- Desta vez é verdade, Tia Drômeda, sem mais chaves de portal. - Draco prometeu, cambaleando para um dos quartos da Casa Grande, ainda grogue da viagem.
Sua tia bagunçou seu cabelo, fazendo-o cair do coque, e riu.
- Mas é melhor você manter sua promessa, hein? Ou então sua querida tia vai chorar. - disse ela, e começou a chorar fingidamente.
Draco revirou os olhos. A comunidade mágica estava sentindo falta de uma grande atriz.
- Tá, tá. Você não disse que queria falar com Quíron sobre alguma coisa? - ele perguntou, e eles se despediram para o verão.
Desde o que aconteceu com o diário de Tom, sua tia Andrômeda estava mais superprotetora do que o normal, e toda vez que ela o via, ela suspirava tristemente. Na noite anterior, ele a ouvira conversando com seu tio Ted, dizendo-lhe que pediria a Quíron que não tirasse os olhos dele. Ele gostaria de ser mais parecido com Nymphadora, que quando descobriu começou a rir, zombando de Draco por ser tão tolo a ponto de confiar em um objeto senciente. Mas ele preferia isso a ter que receber um berrador como Ron tinha recebido no ano anterior, quando bateu o carro voador de seu pai.
Ele carregou seu baú até a entrada de seu chalé, onde já havia duas figuras na porta. Um deles era um cara alto, com cabelos pretos que caíam abaixo das orelhas (será que ele cortou?), jeans pretos super pouco práticos, com sua jaqueta de aviador de sempre. Era seu melhor amigo, Nico di Angelo.
O outro menino, ele não sabia quem era. Ele tinha cabelos castanhos e olhos verdes claros, não esmeralda como os de Potter (e por que ele estava pensando em Potter, em todas as pessoas de olhos verdes que ele conhecia?). Ele estava vestindo shorts vermelhos horríveis, com uma camiseta laranja do acampamento. Ao vê-lo, o menino imediatamente deu um sorriso malicioso.
- Deixe-me ajudá-la com isso, doce donzela. - disse o menino, com um sotaque que lembrava um pouco o de Valentina Díaz.
Draco olhou para ele. Ele estava farto de Nott dizendo que ele parecia uma garota para ser lembrado disso no acampamento agora também. Nico, por outro lado, riu sob sua mão.
- Desculpe, eu sou um menino. - respondeu, olhando para ele.
O menino instantaneamente ficou vermelho como um tomate e gaguejou “desculpe”. Draco sabia que era um erro comum ficar confuso, então ele seguiu o exemplo de Nico e riu algumas vezes. Vendo isso, o garoto se recompôs e estendeu a mão, que Draco imediatamente pegou.
O menino beijou as costas da mão dele.
- Felipe Martínez, um prazer. - disse, e piscou para ele. Draco apenas revirou os olhos, rindo da cena que o garoto acabara de fazer.
- Draco Black.
Os olhos de Felipe Martínez se arregalaram, como se ele tivesse se lembrado de algo.
- Você é Draco Black! Nico não consegue parar de falar sobre você, sério. Ele sempre fala: “Draco vai gostar dessas meias, vou comprar para ele”, “Draco não vai rir de mim por ter reprovado na prova de história, então durma com um olho aberto”, ou meu favorito, reclamando das minhas roupas desde então, seu ponto de vista: “Draco diria para você queimar essa camisa”, “Se Draco te visse com esses sapatos…” ele disse, terminando com uma risada.
Nico, a essa altura, já estava completamente vermelho. Era adorável vê-lo naquele estado, mas ele sabia que tinha que salvá-lo, era seu dever como melhor amigo.
- Mas como você conhece tanto Nico? - perguntou o loiro.
- Ah, nós nos conhecemos no colégio! - Ele respondeu com um sorriso.
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Ouroboros
FantasyDraco Black e a vingança de Lamia A vida de Draco B. Black nunca foi ideal. Ele poderia lidar com o fato de ser o filho proibido de um deus e uma bruxa, mas ser o protagonista de uma das maiores profecias de todos os tempos onde ele deve salvar o O...
