Capítulo - 05

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POV Soraya Thronicke

- Você esqueceu a sua bolsa aqui no estúdio - Simone me informou e eu lembrei de como aquela Versace era cara.

- Sério? Eu nem havia percebido. Guarda pra mim? Quando eu for na grife eu pego.

- Não vou guardar, irei fazer melhor...

Simone desligou na minha cara. Bufei de raiva da arrogância dela. Pedi um Ifood, joguei meu celular em cima da mesa e deitei no sofá comendo morango, tentando enganar minha fome até o pedido chegar.

Surpreendentemente o Ifood chegou mais rápido do que eu esperava. Em cerca de dez minutos alguém tocou a porta. Como eu já tinha autorizado a subida do entregador, o porteiro não avisou.

Eu estava com uma aparência deplorável. Arrumei o cabelo em um coque alto, passei a mão no pijama para tirar o amassado e coloquei o morango de volta no pote no sofá para ficar com as mãos livres e ir abrir a porta.

- O que você ta fazendo aqui? Como sabe onde eu moro? - não pode ser, ela tava ali - como subiu?

- Eu também estava com saudades de você Thronicke - sua voz saiu calma enquanto ela analisava todo meu corpo, principalmente meus seios que estavam marcados no tecido fino.

Revirei os olhos e cruzei os braços na frente do corpo e fiquei esperando sua resposta.

- Eu vim deixar sua bolsa

- Eu disse que não precisava Tebet.

- Eu sei que não, só queria vir até sua casa.

- Você ainda não me respondeu. Como subiu? Como sabe meu endereço.

- Ah Thronicke, isso é muito fácil - ela encostou na parede do lado da porta e virou o rosto cheio de malícia pra mim - eu tenho seus dados na empresa bobinha e seu porteiro foi bem fácil de subornar, se é que me entende.

- Você é doida Tebet. Vou pedir que reforcem minha segurança.

- Thronicke, as vezes você fala umas coisas tão engraçadas - ela estava rindo de verdade, porque seus olhos ficaram pequenos.

- Eu não tô vendo o motivo do riso Tebet - a verdade é que eu também queria rir - deixa de baboseira.

- Não vai me chamar pra entrar - levantou uma sobrancelha enquanto perguntava. Foi a coisa mais sexy que vi.

- É óbvio que não - Simone virou-se para mim e começou a estreitar a distância que havia entre nossos corpos. Seu rosto já estava muito próximo a meu, a ponto de sentir sua respiração.

Nesse momento o entregador chegou com meu pedido, eu agradeci por isso porque eu já estava quase beijando a boca rosada da morena.

- Muito obrigada - o rapaz me entregou o pedido e saiu - agora Tebet, se não se importa eu vou comer, minha barriga está roncando, até amanhã.

Virei de costas entrando na casa e senti ela me seguir. Não consegui conter o sorriso com o quanto ela era descarada.

- Ótimo, eu também quero comer - passou por mim e sentou no meu sofá.

- Você é bem insistente sabia?

- Só quando se trata de comida - deu um sorriso pervertido.

- Gosta mesmo de Ifood?

- E quem disse que é dessa comida que tô falando?

- Vai ficar quieta e dividir a batatinha comigo ou vou ter que te mandar embora? - sentei no sofá ao lado dela.

Aute Cuture - Simone e Soraya Onde histórias criam vida. Descubra agora