Capítulo 9 - DESFRUTE

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O orvalho de minha alma em meu reticente e sentimental 

Eu sou, sorri exultante após a despedida do olhar de minha face do abandono 

de um outono encerrando, 

finda mais uma dor por cima de cansaços, 

após o bailado de céu encoberto de coloridas bandeiras 

de doloridas impacientes vontades, 

nada retive, 

menos ainda contive, 

minha felicidade, 

 sonhos em verdade, 

e nas canções de AC e Marisa Monte

 meu coração apenas exultante

Exalando gratidão, a essa irmã cá dentro do peito 

nos recônditos rios ou celsius calafrios

Ando buscando

Em meio a arrepios

este paraíso...

Minha'lma cansada do caos a nos cercar

a distância minha cara

contrapondo a felicidade que nos fazia bailar e cantar!

Ao final da festa

há sempre o que arrumar

trabalho é uma dádiva

não nos há de faltar 

senti-me perdida

pois havia perdido as chaves do reino

reino que nem era meu

como fôssemos cegas de Castela 

que nunca nos pertenceu

temi perder mais ainda

e por isso perdi o prumo das emoções

debulhei-me sem saber  

o porque de tantas lágrimas me lavavam a face

pois tu me conheces 

disso sabia, sentia e esta certeza sempre terei

sei porque certas vezes não me convidas

sinto o teu cuidado minha amiga

E sim, sempre importam os desvios de rota 

estes me levam 

a sua 

sempre de volta

Orientas o meu retorno também

Que na proteção Maior do Bem

Seja dia, ou tarde da noite 

Aonde quer que estejamos

Os teus, os meus e os nossos

Estejamos sempre sob a Luz guardados

Que seja sempre assim! Amém!


02 de junho e 2 de julho, 2024




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