Capítulo 18

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Um pai ou uma mãe faz qualquer coisa por um filho, por conta do amor.
Talvez o bandido possa me ajudar e eu posso ajudá-lo, afinal os dois estam aqui contra a vontade e com a vida de pessoas que nós amamos em perigo.

Tudo que eu precisava era trazer ele para o meu lado. Não era impossível, mas também não seria fácil.

— Sabe, eu sei como você se sente... Tenho uma irmã, ela nasceu dois meses antes do nosso pai morrer. Ajudei a minha mãe a cuidar dela, mesmo tendo apenas 6 anos. A considero como uma filha e não consigo imaginar sua vida sendo ameaçada- Falo por fim, tentando amolecer seu coração, o que deu certo.

— É foda... O pior de tudo é que o desgraçado que ameaça a minha menina é sangue do meu sangue- Fala com raiva - Meu irmão- falou com desdém

Eu fiquei pasmo. Como alguém faria isso com o próprio irmão, ainda ameaçando a filha do cara, que é sua sobrinha?!

— Cara. Eu ficaria puto, quebraria a cara do infeliz e nem o chamaria mais de irmão- Comentei

— Bem que eu queria, mas não posso arriscar a vida da minha família. Melhor as mãos sujas do sangue dos outros, do que o sangue da minha filha- Falou ele tristonho.

— Eu poderia te ajudar com isso, assim você não sujaria suas mãos com o sangue de ninguém e ainda faria justiça- Falei o atraindo para o meu lado.

Demoraria para eu convencê-lo, afinal ele estaria arriscando a vida da sua família.

— Você só está blefando para poder sair daqui- Disse ele colocando uma carranca na cara.

— Lógico que não. Eu não colocaria a vida de inocentes em risco atoa - Falei rebatendo - Mas não consigo sair daqui sem a sua ajuda.

— Acha que tem chance de sair daqui?- Perguntou curioso.

— Se você me ajudasse...sim, acho que consigo sair - Falei o encarando. Pude ver dúvida em seu olhar.

— Se por acaso eu o ajudasse, como funcionaria?- Perguntou receoso.

— Primeiro preciso saber se você está do meu lado e vai ajudar eu e a Lena a sair daqui- Vi seu olhar confuso, em dúvida se confiava em mim ou não- Olha, eu não sinto raiva de você. Os únicos culpados aqui são aqueles dois que te coagiram. Se você me ajudar eu te defendo da polícia, meu advogado te livra da prisão e você fica bem com a sua família.

— Eu também tô colocando as vidas das pessoas que eu amo em risco, não iria brincar com coisa séria - Fiz o discurso que todo super herói faz no desenho antes de deter o vilão. Só que nesse caso é diferente.

Ele pensou um pouco, olhou bem no fundo dos meus olhos e disse:

— Ok, mas se vamos fazer isso, vamos fazer direito - Falou por fim convencido.

Comemorei internamente por ter conseguido levar ele para o meu lado. Agora era questão de tempo para eu e Lena sairmos daqui.

Falando nela, queria saber como ela está, provavelmente deve estar aflita e assustada. Mas assim que sairmos daqui vou tomar uma atitude.

[...]

Lena narrando

Olho para o buraco no quartinho onde eu estou, imaginando como o Tyler está, quando eu sairia dali, se eu sairia, quando eu veria Emma novamente... Ah era tantos pensamentos na minha cabeça que nem percebi um dos bandidos entrando no cômodo.

Era o cara que sentou ao meu lado no carro.

Ele parecia nervoso, mas feliz? Talvez.

O bandido veio ando em minha direção.

Agora fodeu mesmo

— Vem- Falou ele me puxando do quarto. Não estava me machucando, mas me assustei.

— Para onde está me levando?- Perguntei assustada

— Confia no teu chefe se quiser sair daqui- Disse ele ainda me puxando.

Ele me tirou do quarto e silenciosamente me levou até outro cômodo.





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