EU TE ODEIO

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Após o encontro, Kim levou Chay até uma rua próxima a uma pequena cafeteria, onde ele se encontraria com Macau. O clima entre os dois ainda estava carregado pela intensidade do que haviam compartilhado momentos antes. Assim que estacionou o carro, Kim desligou o motor e voltou o olhar para Chay, que parecia hesitar em se despedir.

O silêncio entre eles era confortável. Kim, com sua habitual calma, inclinou-se levemente, sem desviar os olhos.

— Então é aqui que nos despedimos? — perguntou Kim, tentando soar casual.

Chay deu uma risada nervosa, desviando o olhar para as mãos no colo. Ele mordeu o lábio antes de responder.

— Eu… tenho que encontrar meu amigo. Ele já deve estar me esperando.

Kim assentiu, mas manteve o olhar firme em Chay, como se estivesse tentando gravar aquele momento. Depois, abriu um leve sorriso, um pouco enigmático.

— Está certo. Não vou te segurar. Mas... Chay — ele pausou, esperando que o outro o encarasse novamente — nos vemos em breve?

O coração de Chay acelerou com a pergunta, mas ele assentiu com um sorriso tímido.

— Nos vemos.

Kim se inclinou levemente, como se fosse dizer algo mais, mas desistiu no último momento. Ele apenas ergueu a mão para tocar o rosto de Chay de forma breve, quase como uma despedida silenciosa.

— Cuide-se — disse Kim antes de se afastar.

Chay abriu a porta do carro e desceu, ainda sentindo o peso do olhar de Kim sobre si enquanto ele atravessava a rua em direção à cafeteria. Ao olhar para trás, viu o carro de Kim desaparecer na esquina.
Chay ficou parado por alguns segundos, respirando fundo.

Ele apertava a rosa que Kim havia lhe dado, sentindo o perfume suave que parecia ter impregnado no ar ao seu redor. Cada passo que ele dava em direção ao café trazia flashes dos momentos que passaram juntos. A intensidade do olhar de Kim, as palavras ditas em um tom calmo, e aquele quase beijo que o deixara em um estado de torpor. Ele não conseguia afastar os pensamentos do sorriso enigmático de Kim.

Quando estava prestes a entrar na cafeteira, respirou fundo, tentando parecer mais casual. Macau já estava lá, sentado à mesa de sempre, balançando a cabeça distraidamente enquanto mexia no celular. O sino na porta anunciou a entrada de Chay, e Macau levantou os olhos com um sorriso largo.

— Aí está você! — disse Macau, desligando o celular e o colocando sobre a mesa. — O que houve? Pensei que tinha desistido de me encontrar hoje.

Chay riu, tentando esconder o nervosismo. Ele se aproximou e colocou a rosa sobre a mesa antes de sentar, sem perceber o olhar curioso que Macau lançou para a flor.

— Foi mal. Me atrasei um pouco. Acabei me enrolando com algumas coisas.

Macau cruzou os braços, inclinando-se para frente com um olhar investigativo.

— Enrolado com o quê? Você não é do tipo que se atrasa sem motivo. Alguma coisa aconteceu?

Chay hesitou, sentindo o rosto esquentar. Ele desviou o olhar, tentando esconder o sorriso involuntário que surgia.

— Não foi nada demais. Só perdi a hora.

Macau estreitou os olhos, claramente percebendo que havia algo por trás daquela resposta. Ele inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos na mesa.

— Tudo bem, mas... O que é isso? — Ele apontou para a rosa, levantando as sobrancelhas. — Não me diga que você decidiu virar poeta e começou a andar por aí com flores. Ou... tem algo que eu deveria saber?

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⏰ Última atualização: Dec 21, 2024 ⏰

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