II. Ninguém pode nos enganar melhor que nós mesmos

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Notas Iniciais

Esse é o ponto de vista do Chanyeol e um pouco mais sobre ele, a família e seus verdadeiros sentimentos.

Espero que gostem ❤

Uma analogia desfilou em sua língua quando sentiu a necessidade de cortar a distância e beijá-lo, quebrando (novamente) a promessa de dar fim àquela relação

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Uma analogia desfilou em sua língua quando sentiu a necessidade de cortar a distância e beijá-lo, quebrando (novamente) a promessa de dar fim àquela relação. Uma guerra de vontades onde ninguém ganhava, todos perdiam.


O inverno congelante visível através das fronteiras daquele sorriso, fazendo-o perecer nas trincheiras enquanto segurava seu coração fora do peito, apenas para que o outro viesse e tomasse o órgão para si. Como se este o pertencesse em primeiro lugar.



O pomo de adão de Chanyeol subiu e desceu quando ele engoliu em seco.

— Isso. Podemos começar amanhã?

Sua voz soou estranhamente doce, tão estrangeira que seus ouvidos não reconheceram o tom como pertencente a si mesmo. Jongin o encarou sem expressão, as pupilas dilatando novamente como quando ele o viu parado naquele mesmo lugar da calçada horas atrás. Era a mesma faísca do reencontro renascendo, crepitando, fagulhas crescendo até se tornarem labaredas incontroláveis.

Chanyeol foi até ali porque queria dar um fim naquela relação bizarra entre eles. Porém, assim que seus olhares se encontraram, todo e qualquer pensamento lógico se esfumou e foi substituído pela carência líquida de ter aquele homem em seus braços.

Quando se encararam de novo, íris escuras de sentimentos não-ditos e lábios apertados de ânsias nebulosas, vislumbrou seus pensamentos sendo arrancados de sua mente em um rompante. Com a cabeça vazia, o coração agitado e com um instinto quase primitivo de prosseguir, Chanyeol se aproximou e o beijou, recebendo a língua alheia entre os lábios com um ressonar baixinho do fundo da garganta. Feliz e confortável.

Errado.

Beijar Jongin sempre tinha o mesmo gosto de sempre: de errado, de tentação, de segredo.

Por isso foi até a casa dele. Porque queria se desvencilhar desses sentimentos conflitantes, desse paradoxo emocional que cutucava todos os botões errados de seu subconsciente. Quando estavam separados, Chanyeol tinha o valor e a determinação de falar e fazer o que queria, desenhar uma linha entre eles como o Tratado de Tordesilhas; como a guerra fria que batalhavam, medindo forças para saber quem cederia primeiro: o falante inglês de desejos perversos e impulsividade premente ou o homem estrangeiro de postura relaxada, pensamentos ocultos e caráter pulcro?

Talvez estivesse errado no final. Eles não estavam em uma fodida guerra intelectual, mas em um confronto armado onde ele era a alemanha nazista adentrando suas fronteiras com interesses ocultos, mas Jongin, frio como o gelo, derrotou-o sem mover um dedo, dentro de seu interior nublado e desconhecido.

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