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DOMINGO

12/02

13:53 pm.

Jimin ouviu algo ao longe, uma música baixa que se tornou cada vez mais próxima e alta, sua cabeça doeu quase instantaneamente, sentiu os fios balançarem levemente com um vento ritmado que lhe atingia de cima, como uma respiração calma. Permaneceu com os olhos fechados na tentativa de lembrar-se de onde estava, mas sequer conseguia identificar o objeto que continuava apertando entre os braços, inconscientemente.

Soltou o ar num resmungo baixo, suspirando ao esticar o corpo, como consequência acabou por receber um carinho suave em seu cabelo, quase ronronou com o toque, mas então percebeu que era um toque e teoricamente deveria estar sozinho.

Não queria abrir os olhos pois sua vontade de permanecer naquela preguiça gostosa era maior, mas precisava saber o que estava acontecendo. Ergueu os cílios lentamente, piscando algumas vezes enquanto se acostumava com a claridade.

A pele imaculada de um pescoço cheiroso demais foi a primeira coisa que viu, desejou se perder naquele perfume e, sem perceber, aproximou o nariz da derme clara, passando a pontinha por ali enquanto inspirava o cheiro suave e gostoso, seus braços apertaram mais o corpo entre eles, prendendo aquela estrutura um pouco mais perto da sua.

Que situação, não se lembrava de nada, mas não conseguia se afastar, o correto seria pular daquela cama e descobrir onde e com quem estava, certo? Então por que não conseguia fazê-lo? Por que estava tão confortável e despreocupado?

Abaixou a cabeça com a intenção de descobrir um pouco mais do que poderia ter acontecido na noite anterior e arregalou os olhos com a visão de seu corpo nu, coberto por um edredom até a cintura, seu tronco exposto exibia marcas vibrantes que variavam do vermelho para o roxinho característico de chupões.

Também existiam marcas de mordidas em seu peitoral e abdômen, e ele soube que as marcas desciam mais pois podia ver o início de mais uma chupada sumindo por baixo do tecido quente, o objeto que abraçava já não era mais um simples travesseiro, era o corpo de outra pessoa, quente e, como ele, coberto até a cintura, entretanto vestia uma camiseta preta. Mordeu os lábios com força para conter o xingamento que quis escapar, ciente de que não passou a noite sozinho.

Transou com alguém, não sabia se tinham usado camisinha, não sabia quem era, só sabia que tinha usado uma pessoa qualquer para esquecer o ex, e merda, lembrar dele doeu como um tiro no peito, não precisava daquilo naquele momento, definitivamente não podia chorar nos braços de um completo estranho.

Como se percebendo a movimentação, o rapaz que permanecia acariciando seus fios os beijou, desligando o som do que provavelmente era seu celular e segurando no rosto de Jimin, erguendo-o gentilmente para que o olhasse.

Park já tinha lágrimas nos olhos quando a visão do rosto bonito e levemente inchado de Yoongi apareceu para si, não era uma pessoa qualquer afinal, era Min Yoongi.

— Yoon...Gi-ssi? —Murmurou quando a mão gentil fez carinho em seu rosto, o polegar arrastando-se suavemente por sua pele.

Os olhos felinos pareciam tão pequenos e acolhedores naquele momento, tão... Compreensivos. Não conseguiu mais se conter, quando percebeu as lágrimas já desciam por suas bochechas, molhando seu rosto e a mão quentinha.

Soluçou e se sentiu envergonhado por isso, mas ao invés de ser questionado ou julgado pelo choro repentino, sentiu seu corpo ser puxado e então afundou o rosto no pescoço cheiroso mais uma vez.

— Tudo bem, eu estou aqui, pode chorar Jiminie. —A voz, normalmente rude, estava grossa já que era provável que tivesse acordado a pouco, mas soava tão doce, Jimin nunca ouviu-o falar naquele tom— Não vou te deixar sozinho.

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⏰ Última atualização: Dec 12, 2023 ⏰

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