Ela precisava de um abraço que cura, de um beijo que aquece, de uma pessoa que fizesse seu corpo estremecer, sua pele arrepiar e que fizesse todas as borboletas voarem loucamente pelo seu estômago.
Ele estava disposto a realizar esses desejos e muit...
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••• LORENA •••
A tequila desce queimando minha garganta e todos os outros lugares por onde vai passando.
Não estou bêbada, eu saberia se estivesse, mas a minha intenção é de só sair dessa festa quando não souber nem minha idade.
Eu sei que a maioria que está aqui tá em busca de algum refúgio, esses lugares trazem isso e é por isso que estou aqui. Sou uma pessoa vazia que precisa encher a cara de cachaça pra poder me sentir melhor e não lembrar da merda que aconteceu na minha vida.
Sinceramente, perder toda minha adolescência e início da vida adulta por um cara que não pensou em mim por um mísero segundo antes de ir enfiar aquele pau em qualquer outra mulher é ridículo. Só de lembrar disso sinto vontade de pedir uma garrafa de whisky e bebe-la inteira até que eu acabe entrando em um coma alcoólico pelo resto da eternidade.
Pego outra dose, não faço a mínima ideia de qual seja a bebida, só sei que viro mais uma vez e o líquido desce novamente rasgando.
— Eu voltei— Bia, minha amiga aparece e pela cara eu sei que ela tava em algum canto mais afastado trepando com algum cara que ela nunca mais vai ver na vida. Talvez nem tenha perguntado o nome.
Encosto minhas costas na parede e olho pra frente, vendo um monte de gente dançando e curtindo pra caralho, eu deveria estar fazendo exatamente isso ao invés de estar de cara fechada pensando na merda da minha vida.
_ Nossa, Lorena, que desânimo é esse?- ela pergunta— você tá gata e gostosa pra caralho nesse vestidinho, vermelho é realmente sua cor!
É, eu sei que tô linda e gostosa e provavelmente tem caras me querendo, vou ser positiva, mas eu sinceramente deveria ter ficado em casa.
— Qual é, Loren, me recuso acreditar que você tá pensando naquele seu ex estranho— ela coloca as mãos na cintura.
— Eu não tô pensando nele, só tô pensando o quanto fui trouxa de ter perdido tanto tempo da minha vida com aquele filho da puta otário pra caralho.
— Você fez sua parte no relacionamento, se ele não fez dele, ele que tem que lidar com essa culpa. Agora esquece aquele idiota e vamos curtir a vida!
Tento colocar um sorriso no rosto, mas ele sai rapidamente quando vejo uma movimentação meio estranha e de repente alguns jogadores do Palmeiras invadem minha visão.
Ah, qual é, xingo esses filhos da mãe em todo jogo contra meu Flamengo e agora tenho que encontrá-los aqui? É um palito pra eu ir lá e jogar bebida na cara do primeiro que aparecer.
— Meu Deus, vamos sair desse lugar, tá tóxico— digo pra Bia que tá mais ocupada olhando pra um cara que também tá olhando pra ela. Eu não consigo entender a rapidez que ela encontra uma pessoa, troca olhar e no segundo seguinte já estão se pegando firme.