Always Mine

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P.O.V Candice Susan Johnson

As coisas parecem ter voltado a ganhar vida

Fecho meus olhos, inspirando e expirando lentamente, querendo que aquela sensação de sonho desaparecesse da minha cabeça.

Quando abro os meus olhos, Alfredo está parado no meio do jardim, seu rosto levantado e vidrado em mim. Eu me afasto da sacada, o encarando e ganhando uma piscadinha dele.

-Dia difícil, chefe?

Sorrio para ele, balançando lentamente a cabeça. - Uma vida difícil, Alfredo.

Ele parece compreender, pois murmura algo e sai, voltando a seu posto. Deixo o vento entrar no quarto, deixo-o se embalar em mim de forma bem-vinda, de bom grado.

Eu me viro, o encontrando exatamente ali, parado, me observando plenamente e em completo silencio.

-Você anda me observando muito desde que voltei. - Murmuro, me levantando e arrastando a cadeira comigo para dentro do quarto.

Seus olhos castanhos claros brilham, há beleza ali, há beleza em tudo que forma esse homem. Movo minhas mãos para a minha barriga, depositando um carinho ali e rezando mentalmente para que minhas meninas puxassem o seu pai.

Ele está preocupado, me ter de volta não aliviou as coisas. Me ver dessa forma, inquieta, com o sentimento de perigo dentro de mim acabava com ele. Balanço a cabeça, procurando refúgio no seu abraço da forma que posso, mas a barriga nos atrapalha um pouco.

-Senti a sua falta. - Sussurro, sentindo o seu cheiro e o apertando mais forte contra mim. - Mesmo.

Bieber beija o topo da minha cabeça, me abraçando com delicadeza. Ele não diz, mas sei que toda vez que falo que sinto a sua falta, ele acha que algo acontece, e então, a preocupação que nem foi embora, volta mais forte.

-Desculpa ter ficado calada desde que voltei, mas algumas coisas tinham que ser avaliadas criteriosamente, e além do mais, ainda estou sentindo isso, a sensação de que estou sonhando.

-Isso vai passar.

Seguro sua mão com força, olhando dentro dos seus olhos. - Sim, eu sei que vai. Eu sei o que voce quer saber, o que todos querem, mas até eu mesma não sei o que aconteceu. Meu pai ter colocado Ivanov colado comigo ao invés de Henry foi confuso até mesmo para mim, e sinto que para Henry também, era como se...eu não sei, tudo anda muito confuso ultimamente.

-Como se..?

-Como se Henry não quisesse sair do meu lado, como se ali fosse o lugar dele.

-Henry se livrou mais uma vez do destino dele.

-Eu não o quero morto. - Falo rapidamente. - E eu tenho motivos para isso, céus, como tenho motivos para ver Henry morto, mas...

-Ethan foi morto por conta dele.

-Sim, eu tenho ciência disso, Ethan descobriu toda a verdade e seu destino foi selado antes mesmo dele raciocinar o que estava acontecendo. Eu entendo isso, mas Henry ainda é uma incógnita, eu sei que não posso confiar nele, tudo em mim vibra e diz isso, mas naquele lugar, ele era a única pessoa que eu conseguia sentir qualquer proteção, mínima que fosse. Se Henry estivesse ao meu lado, eu saberia que sobreviveria mais um dia. Nunca o percebi me seguindo, nunca senti que estava sendo seguida por alguém, como ele pode ter passado tanto tempo nas sombras?

-Ele foi treinado para isso, Candice. Você já deveria estar ciente disso, Caleb consegue fazer o mesmo, desaparecer nas sombras completamente.

-Sou uma péssima líder. - Comento. - Sim, eu sou, não tente nem ao menos me convencer do contrário, mesmo tendo motivos o suficiente para odiar meus inimigos, não consigo, não como deveria. Veja Abruzzi, se algo acontecesse com ele, de alguma forma, eu sofreria. Abruzzi fez um inferno em Atlanta, transformou esse lugar em um caos por muito tempo até cair, mesmo assim eu o protejo e continuarei fazendo isso, porque eu sinto que é o certo. E Henry? Céus, ele é horrível, Henry é um maldito sociopata, e mesmo assim, eu não o quero morto.

Criminal Blood 2 - Tudo pelo PoderOnde histórias criam vida. Descubra agora