxar — Já disse que você não merece
.
— Tem certeza? — Ele começou a distribuir beijos pelo meu pescoço e roçar os dentes na pele.
— Remus... Estamos na rua.
— Eu sei doce, me dê um beijo e eu paro e te deixo ir.
— Chantagem — eu disse me virando e o beijando, sua língua explorando minha boca como sempre, eu não gostava de estar no comando do beijo... Remus era simplesmente incrível no comando de qualquer coisa e não digo isso só por ele ser um alfa, mas por ele ser bom mesmo no que faz. — A-agora eu não quero mais ir.
— Mas vai — ele riu e deixou um selinho nos meus lábios e eu aproveitei para sugar seu lábio inferior e ele me olhou com desejo — Mas pensando bem... Que tal passar a noite aqui de novo?
— Nah, preciso ir para casa — eu abri a porta do carro e Remus bufou — A gente se fala mais tarde?
— Sim, assim que você chegar em casa me mande mensagem. — ele disse e eu assenti fechando a porta — Tchau, doce.
— Tchau — eu corei e dei partida no carro — Será que agora eu posso gritar? — Perguntei a mim mesmo fechando as janelas do carro. — Foda-se, eu vou gritar.
É tão bom estar apaixonado e ter quem você sempre quis.
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I love you, nerd [Wolfstar Version]
FanfictionQuem eu sou? Sirius Black, o ômega popular apaixonado por um alfa, não um alfa qualquer....eu sou apaixonado por Remus Lupin, o alfa nerd da escola •Essa fanfic não é minha, estou apenas adaptando ela para wolfstar• •os créditos vão totalmente para...
![I love you, nerd [Wolfstar Version]](https://img.wattpad.com/cover/273673503-64-k734491.jpg)