Infância

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Eu gosto de tudo um pouco,

Já que perante a inesperada vida,

E a grandeza do universo,

Me parece errado gostar pouco.


Gosto desde o mais forte vinho,

Acompanhado das noites mais escuras,

Até as manhãs mais frágeis e calmas,

Com aqueles enfeites brilhantes.


Placas, que se assemelham de vitrais,

Até calçadas de infância,

Que me recordam das senhorinhas,

Que crochetam e vão a igreja.


Até as mais novas crianças,

Curiosas que acham bonito seu brilho e cores,

E outras que de tanta energia,

Acabam por se ralar em seus cacos.

Devaneios escritos...Histórias para pegar e não largar. Descubra agora