Era uma noite fria, era uma investigação que poderia revelar a verdade. Chuuya nunca imaginou que iria conhecer alguém como ele. Ainda podia sentir aqueles olhos lhe tirarem com tamanha curiosidade e as palavras daquele homem ainda ecoavam na sua me...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
————————★
Agosto, 2014 ———— 2014 年 8 月
𝙉𝙖𝙠𝙖𝙝𝙖𝙧𝙖, 𝘾𝙝𝙪𝙪𝙮𝙖
𝖢huuya entrou no apartamento de Dazai analisando cada canto do espaço, assim que entrou pôde ver uma sala conjugada com a cozinha e uma ampla parede de vidro, estavam na suíte. Não sabia o quão importante ou quanto dinheiro aquele cara ganhava mas com certeza não era pouca coisa. Dazai foi para outro canto qualquer da casa e Chuuya ficou na sala, ainda não conseguia olhar o outro homem nos olhos depois do episódio do beijo.
"Maldito vagabundo! Isso é tudo culpa dele e daquele beijo estúpido" —pensou.
— *Oi! Dá pra parar de ficar me enrolando e me dizer logo o que cê' tem a ver com o meu irmão — Chuuya já não aguentava mais de ansiedade, tudo o que Dazai fez foi levá-lo para aquele apartamento estupidamente grande para uma pessoa só e o deixar plantado na sala.
— Tenha calma gatinho, eu não vou fugir não — Dazai lhe mandou um beijinho com a mão — eu fui pegar umas coisas, essa vai ser uma longa conversa.
— É melhor você não estar zoando com a minha cara ou então eu vou te partir em dois! — vociferou
— Vamos fazer uma aposta, se você conseguir ficar 5 minutos sem me xingar eu viro o seu cachorro pro resto da vida, mas se eu ganhar vai ser ao contrário — Chuuya deu uma risada maléfica.
Às vezes se comportava que nem uma criança quando estava próximo a Dazai.
Só às vezes.
— Se prepara para perder múmia idiota!! — Dazai imediatamente riu, aparentemente a natureza de Chuuya não o permitia dizer uma frase completa sem uma ofensa.
— Aí que lindo, dá a patinha — Dazai fez sons como se estivesse chamando um cachorro e Chuuya bateu nele algumas vezes.
Uma relação de amor e ódio estava se formando, mas não é nada lindo de se ver.
Chuuya e Dazai sentaram-se confortavelmente no sofá, em comparação ao seu esse o deixava no chinelo; Chuuya pegou os papéis e respirou fundo, o que quer que estivesse ali o ajudaria a perceber quem era seu irmão de verdade, o que Paul procurava, o que ele queria com Mori e a sua maldita corrupção.
Folheou folha por folha, lia os arquivos atentamente, Chuuya não derramou uma lágrima se quer, não queria que Dazai o visse chorar, não queria mostrar as suas fraquezas e sensibilidades para um desconhecido.
No final Paul não tinha cometido suicídio, foi assassinado, as provas foram todas apagadas. Chuuya sabia que aqueles pedaços de papel não contavam nem metade de toda merda.
Queria gritar aos ventos que sabia a verdade, queria ir até a mãe deitada naquela cama que o filho querido não tinha cometido tal ato hediondo, que ele não queria partir tão cedo. A vida foi tomada de Paul contra a própria vontade, então Chuuya iria tirá-la de quem fez isso com o seu irmão.