Paraíso Infernal - Parte 2

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Havaí.


Lugar lindo e paradisíaco, com belas praias, uma paisagem de tirar o folego, o lugar perfeito para estar com a pessoa perfeita e relaxar. 


Só que não.  


Justin havia ficado mais insuportável depois do incidente com a bebida. Parece que ele realmente ficou bravo por causa disso. Mas também não estava a fim de tentar entender como sua mente funcionava.


Estava anoitecendo e depois que ele tomou um banho para tirar o melado do suco, ele trocou de roupa e saiu, e não voltou até agora. Eu permaneci no quarto, não estava mais a fim de descer depois do showzinho de mais cedo.


Tomei um banho e coloquei uma calcinha estilo cueca, que deixava a poupa da minha bunda aparecendo e uma blusa regata.


Fiquei na varanda sentada na cadeira olhando as ondas do mar. O vento estava forte mas estava agradável. O sol já estava se pondo, para finalmente descansar depois de um longo dia. 


Eu estava em um paraíso, mas estava me sentindo em um inferno.


Logo comecei a chorar ao lembrar o motivo que me trouxe aqui.


Porque ela tinha que ter morrido? Porque ela tinha que ter me deixado? Eu precisava tanto dela.


Afundei meu rosto em meus joelhos e fiquei chorando baixinho. A dor me consumindo de dentro pra fora, até que escutei a porta do quarto sendo aberta. 


Limpei meus olhos rapidamente e olhei pro outro lado, admirando a praia e fingindo que não o ouvi entrar.


Senti ele se aproximando e abrindo a porta de vidro de correr, que dava acesso a varanda onde eu estava.


— Já vai dormir? — perguntou, provavelmente ao notar minha roupa.


— Vou! — respondi secamente, tentando não me entregar com minha voz de choro, não tendo sucesso.


— Você estava chorando? — ele disse entrando na varando e fechando a porta, vindo em minha direção. Mas eu virei pro outro lado e escondi meu rosto.


— Não! — respondi secamente de novo, o fazendo bufar.


Ele se sentou na cadeira ao lado, e ficou observando o mar.  


— Olha, não ache que eu sou um monstro, ta legal? Porque eu não sou. — ri com desdém. — To falando sério. Posso fazer coisas, mas não sou uma pessoa ruim, pelo menos não ruim em um todo. — ele ficou em silêncio, porque ele sabia que isso era mentira. Ele olhou toda a praia e continuou. — Odeio ter que admitir isso, mas você estava certa. Temos que conviver juntos, então temos que pegar mais leve.


— Temos? No plural? Ou só você? — falei olhando pra ele pela primeira vez.

Ele me encarou e depois revirou os olhos.

A Filha do GangsterHistórias para pegar e não largar. Descubra agora