capítulo 3

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O que eu faço? Isso já está fora de controle, já estava antes. Por que ele está me incomodando incansavelmente? Eu deixei claro que não queria nada como ele. Mas agora, ele está na minha casa.
Ele está fazendo de propósito? Devo apenas ir diretamente a ele e dizer para me deixar em paz? Neste ponto, não me importo mais se pareço rude.
Quero dizer, que tipo de cara vai n sea sua casa e nem avisa antes? Já se passaram total de 9 horas desde que o conheci. Mas tenho certeza que ele vai arruinar qualquer paz que tenho na minha vida.
Nesse exato momento, estou encolhido no banheiro já faz mais de 10 minutos.
Então resolvo sair.
Ainda trouxe o que eu acho que são seus pais e Ben para cá
Estão todos sentados na mesa de jantar conversando.
Aidan está sentado na ponta da mesa com a cabeça escorada na mão. Quando ele percebe que cheguei, ele dá um sorriso.
Por que sinto que ele está planejando algo?
Os pais de Aidan não tem nada haver com ele, eles são refinados e cabelos escuros.
- Desculpe por termos vindo em tão pouco tempo- o pai de Aidan começa- Aidan nós contou que ele, Ben e sua filha foram amigos rápidos, e queríamos vir nos apresentar adequadamente.
Que? Amigos rápidos? De onde ele tirou isso???
- Só queríamos dizer que estamos felizes que Aidan e Benny estejam se encaixando- a mãe do Aidan fala- nós nos mudamos muito, então o meu filho sempre estudou em casa. Até mesmo para Benny, já faz muito tempo que ele foi para uma escola pública.
- Oh, que bom. Estão se divertindo?- pergunta o meu pai.
- Sim, ainda mais com a viagem de campo.
Espere.
- achei que seria divertido a Ashlyn vir também.
Eu sabia. Eu estava com um mau pressentimento depois daquele sorrisinho, esse era seu plano.
- Que viagem de campo?- minha mãe pergunta erguendo uma das sobrancelhas.
- ah, você não sabe? As crianças tem um projeto em grupo sobre Savannah.- fala a mãe de Aidan.
- Ah, sim. Ashlyn estava falando sobre isso antes.- fala minha mãe
Encaro Aidan ele me encara de volta e dá um sorriso sínico.
O que ele ganha fazendo isso comigo?

Conversas e mais conversas. E tudo o que eu queria era ir para o meu quarto.
Até que finalmente eles decidem ir embora.
Finalmente.
Mas quando eles estavam saindo, Aidan me entregou um papel. Era o folheto da viagem.
- Caso você descida que quer ir.- e me dá um sorriso simpático. Ele acena para os meus pais. - Foi um prazer conhecê-los Sr. e Sra. Banner.

Nós jogamos no sofá. Eu, meu pai e minha mãe. Totalmente esgotados.
- Bem, eles eram legais- afirma meu pai.
- Achei que isso nunca iria acabar.- diz minha mãe esparramada no sofá.
Por que ele faz isso? Por que ele começou a intrometer na minha vida?
- Não sei vocês mas eu já vou me preparar para dormir.
Subo para o meu quarto e começo os meus alongamentos antes de dormir.
Ouço batidas na porta
- Ei, soldado- meu pai abre a porta- se importa se eu entrar?
- Não, pode entrar.- falo me levantando e me sentando na cama. Ele faz o mesmo.
Meu pai olha para o folheto que Aidan deixou para mim.
- Acho que deveria ir.- Fala lendo.
- na viagem de campo? Por que?- falo levantando uma das sobrancelhas.- você sabe que não somos amigos de verdade né? Tive talvez duas conversas com aquele garoto no máximo, e Ben nem falou comigo.
Meu pai vira pra mim e olha de uma forma carinhoso.
- Mas as amizades tem que surgir de algum ponto. Não é?
- Mas eu não quero uma amizade- Restruco.
Eu não quero, e nem preciso disso.
- como você sabe? Você pode tentar adivinhar que não vai gostar de alguma coisa, mas nunca sabe até tentar direito.
-Por exemplo - falo- quando você me fez experimentar ovos em conserva.
Falo e me extremesso só em pensar naquele sabor novamente.
Nojento.
- poderia ter usado um exemplo melhor, pelo menos você com certeza que odeia agora. - ele estreita os olhos ao lembrar daquela situação de novo.
Ele me puxa para perto de si em uma velocidade com um só braço começa a me esmagar e a bagunça o meu cabelo enquanto eu tento escapar daquilo.
- Ousa, eu não vou te forçar a ir, mas acho melhor você experimentar coisas novas antes de odiá-las.
- Ok! Eu desisto!- falo mas ele continua. Minha mãe observa a gente pela porta dando gargalhadas.- Me soltaaa!

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