7° Capítulo

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Eu nunca serei o favorito da sua mãe
Seu pai não consegue nem sequer me olhar nos olhos, oh
Se eu estivesse no lugar deles, estaria fazendo a mesma coisa
Dizendo: Lá vai a minha garotinha
Andando com aquele cara problemático

Mas eles estão apenas com medo de algo que eles não entendem, oh
Mas, amorzinho, me observe fazê-los mudar de ideia
Sim, por você, eu vou tentar, vou tentar, vou tentar, vou tentar
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Selena Gomez - P.o.v

Depois da minha decisão, volto para a sala e já encontro a professora presente. Entro em silêncio e me sento na minha cadeira. Vejo que Justin está sentado ao meu lado, mas ignoro completamente a presença dele e tento prestar atenção na aula. O que, obviamente, é impossível. Depois de alguns minutos, desisto. Abaixo a cabeça e começo a pensar em como eu consegui gostar de alguém em menos de dois meses. Até três meses atrás, eu diria que isso era impossível, mas, olhando para a minha situação agora, vejo que não é.

E, por puro azar, ele namora. E parece estar muito feliz com ela. No fundo, eu tento me convencer de que também estou feliz. Isso vai passar rápido, penso. É só focar em algo que me distraia, e quando eu perceber, nem vou mais estar gostando dele.

Ou pelo menos é isso que eu espero.

1 mês depois — Selena Gomez (P.O.V.)

Retiro tudo o que eu disse.

Já se passou um mês e eu continuo exatamente na mesma.

Sou tirada dos meus pensamentos por Miley.

— Selena, você tá surda? Eu tô te chamando há mais de dez minutos — diz Miley, resmungando.

— Eu não ouvi… o que foi? — pergunto, confusa.

— A professora falou que é pra fazer grupo de seis — explica Miley. — O grupo vai ser o de sempre, com o chato do Nick.

— Tá bom — respondo.

Juntamos as mesas e, por azar, fico sentada de frente para Justin. Tento ignorar a presença dele ali, mesmo sentindo meu coração acelerar sem pedir permissão.

— Então, temos que fazer um cartaz sobre esporte — explica Miley. — Os meninos escolheram basquete, porque é um esporte que eles já conhecem.

— O que exatamente a gente tem que fazer? — pergunto.

— Eu acabei de falar o que a gente tem que fazer — responde Miley, impaciente. — O que tá acontecendo com você? Ultimamente você anda triste, distante… você não era assim. O que aconteceu?

— Não aconteceu nada. Eu tô normal — digo, tentando enganá-la, mas até eu sei que não está funcionando.

— Sei… — Miley cruza os braços. — Você vai me contar o que tá acontecendo, nem que eu tenha que te obrigar.

Fizemos o trabalho, mas durante todo o tempo senti o olhar atento de Miley sobre mim. Eu sabia que ela não ia deixar isso passar.

Quando a aula acabou, fui para o refeitório. Vi Miley vindo em minha direção e já soube que não teria mais como fugir.

— Vamos lá, quero saber de tudo — diz ela, se sentando na cadeira à minha frente. — Você tá muito estranha, e você nunca foi assim.

— Não tá acontecendo nada, eu tô normal — insisto.

— Não, você não tá — diz Miley, mais calma. — Você tá triste, e isso também me deixa triste.

Aquilo me atingiu forte. Eu não queria que ela sofresse por minha causa. Respiro fundo, decidida a contar tudo, quando finalmente abro a boca:

— Eu tô…

— Adivinha quem tá namorando! — Camila surge interrompendo tudo, vindo em nossa direção quase pulando de alegria.

— A Miley — falo, brincando.

— Eu? Jamais. Prefiro morrer do que me apaixonar — responde Miley, indiferente.

— Sou eu! — diz Camila, radiante. — O Shawn finalmente me pediu em namoro!

O sorriso dela era tão sincero que acabou arrancando um sorriso meu também. Pelo menos uma de nós estava feliz.

— Nossa, que perfeito… fico muito feliz por você — digo, abraçando-a.

— Parabéns, de verdade — completa Miley.

— Agora só falta vocês duas começarem a namorar — brinca Camila.

— Se depender de mim, você vai esperar sentada — diz Miley. — Não pretendo namorar agora.

— Eu concordo com a Miley — digo, com um leve aperto no peito. — Também não quero.

Mesmo sabendo que não era exatamente verdade.

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Arthur Smith (P.O.V.)

— Você acha que eu tô passando pouco tempo com a Selena? — pergunto à Kendall.

— Não… não acho — responde ela.

Mas, pela primeira vez, eu sinto que essa resposta não é tão sincera quanto parece.

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