Mother

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Minha mãe era uma mulher bonita

Incrivelmente bonita

Ela e minha tia eram incrivelmente lindas, de uma beleza incapaz de esquecer.

Os cabelos loiros de minha mãe eram do mesmo tom que os meus, seu rosto era definido, lábios carnudos e ela era alta. Katherine tinha uma independência feroz, que atraia todos a sua volta ao mesmo tempo que sua sensualidade deixava os homens loucos. Mas é claro, sua característica mais marcante era sua inteligência.

Minha mãe era muito inteligente, ela era um dos casos raros de memória eidética, mais conhecida como memoria fotográfica. Ela amava estudar, sempre disposta a saber mais e mais sobre o mundo, e ela nunca, uma vez sequer, esqueceu de nada.

Meu pai não era diferente dela.

Papai era alto e loiro, seu olhar afiado e penetrante. Sempre teve um porte atlético excelente, era sedutor a ponto de todos deitarem a seus pés. Sua confiança era de se invejar. Marcante e conhecido pelo seu bom estilo e bom gosto ao se vestir, sempre com ternos e smokings elegantes, sempre achei que os ternos o deixavam ainda mais confiante. Sempre calmo, mesmo quando a situação era estressante e todos estavam surtando, meu pai sempre tinha a expressão serena, nunca se alterando.

Meu pai volta a se sentar depois que termina de me abraçar e me faz sentar na cadeira antes que minhas pernas falhem. Ele até mesmo abraçou Ryan, isso fez com que eu relaxasse mais ainda. - Vejam, a família toda reunida.

Ele olha para mim e Nate, sorrindo. Seu olhar parando um instante em Ryan, mas ele desvia rapidamente. Os olhos de meu pai vão para minha mão, observando o corte na palma da mesma. - Qual promessa você fez, Candice?

-Nenhuma, não dessa vez. - Murmuro. - Achei que estava sonhando, eu precisava acordar.

Meu pai segura minhas mãos, as apertando com força. - Estou colocando força o suficiente para voce sentir dor e saber que isso não é um sonho?

-Vai precisar ser mais forte para me fazer sentir dor, pai.

Ele ri alto, seus olhos brilhando. - Você cresceu.

-É o que acontece quando você acha que seu pai e seu irmão morreram.

Rapidamente, o rosto de meu pai volta a se fechar. E algo próximo de culpa é ocupada e nítida em seu rosto.

Nate estava atrás de papai, os braços para trás e sua postura firme.

Ele nem ao menos parecia a versão divertida e engraçada do meu irmão, do que ele costumava ser.

-Eu sinto muito, Candice. É assim que posso começar essa história, eu sinto muito por ter ficado fora por todos esses anos.

-Sinto muito não é nem o mínimo que você me deve, pai. Sinto muito é nada para mim nesse momento, eu quero explicações, eu quero respostas e quero a verdade.

Meu pai balança a cabeça, entendendo. - Há cincos anos atrás, seu irmão e eu sofremos um acidente quando estávamos indo para Norfolk, se lembra?

-Sim, você tinha um julgamento sobre aquele criminoso acusado de tráfico ilegal de armas e mulheres.

Ele prossegue. - Sim, exatamente. Nathaniel e eu estávamos indo para Norfolk quando cinco carros nos encurralaram, nos fizeram derrapar na pista e capotar o carro. Fomos arrastados para a pista, nos amarraram e nos vendaram. Não sabíamos quem eles eram e nem para onde estavam nos levando, no começo, achei que era algo que envolvesse o caso que estava sobre minha responsabilidade, apenas dois dias depois descobrimos a verdade.

Criminal Blood 2 - Tudo pelo PoderHistórias para pegar e não largar. Descubra agora