Capítulo 33 - Rachel

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Os cinco governantes já estão aqui, todos amarrados pelos pés e pelas mãos e amordaçados, três deles já acordaram, só está faltando um, que creio que Miller e Robert estejam trazendo.

O escritório do rei está iluminado por vários lampiões, Alice, Cora, Nakaia, Britani e Carmem estão na sala comigo, todas elas vestindo o mesmo modelito que eu, a parte de cima de um vestido de gala que atrás é mais comprida parecendo um rabo, calças justas, botas até a canela e um cinto de utilidades na cintura portando suas armas.

Miller e Robert chegam, ajudo eles a amarrar o cara

- Agora falta o rei - Diz Alice

- Arlete deve estar com ele - Responde Robert

Miller para do meu lado e tira sua máscara

- Será que sua irmã foi embora? - Pergunto

- Espero que sim - Responde,seus punhos
estão cerrados e ele está tenso

- Vai dar tudo certo - Tento tranquilizá-lo, mas a verdade é que nem eu acredito nisso

A porta se abre novamente, Arlete e Nick entram carregando o rei, Robert os ajuda a amarrá-lo.

Não demorou até todos os sete estarem com os olhos arregalados, o rei olha para Miller, o desgosto é visível em seus olhos.

- Bom, vamos direto ao ponto - Digo - Nós queremos algumas mudanças no governo, não são muitas, queremos apenas que a coroa passe adiante

O rei começa a murmurar coisas que ninguém entende graças a mordaça, sua pele clara vai tomando um tom avermelhado que me assusta

- Tira a mordaça dele - Sugere Alice

Caminho até ele e o liberto. Achei que sairia de sua boca um protesto, um xingamento, ou até mesmo que ele fosse implorar pela própria vida, mas o que saiu foi uma boa gargalhada, me senti como uma palhaça de circo que acabara de contar uma piada patética

- Patético - Gargalhou ele - Vocês acharam mesmo que iria ser fácil assim?

- Não - Diz Miller, o príncipe vai até a mesa do escritório, abre uma das gavetas e tira um documento - Faremos com que vocês assinem esse documento, e então o trono não será mais seu

- Você é igualzinho a seu pai - Provoca Lachlan

- Não fala no nome dele - esbraveja Miller

- Ele tinha essa mesma obsessão pelo trono e se achava sempre o dono da razão. E olha só o fim que ele teve

Miller dá as costas esfregando a mão trêmula nos cabelos

& Mas eu não sou diferente, está no nosso sangue, e foi por isso que matei seu pai, você estava certo esse tempo todo.

Mas rápido do que eu possa pensar, Miller voltou até o tio e lhe deu um soco na boca, o que fez ele cair na gargalhada novamente

- Damon era o filho perfeito, o rei perfeito, o pai perfeito, o marido perfeito, e eu? Eu era só o filho mais novo que passaria o resto da vida na sombra do irmão - continuou o rei - Mas não era isso que eu queria, eu queria ter tudo que ele tinha, e eu consegui isso, você não vai tirar isso de mim.

Miller avança de novo mas Robert pensa mais rápido e o segura

- Cansei dessa palhaçada, vamos acabar logo com isso - Resmunga o rei

Um barulho estranho faz as paredes tremerem, por instinto levo a mão a minha espada, dos dois lados da sala abre uma porta secreta nas paredes, guardas saem de lá marchando.

E foi aí que tudo foi por água abaixo.

Desembaio a espada, todos na sala fazem o mesmo, pegam suas armas e se preparam para lutar

- Ataquem - Ordena o rei, os guardas
obedecem, puxaram suas espadas e avançaram para cima de nós, o problema era que, em média, tinha cinco soldados para cada um.

Minha espada tilinda ao bater com a do soldado enquanto desvio do golpe do outro, puxo um canivete do cinto e enfio no pescoço do soldado a minha esquerda, meu ombro esquerdo queima.

Desarmo um dos soldados, jogando-o no chão, dou uma olhada em volta, Alice está encurralada, corro até ela, por trás enfio a espada em um dos soldados que cai morto em seus pés

- Valeu - Diz ela já partindo pra ajudar Robert

Vou atrás de Miller, ele está cercado por sete soldados, mas parece lidar muito bem com eles, ele desvia de cada golpe, parece que sabe tudo o que eles vão fazer, sabe o jeito que vão mover a espada, o jeito q vão se mover. Um dos sete cai no chão sangrando, golpeio um sexto, mas então sinto minha cintura arder, minha visão embaça, minhas pernas falham e caio no chão

- Rachel! - Alguém me chama, minhas
costelas doem, o ar me esvai e a última coisa que vejo é um pé se levantar em direção a meu rosto.

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