Semanas haviam passado. A noite era densa, carregada de nuvens escuras. E mesmo com a fina garoa, o Viajante ainda era visível no céu noturno. Ghost no teto da loja de antiguidades observa-o fixamente.
- Você vai ficar doente nessa chuva.
- John, você já pensou por quantos lugares esse ser deve ter passado. Por todas as civilizações e raças que ele fez prosperar. E mesmo assim aí está ele, imóvel. Como se nos protegesse.
- Vou lhe contar meu ponto de vista, Ghost. Aquela grande esfera. Não está nos protegendo. Nós, guardiões, que somos seus defensores. Aquela esfera ali – apontou em direção do Viajante – está sabe lá quanto tempo fugindo de seres inconcebíveis para nós. Nesses meus quase duzentos anos de guardião, nunca o vi se comunicar conosco. Ele não está parado. Está se escondendo. A sua última cartada foi criar os fantasmas como algum tipo de magia ou tecnologia para sua defesa. Mas eu admito que ele cause um fascínio pelas perguntas sem respostas que nasce dentro nós. Mas depois de séculos de silêncio. Esse encanto se acaba. Depois de tantos ataques que as muralhas sofreram enquanto ele apenas pairava no ar. Eu comecei a sentir um rancor por ele. Vamos entrar, precisamos conversar.No interior, ambos sentaram em velhas poltronas. John disse que a organização precisava de recursos e que seu contato dentro da Torre tinha uma nova ideia de conseguir bastante recursos. Principalmente em Lúmem.
- Eu tenho aqui comigo um frasco com um líquido chamado Extrato de Folhas da Rainha. É complicado de conseguir. Mas nossa ligação com os Despertos vai nos trazer uma ótima safra.
- Como eles conseguem?
- Não sei. Talvez deva ser urina da rainha Mara Sov. Só sei que quem a toma tem uma sensação anestésica. Isso vai ser um sucesso na alta classe da cidade. Vamos vender igual Eter para os Decaídos.
Ghost perguntou qual parte John o mandaria no Sistema Solar. John entretanto disse que daquela vez queria que ele fosse com um esquadrão.
- Quem você vai mandar ir comigo.
- Wermann e Odin.
- Não é uma boa ideia. O Wermann tudo bem. Já o Odin eu não gosto dele.
- É o que temos, instruído diretamente por nosso contratante. Parece que esse caçador faz alguns serviço secretos.
- Ok, mas espero não precisar recorrer a esses serviços.
- Mas uma coisa, Ghost. Tome.
- Que isso?
- Tome a poção!Ele tomou apenas um gole. Achou amargo porém melhor que muita bebida. John, o arcano desperto, havia desaparecido. Uma névoa brotou no cômodo. Cada vez mais espessa. Até Ghost não ver nada. Ele notou que estava flutuando sem direção. Uma voz que parecia conter milhares de vozes, perguntou:
- O que faz aqui tão longe, humano?Ele viu o espigão de uma torre e percebeu que flutuava em direção a ela. Mais próximo, a Torre se revelou um castelo semelhantes aos de contos de fada. Todo esculpido num material semelhante a marfim com detalhes em roxo, lilás e azul escuro.
- Eu lhe fiz uma simples pergunta, humano.
- Onde estou?
- Se desejas saber onde estás. Não lute, deixe-se vir até mim.Ghost cedeu e foi levado em direção ao castelo. A névoa dissipou-se e ele pode ver claramente toda a paisagem sonial. Ele flutuava em meio aos cidadãos que não o viam. Adentrou no castelo e as vozes aumentavam a cada chamado. Parou de flutuar quando adentrou no salão colossal. Um monstro gigante agarrado a uma pedra no meio do salão o encarou.
- Então, humano. O que veio fazer aqui?
- Você é um Ahamkara?
- Então, como todos os outros você veio desejar?
- Eu posso fazer um desejo?
- Peça, e talvez eu conceda. O que seria, se tornar um guardião?
- Não vou cair na sua Artimanha. Todos sabem que vocês Ahamkaras são cheios de malícia.
- Não confunda malícia com travessuras. Apenas concedemos desejos. Faça logo. Ou efeito da poção vai acabar e você nunca mais retornarar aqui. Não nesta vida.
- Eu... eu desejo ela. Desejo ficar com ela. Para sempre!
O Monstro Abriu a imensa boca e no fundo da garganta, Ghost viu um brilho ofuscante. Uma luz foi lançada sobre ele. Ele ouviu um som como a fosse a contração de um coração. A criatura fechou a mandíbula:
- Desejo feito.
John e Wermann chamavam e batia no rosto do Ghost na tentativa de acorda-lo. Wermann disse que talvez ele deva ter tomado muito da Poção. John disse que isso ainda não haviam ocorrido com mais ninguém. De repente, Ele voltou a si. Os outros perguntaram o que tinha acontecido. Ghost relatou tudo.
- Incrivél - disse John.
- Nunca tinha ouvido falar nesse lugar. Talvez antes de me tornar um guardião. Depois jamais.
- E o Ahamkaha - perguntou Wermann - O que você desejou?
- Aposto que foi para se tornar um guardião.
- Não, John. Apenas desejei ficar com ela. Para sempre.
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Destiny: Nightingåles
FanfictionA história a seguir é uma fanfic do game eletrônico Destiny 2. Conta o início conturbado de um clã. Mas principalmente de um grupo de amigos apaixonados pelo game. Esse é o primeiro capítulo, e no desenrolar da trama, espero colocar todos aqueles qu...