EYES ON FIRE.

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— Mamãe, você acha que meu irmão vai vim me visitar?

Esme olhou para sua pequena com um sorriso tristonho, enquanto penteava os longos cabelos castanhos o qual ela tinha muito apego, passando sua mão na própria barriga.

— Vai sim, querida. — interrompeu Michael Sewlyn, Maxine rapidamente correu até o pai que estava parado na porta de seu quarto e pulou, o abraçando, tirando um sorriso genuíno do homem.

Mas, o sorriso quase que imediatamente desapareceu ao observar a esposa parada a sua frente, com a mão na barriga, uma raiva desgraçada o dominava.

Como ela pôde?

— Mas onde ele tá papai? — perguntou Max olhando para o homem curiosa enquanto ele ainda segurava ela, percebeu que seu pai sequer conseguia olhar para ela, olhando fixamente para sua mãe.

— Seu irmão está no seu céu, Maxine. — respondeu Esme com seus olhos verdes, que por algum motivo não brilhavam como costumavam.

A pequena pareceu pensar.

— Por que ele foi pra lá? Ele não deveria ficar conosco?

— Você deveria perguntar isso para mamãe, Max. A culpa é toda dela.

— Por favor, na frente dela não. — exclamou Esme, lágrimas molhando o seu rosto cansado.

— Ela merece saber a verdade, Esme. — gritou Michael, colocando Maxine no chão com violência e sacudindo os ombros da criança com violência. — Sua mamãe matou o seu irmão, querida.




Seu cérebro gritava por oxigênio, tossiu milhares vezes, enquanto suas mãos tremiam e tentava buscar ar. Levantou-se violentamente da cama, correndo para a penteadeira e pegando um copo d'água, bebendo com desespero.

Ela agarrou seus cabelos, sufocando um grito, completamente agoniada por ainda lembrar disso.

Não desejava lembrar de Esme da forma como seu pai falava sobre ela, odiava na verdade, sua mãe merecia apenas boas memórias.

De repente, seu celular tocou, ela correu até ele assustada, observando aquele nome maldito na tela. Ela desligou a chamada pela milésima vez, sentando-se na cama novamente, e tentando apagar aquilo da sua mente, como fez durante todos esses anos.

Era incrível como quando quanto mais próximo ficava o aniversário da morte de sua mãe, mais aquele sufoco aumentava. Era como se todo ano ela voltasse a ser aquela menina de seis anos chorando ao receber as cinzas de sua mãe, sem nem ao menos ser avisada, sem nem ao menos saber que ela estava morta antes.

Era nesses momentos que ela percebia que sentia falta de alguém, sentia falta de seu pai, sentia falta de sua tia, sentia falta de algum deus para que pudesse rezar. Na verdade, era em momentos como esse que desejava que houvesse outro ser para dirigir a sua vida, para que falasse o que comer, o que falar, como se sentir, precisava de algum ser sábio que ditasse tudo.

Contudo, ele não existia, e ela era a única responsável por tomar suas decisões, e conseguiu tomar as mais erradas possíveis.

Novamente, algo toca. Dessa vez, não era seu celular, e nem o telefone do apartamento de sua tia, e sim a campainha. Maxine decidiu fingir-se de morta e deixar quem estava batendo ir embora.

Quem estava lá fora não pretendia ir embora, pois o som da campainha tornava-se cada vez mais violento. Bufando a morena levantou-se do sofá, não se importando que estava apenas de calcinha e uma camisa enorme.

— Já vou, inferno. — gritou, abrindo a porta.

— Você atende estranhos dessa forma, amor?

Max o olha assustada e ao mesmo tempo aliviada, a raiva que sentia já não passava mais por sua cabeça, talvez até uma pontada de arrependimento por ter feito o que fez, na verdade, naquele momento ela sentia como se tivesse o perdoado, como se aquela ligação nunca tivesse acontecido.

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⏰ Última atualização: Jun 03, 2023 ⏰

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