MARIA EDUARDA VIEW
Pedro dirigia numa velocidade acima do permitido, e continuava pisando no acelerador.
— Porra Pedro, vai devagar — grito quando passamos dos 100km por hora — Pedro, se acalma — digo mais baixo, percebendo que passamos por um sinal vermelho.
— Isso foi culpa sua Maria Eduarda! — ele grita, me assustando — Por que você tinha que ir atrás dele? —
— Para o carro Pedro — digo, mas ele parece não ouvir — Encosta o carro, Pedro — grito e ele se vira pra mim, então percebo as lágrimas em seus olhos.
Ele encosta na avenida escura, deitando a cabeça no banco do carro e fechando os olhos.
— Pronto, o que porra você quer falar? — ele diz, ríspido.
— Você não pode dirigir que nem um maluco comigo dentro do carro, e não pode me responsabilizar pela sua cena ridícula com o Gabriel! —digo e ele abre os olhos rindo sem humor.
— Não posso? Porra Maria Eduarda, quem eu vou responsabilizar então? Foi atrás dele por que? Tá afim de dar pra ele de novo? — ele diz, suas últimas palavras fazem minha boca abrir.
Meus olhos se enchem de lágrimas e ele bufa percebendo o que fez.
— Desculpa, Madu — sussurra — Falei merda —
— Quero ir pra casa, Pedro. Se você não quiser me levarpode me deixar aqui e eu pego um uber — digo sem olhar pra ele.
Ele olha pra mim de novo, desistindo de insistir e dando partida no carro.
Fomos o caminho todo em silêncio, eu olhava pra janela enquanto pequenas lágrimas caiam do meu rosto.
Quando chegamos em frente ao meu condomínio ele parou o carro e quando eu fiz a menção a sair e ele me impediu.
— Madu, não quero dormir brigado com você — ele diz, segurando minha mão firmemente.
— Devia ter se controlado então — respondo puxando minha mão.
—Porra Maria Eduarda, se põe no meu lugar também —
— Você agiu que nem um completo maluco —
— E você foi atrás dele por que Maria Eduarda? —
— Eu conheço o Gabriel a anos, ele foi meu melhor amigo por muito tempo — me explico, mesmo sabendo que não deveria.
— Você gosta desse cara? — ele me perguntou e eu ri.
— Pedro, antes de você chegar, eu e ele estávamos discutindo por que ele não conseguia entender como eu podia amar tanto você — comecei — agora eu também não entendo — e então saio do carro.
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addiction, orochinho
Romancepedro já lutava contra muitos vícios, não precisava de mais um