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Sophia pov's

O Jota está tentando me convencer a voltar para o norte, porém não me sinto segura e nem bem em ir para lá novamente. Quando decidi parar, foram vários motivos, motivos que só contei para o Jota, para a Kakau, para o Brennuz, para o Guri, para o Barreto, e o Apollo tambem sabe, não por não confiar nos meus outros amigos, longe disso, só não quis preocupar ninguém com minhas besteiras. Até hoje não consigo falar sobre o que aconteceu sem chorar ou sem me embolar, o peso e a culpa que sinto acho que ninguém pode tirar.

Mesmo com todos os motivos, decidi ir; uma hora ou outra eu teria que voltar lá mesmo, e a Kakau, o Guri, o Barreto e o Jota vão estar comigo, então me sinto mais segura com eles. Esperei o Jota chegar para falar que iria junto com eles. Ele saiu sem dizer para onde ia, estava sozinha em casa, uma vez que o Barreto e o Brennuz foram para casa arrumar as coisas para amanhã.

Ouvi a porta do meu quarto sendo aberta e me virei para ver quem era; era o Jota. Ele se jogou ao meu lado e ficou quieto.

- Olha, não precisa ir se não quiser. Eu não posso te obrigar a ir; você tem que ir quando se sentir pronta - ele falou e sorriu para mim. Ele me entendia; isso bastava para mim.

- Jota, eu já decidi, eu vou com vocês. Acho que está na hora de voltar - vi os olhos dele brilharem.

- Vai batalhar amanhã? - ele deu um pulo da cama e sorriu.

- Não, não vou batalhar amanhã, só assistir. Já é um passo - ele assentiu.

- Um grande passo, estou orgulhoso de você - ele falou, e senti uma vontade enorme de chorar. Ele me abraçou, e eu senti algumas lágrimas caírem.

- Obrigada por todo apoio e por me entender sempre - ele me apertou.

- Eu sou seu irmão, é mais do que minha obrigação me importar - sorri e beijei a bochecha dele.

- Vamos arrumar suas coisas - levantei, sequei minhas lágrimas e pulei em direção ao quarto dele para arrumar as coisas dele.

Coloquei uma toalha, três bermudas, uma calça, quatro blusas, um casaco caso esfrie, meias e uma sandália, e ele colocou o restante das coisas.

Eu e ele fomos fazer a janta enquanto nossos pais não chegavam. Fizemos arroz, feijão, batata, e ele fritou o bife. Eu e o Barreto compramos refrigerante à tarde para nossa sessão de filmes. Quando nossos pais chegaram, foram tomar banho e depois sentaram conosco para comer. Assim que jantei, fui dormir; estava com muito sono acumulado, doida para dormir. Bati na cama, e não demorou, eu dormi.

~Dia seguinte~

Acordei sentindo um peso em cima de mim; quando vi, o Barreto estava em cima de mim. Ele levantou quando viu que eu estava acordada.

- Bom dia, Barretinho - sorri para ele e levantei.

- Bom dia, solzinho - ele falou, e eu entrei no banheiro, escovei os dentes, penteie o cabelo e me troquei. Estava usando um pijama da Minnie.

- Quem está lá embaixo? - perguntei a ele assim que saí do banheiro.

- O Guri, Brennuz, a Maria, o Magrão e a Lili - assenti e peguei minha bolsa sendo e saí do quarto junto do Barreto.

Coloquei minhas coisas junto das coisas dos outros e fui tomar café, cumprimentei todos que estavam ali e sentei enquanto o Brennuz fazia meu café. Disse ele que eu ia amar o café que ele faz; duvidei um pouco, mas acabou que eu amei. Ele realmente sabe fazer um café que preste.

(Quebra de tempo)

Já havíamos chegado na pousada em que sempre ficamos quando a gente vem pra cá. Eu e a Kakau ficamos em um quarto; a Lili e a Maria, em outro. Os meninos, não sei como ficou. Viemos em uma van, ninguém conseguia parar de rir das palhaçadas deles, muito idiotas. O Apollo estava lá também, e estava lindo, eu confesso, porém ainda estou brava. Odeio ficar sem falar com alguém, principalmente se é alguém com quem converso há muito tempo, mas dessa vez ele vacilou.

Minha Dama- Apollo McOnde histórias criam vida. Descubra agora