Marcha lenta (P.O.V Nanda)

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Despertei-me cedo na manhã da sexta-feira, ao sentir em meu rosto um feixe   de luz que insistia em adentrar por uma fresta na cortina da janela. Nem precisava abri-la para notar que o dia estava  bem ensolarado:
O calor me dava bom dia...

Após  minha higiene matinal, fiz  café  da manhã pra mim e meu pai. Comemos tranquilamente conversando alguns assuntos importantes e algumas amenidades.
Pouco tempo depois, Diogo, esposo da tia Leila, veio buscá-lo para conhecer  a oficina na qual começaria a trabalhar.

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Passei o resto da  manhã me dividindo entre afazeres domésticos, conversar por celular com a vó  Nita, responder as mensagens da Amanda e me matricular  no curso técnico.
Graças  aos céus, consegui que a instituição na qual eu cursava em Pernambuco enviasse  minhas  notas por e-mail  para sua filial aqui em São  Paulo e assim fui aceita numa boa, sem precisar perder tempo,começando do zero e revendo conteúdos já  vistos.
Fora o fato de que a instituição situa-se no bairro Vila Santos,  cerca de 30 minutos daqui do Jardim Peri , e eu iria no ônibus que ela disponibiliza pros alunos.
Estudarei das 07:00 hrs às 11:00 hrs. Tá  ótimo! Com esse horário  poderei almoçar em casa e em seguida ir pro salão  justamente em seu horário de pico...

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_Tá tudo pronto, limpo e perfeito! Até  parece que eu não  te conheço, praga. Deixa de moleza. Vou aí te buscar!    - - -Amanda falou e sem esperar resposta, desligou -.

As sextas  o movimento era mais fraco no salão, então  Tia Lucy e Amanda se davam folga , enquanto duas funcionárias davam conta do serviço. Já aos sábados,  quando  o movimento ficava mais intenso, todas as quatro trabalhavam. E , finalmente, aos domingos era a vez das duas meninas folgarem e apenas Tia Lucy e Amanda trabalharem. Nos demais dias, todas trabalhavam.
Amanda de folga ,  de bobeira e morando próxima à mim, só  poderia resultar na perturbação da minha vibe antissocial.
De fato, estava tudo limpo e organizado. Até a janta já estava pronta  e nem era noite ainda. Só  que eu não  tava muito afim de sair... Todavia, você  deixa de ter vontades próprias  quando se tem uma prima doida de pedras e histérica, então  conclui que seria melhor tomar banho e esperá-la.

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Como o dia estava ensolarado e calorento,vesti um conjunto leve de saia e cropped e nos pés calcei umas rasteirinhas combinando. Prendi os cabelos no estilo " rabo de cavalo" e pus apenas um gloss hidratante nos lábios. Estava básica... Mas não  adiantou muita coisa...

A medida que Amanda e eu caminhávamos rumo a sua casa, o tanto de gracinhas e cantadas que ouvíamos dos garotos chegava a ser hilário.
Amanda com certeza devia estar com muita dó  de mim, pois a cada pedido que eles lhe faziam para que ela me apresentasse aos mesmos, ela só  sorria e dava alguma desculpa boba, mas não o fazia. Atitude bondosa demais de Amanda para comigo. O que me fez crer que, no mínimo, eu estava vermelha feito tomate e tropeçando nas minhas próprias pernas, tamanha minha timidez diante dos olhares e comentários nada discretos...

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Chegando finalmente quase em frente te  à casa de Tia Lucy e da Amanda, avistamos dois rapazes do outro lado da rua. Eles atravessaram e pareciam vir em nossa direção...

_Oi gata!  -Falou um rapaz moreno, magro, de sorriso sedutor, em direção  à Amanda, que logo  pendurou- se em seu pescoço, tascando-lhe um beijo-.

_ Oi gato!  -Falou  após  o beijo.-  Oi Coab!  - E o outro disse "oi" .- Gente, essa aqui é  a minha priminha linda, plena e maravilhosa : a Nanda.  E Nanda, este aqui é o meu love Pedro Trick. E este é nosso amigo Coabe.

Para sempre minha ( PRADO DA ZN) Onde histórias criam vida. Descubra agora