Após a guerra, o índice de maternidade caiu de uma maneira tão absurda que o Ministério da Magia apenas estava preocupado com a situação dos bruxos, apenas 3% da população tinha filhos. Era uma situação caótica que não tinha controle algum sobre a m...
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Novamente, estavam brigando novamente.
— Eu já te disse, Ronald. Não quero saber de mais nenhum método novo para essa situação. EU CANSEI!
Hermione estava esgotada, havia passado uma semana desde a inseminação artificial, esses dias que se passaram Ronald havia sumido. E por mais que pudesse ter ido procurá-lo, ela não foi, se sentiu tão bem longe de toda aquela situação, de todas aquelas brigas e novamente retornando para um assunto que não tinha resolução.
Havia sido uma semana de paz.
Mas então ele retornou.
— Então, você quer um filho dele? — Ronald perguntou debochado. — Era amante dele por acaso?
Hermione soltou uma risada amargurada. Estava de madrugada brigando com o seu marido que surgiu de repente e começou a acusá-la de traição apenas por saber que ela foi fazer a inseminação artificial. E passaria as próximas semanas na ansiedade para descobrir se havia dado certo.
— Você é um idiota! E sabe de uma coisa? Vá se fuder. — Hermione exclamou apenas se virou de costas e andou em direção ao quarto.
Ela bateu a porta quando escutou ele quebrando alguma coisa na sala de estar. Até pensou que ele iria em sua direção para brigar, contudo, Ronald não fez isso, ele apenas saiu de casa e o som da porta batendo denunciou isso para Hermione.
Ela apenas suspirou cansada, se sentou na cama pensando no que iria fazer naquela situação, o pedido para retornar a trabalhar ainda não foi respondido pelo Ministério da Magia, então ela não tinha o que fazer para sobreviver. Mas viver dentro daquela casa iria compensar?
Hermione apenas encarou seu guarda-roupa, talvez fosse melhor ir para a casa de Gina e ficar ali até que sua vida fosse resolvida. Contudo, ela apenas estranhou o fato de escutar batidas na sua porta de madrugada. Ela se levantou e saiu do quarto, observou que Ronald havia quebrado a escrivaninha da sala de estar, ignorou aquilo e caminhou em direção da porta ouvindo mais algumas batidas. Hermione apenas abriu a porta se surpreendendo ao observar Astória parada em frente da sua casa.
— Olá, Granger. Desculpe eu aparecer na sua casa esse horário, mas preciso falar com você.
— Ah, oi. Tudo bem. — Hermione confirmou ainda surpresa pelo o fato de receber aquela visita. — Bom, entre.
Hermione deixou que ela passasse para dentro de casa. Ela levou Astória em direção à cozinha ignorando a sala de estar bagunçada e agradeceu por Astória não ter dito nada apenas a seguindo em direção ao cômodo. Ela se sentou enquanto que Hermione preparou um chá, ficaram em silêncio nesse período e quando colocou uma xícara de chá na frente de Astória de fato prestou atenção nela.
Astória não estava com uma aparência boa, os cabelos dela estavam em uma trança lateral, contudo, poderia notar que caiu muitos fios de cabelo. Ela estava tão magra, os dedos estavam tão finos quando segurava a xícara que Hermione se sentiu péssima por observá-la. Os olhos azuis estavam cansados e os lábios ressecados. Até o rosto de Astória estava seco, como se ela estivesse realmente morrendo bem a sua frente, como se estivesse se transformando em um cadáver.