CIO

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Os dois percorreram o salão, buscando um lugar para se sentar. No entanto, a maioria das mesas estava ocupada por casais que flertavam. Eles continuaram andando até que Macau notou algo estranho em Chay.

— Nossa, Chay. Você tá bem? Está vermelho.

— O que você quer dizer, Macau? — Chay respondeu, tentando entender.

— Parece até que você tomou uma daquelas sopas de pimenta que o meu pai faz.

— Eu… estou me sentindo um pouco febril também, e estou tonto. Onde está o Ay? Preciso me despedir dele.

— Não sei. Já faz um tempo que ele sumiu, pensei que estivesse com você.

— E o meu irmão? Você viu ele? — A cada instante, Chay sentia seu corpo ficando mais quente.

— Também não. Você não parece bem, Chay.

— Eu quero ir embora, mas o meu irmão e o Ay sumiram.

— Você quer que eu te leve? Já estava indo, só estava esperando você e o Ay aparecerem para eu poder ir.

— Eu aceito a carona. Vou mandar uma mensagem para o Akk e o Ayan avisando que a gente já está indo.

— Tá bom, mas você vai ficar sozinho em casa? Não tem problema?

— Não. Os seguranças estão lá, e já está no horário imposto pelos meus avós para eu voltar para casa. Na verdade, já estou atrasado. Meu irmão com certeza vai levar uma bronca quando a vovó voltar.

— Os seguranças vão contar, certo?

— Sim. Eles relatam cada passo e cada respiração que eu dou. É muito chato.

— Então vamos logo, caso contrário, você ficará de castigo.

Os dois se dirigiram até onde o carro de Macau estava estacionado e logo seguiram para a casa de Chay. Durante todo o trajeto, Chay se sentia inquieto e percebeu uma umidade estranha na cueca. Envergonhado, não falou nada para Macau e guardou para si.

Quando chegaram à casa de Chay, ele desceu do carro rapidamente, tentando não demonstrar o desconforto que sentia. Sua mente estava corrida, pensando no que poderia estar acontecendo com seu corpo. Ele forçou um sorriso para Macau.

— Valeu pela carona, Macau. Acho que vou para o meu quarto descansar um pouco.

— De nada, Chay. Mas, se você precisar de alguma coisa, me avisa, tá? Não parece estar bem.

Chay assentiu, mas antes que pudesse sair, Macau o chamou.

— Ah, só mais uma coisa.... não esqueça do nosso encontro, amanhã. Vou lembrar o Ay também.

— Pode deixar. Eu não vou esquecer — respondeu Chay, ainda meio ausente.

Chay não entendia o motivo de ter ficado assim. Aquilo nunca tinha acontecido antes e o deixava ainda mais incomodado. Ele estava perdido nos próprios pensamentos, tentando entender o que havia causado aquela reação tão forte.

Ele subiu as escadas lentamente, sentindo cada passo pesar mais do que o anterior.
Quando entrou no quarto, trancou a porta e se jogou na cama, puxando o cobertor para si. O calor em seu corpo parecia aumentar a cada segundo. Ele tentou relaxar, mas a sensação de desconforto não passava.

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