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Ashley

Assim que cheguei naquele lugar, fui direta para uma certa campa, me sentando sob aquela grama fresca, encarando a lápide.

"Christopher Mikaelson
04/06/1967- 28/02/1980"

Abri minha carta e analisei a pedra por alguns segundos, antes de abrir a carta com o nome "Chris" escrito.

- Sei que talvez eu não seja a pessoa no qual você desejava ver novamente... eu não sei, eu tenho certeza que você não queria nunca mais me ver e nem depois de estar descansando em paz eu te deixo- Ri sozinha, logo parando em questão de segundos- Desculpa. Não era minha intenção te machucar, se eu soubesse que terminaria desse jeito, eu nunca teria negado seus diversos pedidos de ajuda...

- Eu sinto sua falta, sabe... e carrego a culpa de sua morte comigo desde que ela aconteceu. Acredito que me odeie e esteja pedindo para eu sair daqui ou até te imaginando me matando aqui mesmo... mas eu lamento tanto, mas tanto- Funguei, relembrando o momento em que eu recebi a notícia de sua morte

- Tendo em conta quem você sempre foi, aquela pessoa carinhosa, inocente, de coração mole que deixava todos te pisarem para que não te odeiem... acredito que tenha me desculpado e nunca sentirá qualquer tipo de rancor por mim

- Já eu não sei lidar com a culpa e dor de te perder. Pode parecer estúpido para quem souber sua morte, podem achar que foi sem sentido e que eu não deveria me culpar por isso, porém você me pediu diversas vezes para eu te ensinar defesa pessoal, porque eu nem sempre estaria lá para te defender, e eu sempre adiei...

- Se você ao menos me contasse que estava sofrendo bullying, talvez eu tivesse dado mais atenção. Decidi adiar o pequeno treino que você me pedia, todas as vezes. Todos os dias eu me pergunto, será que se eu tivesse te dado pelo menos uma aula, uma que fosse... se teria sido diferente

- Se eu não tivesse ficado para trás para conversar com Leyla, talvez eu tivesse chegado a tempo e impedido aqueles quatro otários de te tocarem, como eu sempre fazia e você admirava. Você me olhava como se eu fosse um anjo, me admirava por não ter medo de me impor e não deixar que ninguém pisasse em mim

- Você me pedia e eu sempre dizia "Hoje não, outro dia te ensino", sempre. Até aquele dia que eu te esperei no mesmo lugar de sempre, e você não apareceu, mas sim sua tia, completamente chorosa.

- Se você sente raiva e me considera a culpada, te trago boas notícias- Forcei um sorriso- Estarei te encontrando brevemente! Sendo a prova de que suas teorias de um mundo paralelo com monstros, existia. A teoria pelo qual você era zoado, e no final... estava certo

- Prometo te procurar assim que aí chegar, te abraçarei e irei pedir que me escute, se não o estiver fazendo agora... te contarei tudo o que sei sobre monstros, sei que irá gostar.

- Você foi a pessoa mais pura e amorosa que alguma vez conheci, seu coração não carregava nem um milímetro de ódio por quem te maltratava. Se havia alguém que não merecia sofrer era você...

- Novamente peço desculpa, lamento com todo meu coração... talvez minha vez tenha chegado como consequência de sua morte, na qual eu me culpo até hoje.
Obrigada por tudo, Chris. Nos vemos em breve.
Com amor de sua guardiã, Ley- Limpei as lágrimas que escorriam por meu rosto e dobrei o papel que estava húmido.

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