Cautela

3 1 0
                                    

A proposta de jantar pairou no ar, e Ricardo, confiante em sua sugestão, aguardava a resposta de Sara. Ela, no entanto, decidiu fazer um jogo sutil.
"Ainda sou mais esperta que você, senhor Ricardo..." -Pensou ela.

Sara ergueu um leve sorriso e falou em tom de incerteza. "Jantar em sua casa, Ricardo? Acho que teria que considerar isso com bastante cuidado. Não é todo dia que recebo convites assim." -Disse ela.

Villaberd, acostumado a ter controle sobre as situações, sentiu uma ponta de surpresa, mas sua expressão se manteve.
Pensando que ela estava tão interessada quando ele, fez com que ele não entendesse a atitude, mas ele manteve sua postura, afinal, mulheres difíceis eram um desafio gostoso para ele. Ele se aproximou ligeiramente, olhando-a com um misto de desafio e curiosidade.

"Não é uma oferta que faço com frequência", respondeu ele, sua confiança agora desafiadora. "Mas acho que poderia fazer uma exceção para alguém tão especial quanto você, Larry."

Sara, mantendo sua postura calculada, deu um suspiro fingido. "Bem, talvez eu possa abrir uma exceção também, considerando a circunstância."

Com essa resposta, ela não apenas manipulou a situação, mas também elevou a tensão entre eles. A aceitação, quando finalmente veio, foi feita com um sorriso sutil, como se estivesse concedendo um favor.

"Estarei esperando ansiosamente pelo jantar, Ricardo", disse Sara, sua voz contendo um toque de provocação.

Villaberd, percebendo que a estagiária não era tão previsível quanto imaginava, esboçou um sorriso intrigado. A dança entre os dois, agora, tornara-se ainda mais intrigante.

O trabalho dos dois se encerrou e Sara já estava a caminho de casa. O combinado era que Ricardo mandasse um carro para buscá-la às 20:30.

Ao chegar em casa, Sara suspirou aliviada, mas a tensão persistia. Seu celular tocou, era seu chefe, FBI.

"Agente Sara, como foi o dia?

"Tudo conforme o planejado até agora. Estive no escritório de Villaberd, e as coisas estão ficando mais complexas."

Ela ouviu quando seu chefe soltou um longo suspiro.

"Tenha cuidado, Sara. Villaberd é um homem perigoso, e você sabe disso. Continue agindo com cautela.

"Entendido. Ele me convidou para jantar em sua casa esta noite. Acho que pode ser uma oportunidade de obter mais informações."

"Cautela, Sara. Leve sua arma, e não baixe a guarda. Estamos contando com você para desvendar os mistérios ao redor desse homem.

Sara concordou, encerrando a ligação. A noite prometia ser desafiadora, mas ela estava determinada, mesmo que isso significasse arriscar mais do que estava acostumada.

Sara se arrumou e colocou um de seus melhores vestidos. Vestidos que ela havia comprado para usar caso houvesse uma situação exatamente como essa.
Uma boa maquiagem e saltos de bico fino, eram a marca registrada dela, da verdadeira Sara Collin. Pelo menos isso ela podia trazer da verdadeira eu.

Sara vestiu um vestido vermelho, colado e curto o suficiente para deixar suas pernas a mostra. Os saltos eram pretos e muito altos, estilo espelhados. As duas coisas juntas deixava Sara muito sexy.
"Algo que provoque, o tire das estribeiras e o faça desejar me tocar..." -Pensou ela.
"Talvez ele realmente consiga..."  Em seguida ela deu um leve tapinha em sua testa.
"Tá maluca, caralho?. Volta pra missão. Você é Sara Collin, uma das melhores agentes do FBI no Brasil. Não pode se deixar vencer por um homem gostoso"

Ainda por cima era virgem. Mesmo que Sara quisesse ir além do que podia está noite, ela não conseguiria, ou talvez pensava que não.

Sara saiu de sua casa, vestida com elegância, pronta para o encontro na casa de Ricardo Villaberd.
"Minha casa não é essa, mesmo assim, não sei se foi inteligente deixá-lo me buscar aqui". -Pensou.
O vento leve brincava com seus cabelos enquanto ela aguardava. De repente, uma limusine preta, reluzente, surgiu na rua.

Os olhos de Sara se arregalaram ao ver a luxuosa limusine parando diante dela. Era uma visão impressionante que a deixou momentaneamente sem palavras. Pensou consigo mesma que Villaberd realmente não poupava despesas, mesmo quando se tratava de um simples transporte.

O chofer da limusine, elegantemente vestido, abriu a porta com um sorriso cortês. "Boa noite, senhorita. O Sr. Villaberd a aguarda."

Sara, ainda surpresa com a grandiosidade do veículo, acenou com a cabeça em agradecimento e entrou na limusine. O interior era luxuoso e impecável, com bancos de couro suave e um leve aroma de sofisticação.

Enquanto o carro andava pelas ruas, Sara ponderou sobre como Villaberd realmente era extravagante em todos os aspectos de sua vida. A limusine era apenas uma pequena amostra do mundo que ela estava prestes a conhecer.

Sara estacionou o carro diante da imponente residência de Ricardo Villaberd. Ao sair do veículo, seus olhos se fixaram na grandiosidade da casa, uma obra-prima arquitetônica que superava qualquer outra que já tivesse visto. O luxo transbordava de cada detalhe, da fachada imponente às janelas elegantes.

No entanto, mesmo diante da magnificência, uma sombra passageira de questionamento atravessou os pensamentos de Sara. "A que custo ele tem tudo isso, nãoe é mesmo?", refletiu ela, ponderando sobre os possíveis sacrifícios ou escolhas que levaram àquela ostentação.

Ao caminhar em direção à entrada, a porta da mansão se abriu majestosamente, com seus incríveis 5 metros de altura, revelando uma das empregadas da casa. Sara não pôde deixar de notar a senhora fofa.

"Boa noite, senhorita Sara. O senhor Villaberd está à sua espera", anunciou a senhora, indicando o caminho para o interior da casa.


Desejo e Vingança: O despertar do prazer.Onde histórias criam vida. Descubra agora