Dedico este capitulo a uma pessoa que se fez presente na minha vida tão rápido e espero que nunca se vá, Ga ♥ @harry_momento.
Jay e as meninas tem insistido em vir ao meu quarto tentar me animar porem fracassadas saem desapontadas tirando coisas dos seus cabelos, maquiagem do rosto e deixando seus apetrechos no chão, se comportando como uma companhia de circo indo animar um hospital infantil.
As únicas coisas que interessam agora são os vastos quadros nas prateleiras de dias felizes acompanhados com as musicas do Ed que antes sem sentido agora me descrevem, da janela vinha uma corrente de ar fria enquanto mais e mais pó se acumulava na superfície do meu antigo computador encostado no canto escuro do quarto.
Enrolado em edredons me recuperando da ultima visitinha ao hospital o teto tem se tornado minha unica diversão, contei cada lasca de tinta, são duzentos e três, estou impressionado de que me lembrava de como contar até esse numero, nunca fui de exatas.
-Eu fiz um lanche lou-Jay dizia do outro lado da porta.
-E eu biscoitos-Daisy acrescentava.
-Eu não estou com fome-o som saiu abafado pelo cobertor tapando a minha boca enquanto me revirava na cama.
-Tem chá-a voz de Lottie era confiante.
Espreguiçando e com o cabelo bagunçado travo uma batalha para levantar da cama, seria minha dor um tumor e o chá a quimioterapia? creio que sim, precisaria de muitas seções para viver livre do câncer. Abrindo a porta e dando passagem apenas a minha mão estendida afim de pegar o liquido produzido e executado por fadas.
-O chá
O copo quente se torna presente entre meus dedos quando fecho a porta de abrupto e cambaleando volto a minha cama, o vapor desenha a minha frente invadindo as narinas e me confortando.
Deliciando a cada gole do quente liquido que invade minha boca em uma mistura de hortelã e camomila, olho fixo pra minha antiga jaqueta de couro no guarda roupa bege com as portas abertas, já surrada ela carrega segredos e dias gloriosos, macia e quente como sempre já posso sentir sua textura, coisa que não demora muito pois me mostro habilidoso apesar dos acontecimentos, inalando o cheiro do couro tateio o bolso de dentro.
-Você está aqui meu velho amigo.
Um maço de cigarros branco que eu escondia na jaqueta foi aberto depois de longos anos, passando a mão sobre um, levo-o até a boca, como um verdadeiro adolescente que esconde cigarros da mãe me dirijo a janela já aberta mas antes dentro da gaveta do computador tiro um isqueiro, doce visão do paraíso, encostado na parede enquanto o vento forte se revela contra o meu rosto mostrando uma noite fria, ele se fez acesso, soltando fumaça da sua ponta e cumprindo com o seu papel de anestesia barata, fixo meus olhos na lua esperando por algo acontecer mas nada acontece, o cigarro apaga, o céu continua escuro e as cortinas ainda balançavam.
-Isso não é justo, isso não é justo, isso não é justo, isso não é justo, isso não é justo, isso não é justo, isso não é justo, isso não é justo, isso não é justo, isso não é justo, isso não é justo, isso não é justo -repito mesmo sem perceber
Colocando meus fones de ouvidos e me trocando com velhas calças rasgadas e uma camisa machada desço as escadas, espantadas enquanto me veem na ponta da escada as garotas não dizem nada, girando a maçaneta e saindo da casa, corro para encontrar uma loja por perto.
-As coisas mudaram por aqui- reparava nas casas e nas pessoas que transitavam entre elas enquanto corria o mais rápido que podia.
As pessoas se assustavam com a velocidade que eu passava sobre elas, até eu me assustaria se não fosse quem cometesse o ato, avisto uma pequena venda, ofegante reparo no lugar um pouco mal acabado onde um letreiro de luzes led dizendo "aberto" está escrito nele de vermelho, empoeirado e sujo eu adentro o lugar fazendo o sino da porta soar, um velho senhor se fez presente no balcão com um sorriso aconchegante, tudo que eu precisava agora-reviro os olhos.
-O seu Whisky mais barato- tiro do bolso o que são notas e moedas encontradas em cada canto da casa.
-Dia ruim?-ele pergunta.
-Tempos ruins.
Se dirigindo para dentro do lugar ele volta com uma garrava do seu pior whisky.
-Não posso fazer muito com essa quantia-ele diz tentando ajudar.
-Álcool é tudo a mesma coisa.
Olhando antes para um espelho ao lado do senhor, eu estou acabado, com as olheiras profundas, olhos vermelhos, cabelos bagunçados e o corpo cansado. Pego do balcão a bebida embrulhada em um saco de papel, saindo do estabelecimento retiro a tampa e a jogo no chão, o gosto é terrível, criando pequenas ânsias de vomito a cada gole, quase vomitando por fim.
Descendo a rua a procura de um lugar para ir e não incomodar lembro do antigo parque onde matava aula, pequeno e vazio, perfeito, já cambaleando na rua enquanto ouvia Bring me the horizon e imitava as batidas da bateria gritando a letra assustando alguns vizinhos.
-There's no hope for us, we speak in tongues, blacker than the sun-uma garota se assusta de deixa a bicicleta na rua enquanto corre em direção a sua casa.
Finalmente no parque e de encontro com a lua, como eu suspeitava ninguém se manifesta por aqui, balanços antigos juntamente com escorregadores quebrados se mostram atraentes, balançando o mais forte que posso e tentando tocar as estrelas caio de encontro ao chão com pedras a minha frente, de imediato toco o meu rosto, sangrando e agora chorando eu me deito e ali permaneço, levantando apenas o braço para beber mais um cole ou levantando os dedos afim de dar mais uma tragada no cigarro, a noite é congelante onde meus olhos adormecem em lagrimas.
All the love.L
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Madly (Larry history)
RomansAs coisas são feitas para serem desfeitas, quebradas, despedaçadas e queimadas. Porem Louis achou que nenhum desses cruéis destinos se atreveria a cruzar o seu caminho, pobre Louis.
