Parte 25

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Montamos em Banguela que nos levou de volta para o castelo. Nenhum de nós sabia o que pensar... Tantos parentes, próximos ou distantes, duas famílias que nunca na vida eu poderia imaginar ter algum parentesco (além da semelhança entre meu pai e Stoico que realmente era incrível), tinha mesmo que ser justo nós dois a sermos primos? Eu não entendia. Fomos o caminho todo em silêncio, cada um com seus pensamentos confusos. A única coisa que nos confortava era a certeza de que nada iria nos separar, por mais que houvesse guerra ou que nossos pais não permitissem nosso casamento, nós iríamos dar um jeito para ficarmos juntos, eu sei disso.
Quando chegamos no castelo, entramos no salão principal e nos surpreendemos ao ouvir altas gargalhadas. Eram meu pai e Stoico, eles estavam conversando e rindo como se a discussão de algumas horas atrás nem tivesse acontecido, estavam se conhecendo novamente, eles tinham feito as pazes.
Eu e Soluço nos olhamos confusos mas logo um sorriso surgiu em nossos rostos.
Fomos correndo até a sala onde meu pai e Stoico se encontravam. Quando abrimos as portas eles nos olharam com um grande sorriso e nós retribuimos, um pouco confusos. Até que Stoico comessou a falar...

Stoico: Soluço, Mérida... Que bom que chegaram! Já estava ficando tarde.

Soluço: É, pai... Voltamos...

Fergus: E então, meu irmão... Gostaria de ficar para o jantar?

Stoico: Mas é claro! Seria ótimo passar mais um tempo com vocês!

Mérida: Como assim "mais um temp...

Fergus: Maravilha! -Me enterrompe.- Vamos até o salão de banquetes!

Eu e soluço novamente nos olhamos confusos, não tínhamos entendido o que Stoico quis dizer com "mais um tempo" e ficamos um pouco preocupados mas logo fomos empurrados até o salão de banquetes por nossos pais para o jantar.
Quando chegamos no salão eu e Soluço sentamos timidamente um ao lado do outro, enquanto minha mãe sentou com os meus irmãozinhos do outro lado da mesa e meu pai e Stoico cada um em uma ponta.
Conversamos sobre todo tipo de assunto, menos do casamento, e foi um jantar super agradável até o momento em que Stoico quis se despedir...

Stoico: Fergus, agradeço a você e a sua familia pelo jantar, estava ótimo, e peço desculpas se calsei algum transtorno. É bom termos feito as pazes e estarmos de bem novamente!

Fergus: Não causou transtorno algum, também acho ótimo termos feito as pazes!

Stoico: Bom... então eu vou indo, afinal, já é tarde! vamos Soluço!

Soluço: Espere ai, pai! E quanto a nós? durante todo o jantar vocês se quer tocaram no assunto do casamento...

Meu pai e Stoico se olham e comessam a falar...

Fergus: Olha, Soluço... Eu sei que você e minha filha querem ficar juntos e...

Mérida: Nós não queremos, nós vamos ficar juntos! -Interrompo meu pai.

Soluço: Se acalme Mérida, vamos conversar...

Fergus: Como eu ia dizendo... Eu sei que vocês querem ficar juntos mas, além de vocês serem primos, não é permitido... Não daria certo, são dois reinos totalmente diferentes...

Stoico: Isso mesmo! Soluço, você sabe que as coisas não funcionariam aqui como funcionam em Berk...

Mérida: Como assim? -Falo me dirigindo ao Soluço.

Soluço: Ele está se referindo ao nossos costumes, e também aos nossos dragões...

Fergus: E é por isso que não tem como vocês ficarem juntos... Mérida, ano que vem terão mais jogos e com certeza muitos pretendentes e eu não tenho duvidas de que o mesmo servirá para o Soluço!

Mérida: Como você pode não entender? Eu não quero nenhum outro, eu amo o Soluço!

Soluço: É isso mesmo! Nós nos amamos e vocês não vão nos separar. Tem que haver algum jeito!

Stoico: Mas não tem, filho. Aceite...

Soluço: Não, pai. Eu não posso aceitar ficar longe da pessoa que eu amo. Vocês não tem o direito de fazer isso com a gente!

Mérida: É isso ai! Vocês não vão afastar a gente, de um jeito ou de outro nós vamos ficar juntos!

Fergus: Filha, por que você luta tanto contra uma coisa que não tem futuro?

Soluço: Com todo o respeito, senhor Fergus, mas isso só não tem futuro porque vocês não permitem...

Mérida: É verdade! Por que não podemos unir os dois reinos? Todos podem se adaptar, não será problema algum, eu lhes garanto.

Stoico: Como você pode ter tanta certeza disso?

Mérida: Eu acredito nisso!

Soluço: E eu também!

Os dois se olham com uma expressão de duvida e, em seguida, olham novamente para nós dois que agora estávamos diante deles de mãos dadas.

Fergus: Não parece ser uma má ideia mas... E quanto aos dragões?

Soluço: Oh! Não se preocupe, eles não serão um problema! São extremamente dóceis, com excessão de alguns mas realmente não há com o que se preocupar!

Fergus: Posso ter certeza disso Stoico?

Stoico: Com certeza!

Fergus: Bom... Podemos pensar no assunto... Mas levará algum tempo para todos se adaptarem à idéias de mudanças.

Mérida: Sem problemas!

Soluço: Tudo certo!

Stoico: Bem... Tudo resolvido! essa semana trataremos de negócios!

Fergus: Com certeza!

Stoico: Ótimo! Agora vamos, Soluço! Já está tarde!

Soluço: Está bem...

Neste momento, eu, que estava sorrindo, feliz por tudo ter dado certo, segurei a mão de Soluço e fiz beicinho pedindo para que ele ficasse.

Soluço: Eeerrg... Será que teria problemas se eu passasse a noite aqui?

Quando meu pai ia falar algo eu o interrompi.

Mérida: É claro que não!!! -Falei já puxando-o escada acima em direção ao meu quarto.

Depois de nos despedirmos de Stoico e de dar boa noite aos meus pais, fomos para o meu quarto. Trocamos de roupa e nos deitamos em minha cama, estávamos de mãos dadas, um olhando fixamente dentro dos olhos do outro...

Mérida: Estou feliz por tudo ter dado certo...

Soluço: E eu ainda mais...

Em meu rosto um pequeno sorriso aparece, seu nariz encosta no meu e nossos lábios se encontram em um delicado beijo de boa noite.

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