Nos últimos dias, Kim se dedicou completamente a ser o noivo perfeito para Mook. Eles saíram para diversos encontros e até marcaram um jantar para anunciar a data do casamento. No entanto, Kim sabia que aquele casamento jamais aconteceria. Tudo era apenas uma forma de manter Mook calma enquanto ele procurava uma maneira de terminar a relação sem machucá-la.
Apesar de todos os esforços para parecer o noivo ideal para Mook, a mente de Kim estava sempre em outro lugar. A cada dia que passava, um nome ecoava em seus pensamentos, cada vez mais forte: Chay.
Os dias de Kim se resumiam a isso, mas, ainda assim, ele arrumava tempo para observar a rotina de Porchay. Ele notou que o garoto raramente saía de casa sozinho, e, quando saía, estava sempre acompanhado por amigos ou pelos irmãos.
A rotina de Chay era bastante previsível: ele saía de casa às 6h30 da manhã para ir à faculdade, onde costumava encontrar Ayan. Por volta das 15h40, ambos deixavam o campus e seguiam para um café nas proximidades, onde se encontravam com Macau. Ali, passavam um tempo juntos, bebendo, comendo algo e conversando. Depois, costumavam dar um passeio - às vezes no shopping, outras vezes em alguma exposição no museu. Pontualmente às 19h, Chay estava de volta em casa, sem se atrasar nem por um minuto.
Mesmo dedicando grande parte do seu tempo a Mook, aprender a rotina de Chay foi surpreendentemente fácil para Kim. O difícil seria encontrar uma forma de falar com ele sem parecer que estava o seguindo. Talvez fosse melhor esperar pelo próximo encontro social, que aconteceria dentro de algumas semanas.
Porém, quanto mais pensava nisso, mais desistia dessa ideia. Algumas semanas pareciam uma eternidade, e Kim queria conversar com Chay o quanto antes. Não entendia exatamente o que estava acontecendo, mas sentia uma necessidade quase sufocante de se aproximar dele. A verdade era que Kim estava obcecado por Chay e por cada pequeno detalhe da vida do garoto.
Kim descobriu que Chay faria sua estreia dali a alguns meses, mas, até o momento, não tinha nenhum pretendente. E que muitas vezes, ele era deixado de lado durante as reuniões, tendo como únicas companhias os avós e os amigos.
Isso parecia estranho, já que, normalmente, alguém teria ao menos um pretendente antes da estreia. Chay era tão lindo e adorável que era difícil acreditar que ninguém estivesse interessado. No entanto, Kim não achou isso tão ruim. Pelo menos, significava que nenhum idiota teria a chance de machucá-lo.
Na manhã seguinte, Kim estava estacionado em um ponto discreto próximo à casa de Chay, esperando que ele saísse. O ar fresco da manhã fazia seu coração bater mais rápido, não pelo frio, mas pela expectativa. Ele havia ensaiado mentalmente o que diria várias vezes, mas, ainda assim, o nervosismo parecia dominá-lo. Sabia que precisava ser cuidadoso, não queria assustá-lo ou parecer invasivo.
Pouco depois das 6h30, o carro que sempre levava Chay para a faculdade saiu de casa. Discretamente, Kim começou a segui-lo, mantendo uma distância segura para não ser notado.
Quando chegaram à esquina próxima à faculdade, o carro parou, e, como de costume, Chay desceu para continuar o trajeto a pé. Kim estacionou um pouco mais à frente, observando enquanto o garoto seguia seu caminho tranquilo.
Ele carregava sua mochila, alguns livros e com o fone de ouvido no lugar. Kim observou por um momento, como se quisesse memorizar cada detalhe antes de agir. Quando Chay estava próximo ao campus, Kim chamou por ele, a voz saindo mais alta do que pretendia.
- Chay!
Chay parou e se virou, claramente surpreso ao ver Kim ali. Ele tirou um dos fones e franziu a testa, confuso.
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Destino
أدب الهواةPersonagens do universo de KinnPorsche, mas a história em si não tem nada relacionado com o universo da máfia.
