Onde Sophia, irmã do Jotapê, que assim como o irmão é apaixonada em batalhas e sempre foi muito próxima de todos os amigos do irmão principalmente do Apollo que a via como uma irmã, Sophia sempre sentiu atração por Apollo, porém se forçou a esquecer...
Acordei sentindo o sol na minha cara, provavelmente minha mãe abriu a cortina. Me levantei e me arrumei, não tinha planos para hoje, mas não queria ficar desleixada. Fui até a cozinha fazer um café para acordar 100%. Minha mãe deixou um bilhete na geladeira dizendo que ela e os outros iam fazer compras e passar na casa da minha avó. Tomei meu café e fui para a sala assistir série, não tinha muito o que fazer hoje, estava bem desocupada.
Deitei no sofá enquanto procurava alguma série para assistir, o que não foi fácil. Quando finalmente achei algo, começaram a chegar mensagens no meu celular, da Maria e do Apollo. Olhei sem entender e fui ver. Ambos estavam me chamando para ir ao futebol dos meninos, que seria logo após o almoço. Sinceramente, não estava muito afim de ir, mas eles insistiram, então cedi e aceitei.
A Maria vai vir para casa antes do almoço junto com a Nath. Disseram que eu não preciso fazer almoço porque elas vão fazer para mim, amo isso. Passei o resto da manhã assistindo filme e conversando com minha prima.
Quando estava perto do horário em que as meninas iam chegar, subi para tomar meu banho e me arrumar para o jogo. Coloquei um short jeans e uma blusa do Corinthians, nos pés um chinelo qualquer.
Ouvi a porta abrir e logo vi as duas paradas na porta. Sorri e fui até elas, as abracei e dei espaço para que entrassem, indo direto para a cozinha.
— O que vão fazer? — perguntei curiosa.
— Vamos ver o que você tem comível aqui primeiro, né? — Nath falou, e eu revirei os olhos.
— Eu não sei como ela sobrevive, na moral. — Maria falou.
— Gente, vocês vieram para cá me humilhar, né? Meu Deus. — reclamei, e elas riram.
— Dá para fazer macarrão com molho branco. — Nath deu a ideia.
— Por mim, pode ser. — Então, começaram a fazer nosso almoço.
— Meus pais foram fazer compras, por isso estamos sem nada praticamente. — falei para elas.
— E então, como estão as coisas, Sophi? — Maria me perguntou.
— Sei lá, só indo, tentando esquecer tudo e seguir a vida. — disse sem muito ânimo para me aprofundar no assunto, não lido muito bem falando sobre meus problemas, sou melhor em ouvir os problemas dos outros.
— Sabe que, se precisar, pode falar com a gente, né? — ela tornou a perguntar, e eu assenti.
— Eu sei, mas acho que não quero falar sobre. Se eu esquecer, vai ser melhor para mim. — disse, por fim, encerrando o assunto.
O clima havia ficado um pouco estranho, confesso, mas não ficou assim por muito tempo. Maria logo começou a falar e tirou o peso que estava na cozinha.
— Você está fazendo academia aonde? — ela me perguntou.
— Na que é perto de onde os meninos moram, já que por aqui não tem. — falei simples.
— Meu Deus, aí você vai até lá como? — Nath perguntou.
— Depende, às vezes de bicicleta ou a pé. — dei de ombros.
— Acho que não vou ter essa disposição, não. — Nath falou, e nós rimos.
— Mas é bem mais perto da casa de vocês do que daqui. — continuamos a conversar sobre a academia até o macarrão ficar pronto.
Assim que terminamos de comer, escovei os dentes e voltei para a sala, encontrando as duas já prontas para sairmos. A Nath estava de carro, então fomos com ela. Ficamos o caminho cantando e brincando no carro.
Assim que chegamos, já dava para ver os meninos correndo pelo campo. Apollo, assim que me viu, sorriu para mim e voltou a jogar. Nós nos juntamos às outras mulheres que estavam ali. Sentei ao lado da Kakau e ficamos mais conversando do que vendo o jogo. Quando parei para ver o jogo, o Apollo caiu no chão e ficou lá reclamando de dor.
— Eu devo ir lá? — perguntei sem saber o que fazer.
— Com certeza! — Kakau falou, e nós levantamos para ver o que havia acontecido.
— O que aconteceu, Jota? — perguntei preocupada.
— Não sei, ele do nada caiu feio. — ele disse, e eu me abaixei na altura do Apollo.
— Está doendo onde? — ele demorou a responder, e quando achei que fosse, ele começou a rir? Olhei sem entender.
— Eu tô bem, parceira. — falou daquele jeito dele, e eu dei um tapa nele, saí de perto e voltei para onde estava antes. Porra, me fez ficar preocupada à toa, ódio na moral. As meninas voltaram também, estávamos indignadas com eles.
Vi o Apollo saindo do campo e logo saí de perto. Fui para a sorveteria que tinha na frente do campo, logo ele apareceu lá sem blusa e ficou com aquele sorriso de canto que só ele tem.
— Você é um idiota. — falei e peguei os sorvetes, o meu e os das meninas.
— Deixa eu falar com você, pelo menos. — continuei andando e fui para o campo novamente.
— O cachorrinho não veio atrás, não? — Maria perguntou, e eu ri fraco.
— Daqui a pouco aparece seguindo de novo. — Lili falou, e eu neguei com a cabeça.
— Vocês são fofos juntos, Soph. — Kau falou, e eu sorri. — Ela nem nega mais. — nós rimos, e eu vi o Apollo voltando e sentando do meu lado com uma sacola na mão.
— Qual foi, vai me desculpar, não? — ele perguntou, e eu olhei séria para ele.
— O que você acha? — falei irritada, e ele me estendeu a sacola. Quando vi, tinha sorvete do que gosto.
— E então? — ele se aproximou de mim e afastou meu cabelo, aproximando o rosto dele do meu para me beijar, mas o impedi.
— Muita gente. — falei baixinho. — Mas tá perdoado.
— Tá bom, vou aceitar isso. — sorriu e voltou a jogar.
Depois, não ocorreu nada demais. O time do Jota ganhou do time do Apollo, e eu fui para casa sozinha porque meu irmão foi para a casa da Kau.
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