Saudade De Casa

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Ana

Acordei pela manhã e a Mel não estava ao meu lado, será que ela dormiu no estúdio? Sentei na cama e logo me veio uma tontura insuportável que me fez cair na cama novamente, em seguida um enjôo forte, então lutei contra a tontura e corri para o banheiro para ter aquele momento deplorável em encontro ao vaso sanitário. Será que comi algo que fez mal? Acho que não, estou sentindo o meu corpo em chamas, febre? Droga, é febre sim.

- Ah, que ótimo. – Resmunguei logo depois de perceber que eu devo estar doente, uma virose ou sei lá.

Fui até a cozinha, tinha café, mas a Mel também não estava la, peguei café, tomei duas aspirinas porque a minha cabeça estava explodindo, logo percebi que não conseguiria trabalhar com cada músculo do meu corpo doendo desse modo, fui até o quarto procurar o meu celular, liguei pra redação.

- Alô? – Disse a Celiny, minha estagiária, do outro lado da linha, estranho essa idéia de ter uma estagiária.

- Celiny, é a Ana.

- Oi Ana, tudo bem?

- Na verdade eu estou me sentindo muito mal e não vou conseguir ir pra redação hoje, você poderia me enviar a sua matéria por e-mail pra eu dar uma olhada?

- Claro Ana, mas o que você tem?

- Acho que algum tipo de gripe.

- Poxa, melhoras.

- Obrigada, me manda ainda hoje? – Perguntei.

- Pode deixar. – Disse ela.

Desliguei o telefone, tomei meu café que já estava quase frio e senti o meu estômago doer muito, corri pro banheiro e vomitei tudo que nem sabia que havia comido, eca.

Depois que voltei pra cama com o corpo completamente dolorido e o meu nariz mais vermelho que um tomate, peguei o celular e mandei uma mensagem pra Mel.

“Saiu cedo?”

Uns 10 minutos depois ela responde.

“Tinha umas coisas pra decidir da exposição”

Okay, essas foram nossas palavras durante toda a manhã, recebi a matéria da Celiny, fiz as correções necessárias e devolvi pra ela levar pro editor chefe, logo em seguida ela me liga.

- Ana, oi? Desculpa atrapalhar, mas eu preciso da sua assinatura pra poder publicar a matéria com o meu nome.

- Ah, é verdade Celiny eu esqueci, desculpa, eu posso tentar ir até a redação. – Falei e completei a frase tossindo.

- Não, não precisa, eu posso publicar quando você estiver melhor.

- Ai o assunto vai perder o foco. – Falei.

- Verdade... – Concordou ela dando uma pausa – Teria problema se eu passasse ai então? Seria melhor do que você fazer esforço.

- Imagina, problema nenhum.

- Certo, as 13h então.

- Okay.

Desliguei e peguei no sono, acordei com a campainha tocando, coloquei o casaco porque estava com muito frio, com uma cara de morta a três dias, eu abri a porta, era a Celiny, tomei um susto. O interfone tinha tocado e eu não tinha escutado? Aqui no prédio você pode liberar a porta por controle remoto do interfone, mas a menos que eu fosse sonâmbula e não lembro de ter feito isso.

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