Fazia um tempo desde que Jennie colocou os pés naquele hospital pela última vez.
Era um lugar sombrio para ela, um lugar no qual ela não gostava, mas era obrigada a visitar. Seus pais tinham a intenção de deixa-la como estagiária no hospital por perto, para que ela pudesse reunir experiencias que ficariam boas em seu currículo, para propósitos futuros.
Muitas vezes, no entanto, Jennie discordaria de seus pais, infeliz com as sugestões dadas a ela. Mas no final, eles sempre perssistiam para que continuasse com a tarefa dada e, de um jeito ou de outro, ela a fazia.
Perguntando aqui e ali, a garota colocava pouco ou nenhum esforço em encontrar onde poderia assinar o que. Ela não se importava, e nem imaginava que se importaria em um futuro próximo. Jennie estava infeliz com o lugar em que estava, infeliz com o que estava fazendo. Ela estava perdendo tempo, buscando algo que afinal ela não desejava.
Apontando um dedo para o corredor, uma pequena e assistente enfermeira direcionou Jennie para uma mesa diferente, onde ela poderia achar mais informações sobre determinado assunto. Descaradamente ela a agradeceu e continuou no seu caminho, passando por diversos quartos enquanto o fazia.
Seus olhos fitavam a frente. Ela não olhou dentro de nenhum dos quartos. Ela não queria. Machucaria se ela olhasse.
Jennie fechou os olhos enquanto suspirava, balançando distraidamente no seu passo, abrindo-os apenas quando precisou rapidamente evitar esbarrar em alguém.
Um médico- não- só mais uma pessoa.
Ela circulou a mulher, se desculpando simplesmente antes de continuar. Um "tá tudo bem" pode ser ouvido atrás dela, mas foi logo enfraquecido conforme Jennie continuava em frente.
Eu realmente quero isso?
Seus olhos encararam adiante, sem interesse nas informação da mesa a vários metros dela.
Não, eu verdadeiramente não quero.
Ainda parada, Jennie permaneceu no lugar por um tempo, suas pernas se recusando a continuar indo mais longe. As pessoas passavam por ela, em torno dela, subindo e descendo os corredores, indo e voltando , mas ninguém parecia nota-la. Ela ficou ali, hesitante, desinteressada, indiferente.
Insensível.
Aguentou-se no lugar em silêncio. Ninguém se incomodou com ela, então ali ficou. Levantou a mão a passando pelos próprios cabelos castanhos-escuros, e devagar, sua cabeça caiu para frente. Jennie encarou seus sapatos.
O que eu estou fazendo?
O pensamento chacoalhou sua cabeça.
Por que eu ainda estou aqui?
Outra pessoa passou por ela em um ritmo gradual, e depois lentamente o diminuiu a medida que se aproximava. Seu caminhar vagaroso se tornou uma pausa, e foi então que Jennie tomou ciência da nova presença que invadia seu espaço pessoal.
De seu campo de visão, Jennie podia ver uma mão estendendo-se para ela.
Ela afastou-se e olhou para cima.
"Ah, você consegue se mover" Ela sorriu na direção de Jennie, brilhantes olhos castanhos encontraram os seus. Era a mesma garota que ela quase esbarrou... Talvez ela teria permanecido no corredor e observou Jennie enquanto ela ia de uma energética caminhada a uma parada repentina. Ela entendeu como aquilo poderia ser alarmante para algumas pessoas.
"Tem algo de errado comigo parada aqui?" Perguntou Jennie, sinceramente.
"Não, acho que não" ela levou a mão a sua lateral "Por que você parou tão de repente? Você está bem?"
"Estou bem. Só estava pensando" Jennie piscou lentamente.
"Em que?"
Uma questionadora. Que empolgante.
"Neste hospital. Eu percebi que não quero mais vir aqui"
A mulher de frente para Jennie mudou o peso para uma perna. "Você estava doente? Está saindo?"
Jennie olhou através da estranha. "Não. Não estou doente, mas esse lugar faz eu me sentir como se estivesse". Sua resposta foi fria, mas não pareceu ter afetado o humor agradável da outra.
"Eu sinto o mesmo sobre esse lugar, honestamente" Ela fez uma pausa. "Então você deve estar de saída, não?"
"É" Jennie se virou, tornando-se na direção da qual ela teria vindo.
Ela não tinha interesse algum em ficar onde estava. Sua única intenção era ir embora. Ela decidiu que contaria aos pais que as pessoas no hospital estavam muito ocupadas com tudo mais para atendê-la. Ela começou a andar sem nenhum segundo olhar na direção da outra. "Adeus".
"Ei, ei!"
Jennie virou a cabeça. "O que?"
"Qual é o seu nome?"
Porque ela queria saber seu nome? Quando ela iria usá-lo novamente? A estranha poderia ser um paciente do hospital pelo o que Jennie sabia, e a última coisa que ela precisava era de uma doente conhecida para inserir em sua já curta lista de amigos.
"Você não precisa saber"
A mulher em frente fez bem em esconder o olhar ofendido que quase emergiu pelo seu rosto. "Eu entendo. Mas para o que for preciso, meu nome é Lalisa"
Jennie lançou um olhar cansado na direção de Lalisa, acenou a cabeça, e continuou na outra direção, até que ela estivesse fora do prédio.
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In another life (jenlisa)
RomanceO sono não vinha mais tão facilmente quanto costumava. Lalisa sabia disso, e agora, Jennie sabia também. História adaptada de littleluxray no Ao3!