4° Capítulo

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Camiseta vintage, celular novo em folha
Saltos altos em paralelepípedos
Quando você é jovem, eles deduzem que você não sabe nada
Sorriso brilhante, batom preto
Políticas sensuais
Quando você é jovem, eles deduzem que você não sabe nada
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Selena Gomez - P.o.v

Nos últimos dias, eu tinha me aproximado bastante do Justin, o que me deixava muito feliz. Eu adorava a companhia dele, a forma como ele falava comigo e como, mesmo sendo mais fechado, parecia se soltar um pouco quando estávamos juntos. Estar perto dele me deixava confortável, mas ao mesmo tempo estranhamente nervosa.

Hoje era o dia de fazer o trabalho, e eu já estava a caminho da casa dele. O trajeto parecia mais curto do que o normal, talvez por causa da expectativa. Não demorou muito para que eu chegasse e batesse na porta, sendo atendida pelo próprio Justin.

— Oi — digo, dando uma risada sem graça ao perceber que era ele.

Não sei por que, mas de repente fiquei nervosa e feliz ao mesmo tempo. Ignorei meus pensamentos confusos, o abracei rapidamente e entrei na casa logo em seguida. Assim que entro, dou de cara com a Miley brigando com o Nick, o que já me fez suspirar fundo.

— PORRA, EU JÁ FALEI QUE NÃO VOU DEIXAR VOCÊ CHEGAR PERTO DESSE FOGÃO — grita Nick.

— E por que não? — pergunta Miley, furiosa.

— Do jeito que você é louca, você colocaria fogo na casa inteira.

— Eu vou botar fogo só em você, não se preocupe com a casa — diz Miley, se sentando logo depois.

Pelo jeito, o dia hoje prometia ser bem estressante.

— Então, vamos começar logo — falo, já abrindo os ingredientes sobre a mesa, tentando ignorar o caos.

— Eu quero ficar com a parte do chocolate — diz Nick.

— Não, quem vai ficar sou eu — fala Miley, correndo para pegar o chocolate, mas Nick chega primeiro. — Sério, me dá! Quem vai fazer o chocolate sou eu!

Miley puxa o pacote e os dois começam a brigar, cada um puxando de um lado. De repente, escutamos apenas o som do plástico rasgando. Quando olho, vejo o pacote de achocolatado rasgado, o chão sujo e os dois completamente lambuzados.

— Sua ratazana, vou te matar! — grita Miley, começando a bater no Nick.

— Tá vendo, né, Selena? Essa menina só pode ser louca — diz Nick, segurando os braços dela para se defender.

— Mas que porra! Vocês parecem crianças! — digo, já estressada e com raiva. — Agora eu quero que vocês dois limpem o chão.

— Não vou limpar nada, essa louca que começou — diz Nick, tentando se soltar da Miley.

— Não quero saber quem começou — falo firme. — Eu vou no mercado comprar outro achocolatado e, quando eu voltar, quero ver tudo limpo. Vamos, Arthur.

Eu e Arthur saímos da casa do Justin e seguimos em direção ao mercado.

— Sério, dessa vez eles passaram dos limites — digo, ainda com raiva.

— Tenho que concordar que passaram mesmo, mas isso não deixa de ser engraçado… principalmente a sua cara de raiva — diz Arthur, rindo.

— Isso não tem graça nenhuma — digo, mas acabo rindo também enquanto o abraço.

Não demorou muito para voltarmos à casa do Justin. Ao chegar, encontramos o Liam parado na sala.

— Desculpa o atraso, acabei me perdendo e demorou um pouco pra eu encontrar a casa — diz ele.

— Sem problemas, cara — responde Justin.

Finalmente começamos a fazer o pudim, o que deu muito mais trabalho do que eu achei que daria, principalmente porque a Miley e o Nick tinham feito uma bagunça enorme na cozinha. Depois de muita confusão, risadas e reclamações, o pudim finalmente ficou pronto. Um por um, todos foram embora… e, para minha infelicidade, só eu fiquei para ajudar a limpar.

— Sério, aqueles retardados sujaram tudo — digo enquanto limpo a pia.

— Verdade. Eu sabia que ia dar merda, mas foi divertido ver como você se estressa fácil — diz Justin, rindo enquanto me ajuda a limpar.

— Sério, eles são muito perturbados — respondo, balançando a cabeça.

Não demorou muito para que terminássemos de limpar tudo. Quando eu já estava me despedindo para ir embora, Justin me chama.

— Bem… você pode ficar aqui pra gente assistir um filme — diz ele, coçando a nuca, mostrando o quanto estava nervoso. Aquilo me fez dar um pequeno sorriso.

— Claro que eu posso.

— Que ótimo. Você faz a pipoca e eu escolho o filme.

Depois que terminei a pipoca, fui para a sala e me sentei no sofá ao lado dele. Justin escolheu um filme de ficção, e a sala ficou em silêncio, iluminada apenas pela televisão.

Eu poderia dizer que era coisa da minha cabeça, mas eu me sentia estranha ao lado dele. Extremamente nervosa. Sentia um frio na barriga que não conseguia explicar. Essas sensações eram completamente desconhecidas para mim; eu nunca tinha me sentido assim antes.

Sou tirada dos meus pensamentos quando ele chama minha atenção.

— Então… queria te perguntar uma coisa — diz Justin.

— Pode falar — respondo, deixando a vasilha de pipoca ao meu lado e me virando para ele.

— Se você gostasse de uma pessoa, o que você faria? — pergunta Justin.

A pergunta me pega totalmente de surpresa. Eu não imaginava que ele perguntaria algo assim.

— Bom… eu não sou profissional nisso, mas… acho que primeiro eu iria querer saber se ela também gostava de mim — respondo.

— Ok. Posso te perguntar outra coisa?

— Claro.

— Você e o Arthur namoram? — pergunta ele. Eu nego com a cabeça. — Você namora?

— Não. Por quê? — pergunto, curiosa.

— Nada não.

Continuamos assistindo ao filme, mas aquela pergunta ficou martelando na minha cabeça. O jeito que ele falou, o olhar, o nervosismo… tudo parecia estranho e diferente.

E, no fundo, eu sabia que aquela noite não significava nada — ou talvez significasse mais do que eu estava pronta para admitir.

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