Capitulo 8

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Puxei a caixa e coloquei em cima da minha cama. Tirei o lacre cuidadosamente. Ate que ouvi uns barulhos na janela. Dylan. Sorri e coloquei a caixa debaixo da cama novamente. Fui ate a varanda e abri.
-Ola Julieta -ele disse eu ri.
-Ola Romeu -digo ainda rindo e ele começou a subir na arvore.
-Está sozinha? -ele pergunta me abraçando e beijando minha bochecha.
-Não, meu tio ta aqui. -disse e entrei no meu quarto e logo ele vem atrás.
-O que quer fazer?
-Quer ver algum filme? -sussurrei pegando alguns filmes.
-Que tal... hum, Anjos da Lei? -ele sugere.
-Eu amo esse filme -sorri e coloquei o filme.
-Vou fazer pipoca Okay? -sussurrei e ele assentiu. Desci e coloquei a pipoca no microondas. Fiquei esperando enquanto não estourava, olhei meu tio e ele estava dormindo, com um balde de frango ao lado. Serio, ele me da nojo. Coloquei a pipoca já pronta no balde de pipoca e levei pro quarto. Deitei na cama onde Dylan estava e começamos a assistir. Nós riamos muito. Quando me dei conta minha cabeça estava apoiada no ombro de Dylan. O filme acabou e o quarto ficou todo escuro, dava pra ver um pouco do rosto do Dylan pela luz da janela. Ele me olhava. Ele começou a acariciar meu rosto. Ele molhou os lábios e foi se aproximando.
-Dylan, não -sussurrei quando comecei a sentir sua respiração.
-Porque? -ele olhou nos meus olhos.
-Você, já ficou com varias meninas e.. -ele me interrompeu.
-Eu já disse pra você que não sou mulherengo -ele sussurra e me puxa pro colo dele. Molhei meus lábios, eu queria beija-lo, mas aquilo não era certo.
-Isso é errado -sussurrei colocando as mãos no pescoço dele. - Nos conhecemos não faz nem uma semana -digo e ele beija o canto do meu lábio.
-Nicole, deixa eu te beijar? Se você não quiser eu não vou te forçar -ele aperta um pouco minha cintura. Eu não aguentava mais, então colei nossos lábios. Ele começou lentamente. O beijo dele era muito bom. Ele mordia meu lábio algumas vezes e me dava selinhos. Logo paramos o beijo e eu puxei o pescoço dele novamente.
-Sabia que você iria gostar -ele diz e eu rio.
-Shi Dylan -voltei a beija-lo. Ficamos um bom tempo ali. Quando olhei no meu celular, eram 23:26
-Preciso ir -diz Dylan.
-Fica mais um pouco -digo e rio.
- Não princesa, eu realmente preciso ir -ele me beija.
-Tudo bem, até amanhã -digo e abraço ele.
-Ate amanhã -ele sorri e pula a varanda e sai correndo. Entro no meu quarto, logo trancando e fico pensando nos momentos que passamos aqui. Cada beija, cada abraço, cada carícia. Meu pai não vai gostar nem um pouco disso. Ele nunca gostou do assunto "Garotos". Suspirei e lembrei da caixa. Puxei ela pra cima da cama de novo. Logo meu tio bate na porta. Droga eu quero saber o que tem nessa caixa.
- Já... ta, dormindo? -pergunta ele todo enrolado.
-Não -reviro os olhos.
-Tomate foi atropelado -ele diz rindo e eu o olho sem entender nada.
-Ta né -fechei a porta e abri a caixa. Tinha outra caixa enfeitada de azul. Coloquei ela em cima da cama e tirei o laço azul. Tinham algumas fotos. Retirei todas as fotos e apenas uma me chamou a atenção. Aquela não era a minha mãe. Aquela mulher sorria com meu pai ao lado. Eles eram bem jovens. Guardei todas as fotos e fiquei olhando aquela até cair no sono.
Tive um sonho muito estranho. Não consegui dormir muito bem por conta disso. Alguém estava morrendo. Mas não sabia quem era. Não conseguia identificar. Mas era conhecida. Se era conhecida, como eu não conseguia identificar? Essa pessoa gritava por socorro, mas ninguém escutava. Uma mulher loira, parecida com minha mãe tampava o rosto dela com um travesseiro. Acordei desesperada e...

Continua...

A Dama e o VagabundoOnde histórias criam vida. Descubra agora