Narrador.
Sabrina despertou como a primeira no novo dia, sentindo sua cabeça doer ainda mais do que ontem, percebendo que havia mudado de posição. Hailee tinha os braços em sua cintura, abraçando-a por trás. Sorriu com a firmeza da morena e lutou para se levantar. Saiu com cuidado dos braços da morena, que parecia em um sono tranquilo, dirigiu-se ao banheiro e fez sua higiene antes de ir ao quarto de sua avó. A mesma também dormia, então, a loira desceu para preparar seu chá e um café para compartilhar com Hailee.
Enquanto preparava tudo, cantarolava, mal lembrando que o dia de hoje não era agradável. No fundo, só conseguia pensar na garota deitada em sua cama e em como estava a conquistando. Subiu as escadas novamente, levando o chá para sua avó, que já despertava. Sabrina sempre foi cuidadosa com Nancy, a única que a apoiou em todas as decisões. A senhora disse estar cansada e queria ficar deitada; a neta não protestou, apenas disse para chamar se precisasse de algo.
Ao descer as escadas para terminar o café com Hailee, ouviu a campainha tocar. Melia sempre a visitava nessa data para saber se estava tudo bem e mal podia esperar para contar que havia se acertado com a garota de cabelos pretos. Caminhou até a porta, perguntando-se por que a mais velha não entrou, já que tinha a chave. Ao abri-la, percebeu que não era quem pensava.
- Oi, filha.
Elizabeth sorriu, adentrando a casa sem ser convidada. Sabrina suspirou, fechando a porta e encarando a mulher que chama de mãe. Odiava quando ela vinha fazer uma visita, pois certamente tinha algum interesse, qualquer um, menos vê-la.
- O que quer?
- Que rude. - Elizabeth fez-se de ofendida. - Achei que estaria mais sentimental.
- Hoje não, por favor.
Sabrina pediu, ciente do que a mais velha era capaz.
- Por que está com tão pouca roupa? Minha filha, você engordou? - Perguntou, analisando-a de cima a baixo. - Deve ser a comida daquela empregadinha.
- Só me diz o que quer.
A mais nova implorou.
- Preciso de mais dinheiro, as coisas estão difíceis para mim.
- Tudo bem, eu ligo para o John.
Deu de ombros, abraçando seu próprio corpo. John era o homem de confiança de seu pai e, quando o mesmo faleceu, ele ficou responsável pelos negócios da família. Sabrina foi a herdeira de tudo e nunca se interessou em lidar com contratos, deixando John responsável e recebendo uma boa porcentagem de todos os lucros.
- Você deveria vir à igreja comigo, tem ótimos garotos lá para você.
- Eu sou lésbica, mãe. Não sei quantas vezes terei que repetir isso.
Elizabeth ficou em silêncio por um momento e depois se aproximou, segurando o queixo da filha, fazendo-a encará-la.
- Seu pai deve estar se revirando no túmulo por ter uma filha tão desprezível como você.
Falou, e as lágrimas encheram os olhos de Sabrina.
- Você é tão sentimental. Deveria ser mais forte.
- Já conseguiu seu dinheiro, pode ir?
Pediu, sentindo seu coração doer com as palavras de Elizabeth. Sempre soube que sua mãe nunca a aceitou, mas ouvi-la falar que seu pai pode não estar orgulhoso dela realmente a machucava.
- Ainda bem que saí dessa casa, não aguentaria conviver com você e essa sua doença.
- Você nunca foi uma boa mãe.
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Sweet Challenge
FanfikceUma aposta é o início de tudo, mas também pode significar o fim. - Queria te pedir... - Mordeu os lábios, sentindo seu choro voltar. - Seja minha para sempre, Sabrina. Adaptação, a história original pertence a @chxnidale.
