Onde dois adolescentes que apesar de muito diferentes, formam uma conexão forte e pura. Porém, uma antiga rivalidade entre suas famílias e uma briga entre seus grupos de amigos impedem que a relação dos dois continue.
"𝘙𝘰𝘮𝘦𝘰, 𝘵𝘢𝘬𝘦 𝘮𝘦 𝘴𝘰...
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Acordei com uma dor de cabeça terrível, provavelmente por causa do volume extremamente alto que estava a música da festa ontem. Quando me sentei na cama, o primeiro pensamento que veio à minha mente foi o garoto loiro com quem dancei: Walker. Ontem, depois de chegar em casa, demorei um tempão para dormir pois o garoto não saia da minha cabeça. Foi uma conexão inexplicável, algo que eu nunca senti com ninguém.
Luna entrou correndo no quarto e se jogou na minha cama, dizendo: — Bom dia, irmãzinha, vamos para o centro esportivo?
Hoje era sábado, e agradeci mentalmente por isso.
— Vamos, só vou me arrumar. — pronunciei e ela saiu do quarto. Me joguei na cama de novo e fiquei olhando para o teto. Eu poderia simplesmente tentar procurar o Instagram dele, mas eu seria muito emocionada? Talvez. E eu não queria isso.
Me levantei e coloquei o uniforme do centro esportivo, prendi meu cabelo, escovei meus dentes e passei meu gloss. Quando desci para a sala, meus pais estavam tomando café na mesa, sem nem olhar um para o outro direito. Meu pai estava concentrado resolvendo coisas do trabalho, e minha mãe estava com o rosto enfiado em uma revista. De uns tempos pra cá, é assim que tem sido nossas refeições e tentativas de comunicação.
— Bom dia. — digo animada, pegando uma xícara e colocando café.
— Bom dia. — Meu pai responde, sem tirar o olhar do celular. — Que animação é essa?
— Só acordei de bom humor.
Meu pai deu de ombros e minha mãe me deu bom dia e largou a revista, se concentrando em mim agora.
Luna saiu correndo do quarto e pegou sua bolsa, gritando para mim: — Eloise, vamos! Estamos atrasadas!
Larguei minha xícara e beijei a bochecha dos meus pais, Luna fez o mesmo e corremos para chegar a tempo. Todo mundo que frequenta o centro esportivo acha que eu e Luna podemos fazer o que quisermos só porque meu avó é dono, mas eles estão muito enganados. Meu avó, Bernardo, não trata eu e Luna melhor só porque somos as netas dele, ele trata todos igualmente. E é exatamente por isso que todos amam ele como dono e treinador.
Ao chegarmos, Mason, Lorenzo e Sophia estavam encostados na arquibancada e olharam para nós.
— Eai atrasadinhas, dormiram bem? — Mason disse sarcástico, um sorriso aparecendo em seu rosto.
— Fica quieto, Thames. — Luna respondeu e não pôde evitar de sorrir um pouco, ela pegou sua garrafa e foi no banheiro guardar a minha mochila e a dela nos armários que ficam no banheiro.
— Eloise, minha querida amiga, fiquei sabendo que você dançou com um garoto ontem, quem era? — Lorenzo perguntou com um sorriso brincalhão, jogando um dos braços em volta do meu ombro. Olhei para meus amigos e me lembrei de algo que não tinha pensado ainda, e se ele fosse do lado torre? Meus amigos nunca apoiariam isso. Mesmo que foi apenas uma dança.