Rose Kazanski, e Robert floyd, duas pessoas totalmente diferentes, mas dizem que os opostos se atraem, será que isso vai acontecer...
Leiam e descubram...
No dia seguinte recebi a notícia de que o meu pai tinha falecido, eu nem tive tempo de processar o que estava a acontecer, quando dei conta já estava vestida, e a chegar ao local do funeral.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Como eu era familiar, eu não precisei de ir fardada, eu tive de ir a conduzir pois a minha mãe, não estava em condições para tal, chegando lá, eu olhei para os meus colegas que estavam alinhados e devidamente fardados, todos eles me olhavam com olhar de pena, como se eu fosse um bicho indefeso que precisava de ser salvo, á exceção do Bob que olhava com um olhar como se me tivesse a dar força, e era disso mesmo que eu precisava neste momento, ele deu-me um sorriso mínimo ao qual eu retribui mas o meu sorriso foi menor que ao dele. O Funeral passou-se eu fiquei ao lado da minha mãe, a consola-la, o meu pai foi enterrado, fizeram uma pequena cerimónia com as armas como era típico fazerem em funerais militares. Logo me despedi dos meus familiares, e por fim dos meus colegas, eu tentei não abraçar ninguém pq se o fizesse eu sei que iria desabar, e eu não o iria fazer á frente desta gente toda, por isso eu mantive com um semblante neutro o funeral todo, nem quero saber do que vão pensar, afinal quem sabe o que estou a sentir, sou eu e eu não deve satisfação aos outros.
—Rose, eu vou levar-te a ti e á tua mãe a casa—disse o Maverick —Eu não vou para casa, eu preciso de tempo para espairecer, ficar em casa só me vai fazer ficar mal —Tu é que sabes, mas não faças nada de que te arrependas—ele disse eu apenas concordei com a cabeça
Caminhei até ao estacionamento abri a porta do meu carro e entrei dentro do carro, e liguei-o quando eu ía dar partida no carro, a porta do passageiro foi aberta, e o Bob sentou-se no banco e fechou a porta, e ficou á espera que eu desse partida no carro.
—Bob—eu chamei-o —O quê?—ele perguntou olhando para mim —Coloca o cinto—eu disse-lhe e ele fez cara de espanto e logo colocou o cinto
Sorri um pouco, pela lerdeza dele, ele provavelmente pensava que eu o iria expulsar do carro, daí ele ter ficado surpreso. Dei partida no carro, decidi ir até á praia que era o meu sítio favorito para espairecer, estacionei o carro, tirei a chave da ignição, abri o porta-luvas e tirei de lá um maço de cigarros e o isqueiro, senti o olhar do Bob sobre mim, abri a porta do carro, e saí. Esperei que o Bob saísse do carro, e tranquei-o, caminhámos até areia, antes tirei os meus sapatos e o Bob fez o mesmo, senti a areia entrar em contacto com os meus pés, caminhei juntamente com o Bob até á beira da água, até os meus pés entrarem em contacto com a água, abri a caixa de cigarros e tirei um cigarro.
Quando estava prestes a acende-lo, o Bob tirou-mo da minha mão
—Bob, dá cá isso—eu disse-lhe tentando alcançar o cigarro da sua mão
Ele não desviou do meu alcance, e elevou o braço, para que eu não alcançasse.
Eu tentei alcançar o seu braço mas sem sucesso, foi quando me lembrei que tinha a caixa no bolso, então tirei a caixa do bolso, mas antes que eu pudesse tirar um cigarro, ele tirou-me a caixa.
—Sério Bob, primeiro o cigarro, agora a caixa? —Eu não te vou deixar tocares nisto
Eu não era de desistir facilmente tentei novamente alcançar o seu braço, mas sem sucesso, então saltei para o seu colo, ao faze-lo, ele acabou por cair de costas na areia, eu fiquei por cima dele e assim eu consegui tirar-lhe a caixa e o cigarro na mão.
—Toma, consegui—eu disse provocando-o
Eu guardei caixa no bolso e tirei o isqueiro.
—Não te atrevas—ele disse enquanto tentava sair de baixo de mim
Quando eu ía acender o cigarro ele mudou as nossas posições e ficou sobre mim, eu tentei sair de baixo dele, ele prendeu os meus braços sobre a minha cabeça.
—Oh, já percebi tu gostas de ficar por cima, podias ter dito mais cedo—eu disse com um sorriso malicioso —Não é altura para brincadeiras—ele repreendeu-me —Pronto, está bem agora podes soltar-me—eu disse ao tentar sair do seu aperto —Só se me prometeres não fumares—ele exigiu —Ok, está bem—eu disse desistindo
Ele saiu de cima de mim, e estendeu-me a sua mão para me ajudar a levantar, eu peguei na sua mão e levantei-me, guardei o cigarro e o isqueiro.
Afastei-me dele, e olhei para o mar.
—Como te sentes? —Em relação ao quê?—eu fingi-me desentendida para evitar o assunto —A tudo o que aconteceu —Não me apetece falar sobre isso—eu disse tentando evitar falar no assunto —Ok, se não quiseres não falamos
O assunto passou a ser inevitável e aí eu não consegui aguentar mais, quando dei por mim, as lágrimas já escorriam intensamente pelos meus olhos, senti os braços do Bob me envolverem, eu encostei a minha cabeça no seu peito.
Sentámo-nos no chão, ainda agarrados, eu chorei e desabafei, tudo o que estava a sentir naquele momento, e o que tinha aguentado o dia todo, o Bob ouviu-me até ao fim, e não me interrompeu.
(. . .)
Saímos da praia e fomos até a minha casa, quem conduziu foi o Bob, ao chegarmos a casa, subimos para o meu quarto, eu disse para o Bob ficar á vontade, enquanto verificava a minha mãe.
A minha mãe estava no quarto dela, fui ver como ela estava, desci para a cozinha e fui buscar um calmante e um copo de água, entreguei-o á minha mãe assim que vi que ela já estava melhor fui para o meu quarto.
Chegando lá mudei de roupa, e deitei-me sobre a cama.
—Bob, podes deitar-te—eu disse e bati no lado vazio da cama
Ele caminhou timidamente até á cama, e sentou-se sobre ela, eu levantei-me e fui até á casa de banho, para escovar os dentes, a escova que eu lhe tinha entregado já estava usada, por isso calculei que ele já tivesse lavado os dentes, voltei para o quarto, e encontrei-o na mesma posição.
—Não vais tirar a roupa?—eu questionei-o
Ele concordou com a cabeça timidamente, eu aproximei-me dele.
—Posso?—eu perguntei apontado para ele
Ele concordou, eu sentei-me no seu colo, ao faze-lo acabei por me desequilibrar, e ele segurou-me na cintura, comecei a desapertar os botões da sua farda, e retirei-a deixando-o apenas com uma regata branca, levantei-me do seu colo, e coloquei a parte de cima da farda sobre a poltrona do quarto.
—Queres que eu te ajude com as calças?
—Não, não, eu consigo—ele respondeu envergonhado levantando-se rapidamente
Eu soltei uma risada, enquanto me deitava na cama , ele tirou as calças e deitou-se ao meu lado, puxei as cobertas sobre nós os dois, aproximei-me dele.
—Boa noite—eu disse dando-lhe um beijo na bochecha
Deitei a minha cabeça no seu peito, e abracei-o, os seus braços envolveram-se em meu redor, senti um beijo na minha cabeça
—Boa noite
Assim dormimos agarrados, e se eu não tinha a certeza do que sentia por ele agora tenho a certeza, que estou apaixonada por ele.