1° Capítulo

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Diga o que sente quando eu penso em você
Uma é outra vez, cada momento que não está perto de mim
Meu mundo está de cabeça para baixo
Eu ando em um deserto quando você vai embora
Não sei se é uma miragem, te sinto tão real amor.
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NARRADOR-
P.O.V

Adolescência? Com certeza é uma das fases mais difícies da vida, porque é quando começamos a sentir sensações estranhamente boas, comecemos a nós apaixonar, sentir as malditas e famosas borboletas no estômago. Mais também é a fase em que descobrimos a dor, o sofrimento de nós apaixonarmos. Essa é a história de vida de uma adolescente de 15 anos que descobriu o seu primeiro amor.

SELENA GOMEZ - P.O.V

Sou acordada pelo maldito despertador, avisando que é hora de ir para a escola. Abro os olhos ainda meio sonolenta e encaro o teto por alguns segundos, tentando assimilar que hoje é meu primeiro dia de aula no ensino médio. Algo muito assustador, mas ao mesmo tempo bom. Meu coração bate mais rápido só de pensar em tudo que pode acontecer: novas matérias, novos professores, novas pessoas… uma fase completamente diferente da minha vida começando agora.

Respiro fundo, desligo o despertador e me levanto da cama, ainda meio perdida. Vou até o banheiro, lavo o rosto e me encaro no espelho. Tento me animar mentalmente, dizendo para mim mesma que vai dar tudo certo. Escolho uma roupa simples, mas que me faça sentir confortável, arrumo o cabelo do jeito que consigo e passo um pouco de perfume. Nada exagerado, afinal ainda é cedo demais para pensar em grandes produções.

Depois de me arrumar, vou para a cozinha tomar meu café da manhã. Minha mãe já está por lá, mexendo em algumas coisas enquanto me deseja bom dia. Me sento à mesa, pego uma xícara de café e um pão, tentando comer mesmo com o estômago embrulhado pela ansiedade. Estou muito animada para fazer novas amigas e amigos, conhecer pessoas diferentes e, quem sabe, criar laços que durem por muito tempo. Ao mesmo tempo, o medo de não me enturmar insiste em aparecer, mas tento ignorar.

Assim que termino o café, pego minha mochila e saio de casa rumo à escola. O caminho parece mais longo do que o normal, talvez por causa da expectativa. Quando finalmente chego, vejo vários alunos espalhados pelo pátio, todos com o mesmo olhar confuso e curioso que o meu. Alguns conversam animadamente, outros parecem tão perdidos quanto eu, procurando onde fica a sala de cada um.

Entro no prédio e começo a procurar a minha sala, olhando número por número até finalmente encontrar. Ao entrar, percebo que ainda tem poucas pessoas ali. O ambiente está silencioso, quebrado apenas por cochichos e risadas baixas. Escolho uma cadeira na frente da sala e me sento, tentando parecer tranquila. Pego meu celular e começo a jogar qualquer jogo aleatório, só para passar o tempo e disfarçar o nervosismo.

Não demora muito para que a sala comece a se encher. Um por um, meus novos colegas de classe entram, conversando entre si, rindo, observando o ambiente. Logo depois, a nova professora entra na sala. Ela se apresenta e descubro que é professora de Espanhol. A aula começa de forma leve, com ela falando um pouco sobre a matéria e perguntando nossos nomes.

Depois da apresentação, ela resolve separar a turma em grupos aleatórios para um trabalho. Meu coração acelera quando ela começa a falar os nomes, e acabo caindo em um grupo com dois meninos e duas meninas. Descubro que eles se chamam Arthur, Justin, Miley e Camila. No começo, fico meio tímida, sem saber muito o que dizer, mas aos poucos a conversa vai fluindo.

Para minha surpresa, o grupo é super legal. Arthur e Justin são engraçados, sempre soltando algum comentário aleatório, enquanto Camila é mais calma e organizada. Miley, por outro lado, é extremamente simpática e comunicativa. Em pouco tempo, já estamos rindo e trocando ideias como se nos conhecêssemos há mais tempo. Acabo me aproximando bastante da Miley, que se mostra muito legal e fácil de conversar. Sem perceber, aquele medo inicial começa a desaparecer.

As aulas passam mais rápido do que eu imaginava. Entre explicações, conversas e pequenas apresentações, o tempo simplesmente voa. Quando finalmente o sinal toca anunciando o fim das aulas, sinto um alívio imediato. Graças a Deus, o primeiro dia tinha acabado — e, para minha surpresa, tinha sido bem melhor do que eu esperava.

Saio da escola cansada, mas com um leve sorriso no rosto. Talvez o ensino médio não seja tão assustador assim. Talvez seja, na verdade, o começo de algo muito bom.

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