《Capítulo 7》

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Em seguida ao jantar, Jão foi com Hazel e Enrique até a estufa como pré-estipulado.

Os filhos de Naná como de costume cuidaram da reorganização do ambiente.

Naná estava rente a uma das janelas que dava para ver varanda da frente da casa, olhava Analuz e Gabriel sentados em um dos degraus lado a lado e de mãos dadas com certa atenção.

— Mãe, o que a senhora está olhando?

— Analuz e Gabriel, Alê. Você os deixou pensativos. As formas pensamentos deles estão formando desenhos com o prana.

— Eu apenas disse o que vejo neles mãe.

— Eu sei mizifio, foi bom que disse. Eles precisam compreender a própria dimensão.

— Já faz três mil anos, acha que a mônada vai criar novas almas chamas?

— Vai, porém sinto algo diferente dessa vez fio...

— E é com Analuz.

— Sim. Só falamos de destino quando estamos na matéria, porque nossa programação é o próprio destino. Aqui as coisas são diferentes procuramos consciência.

— Mas mãe, Analuz tem uma energia diferente, vi isso nela desde que chegou, tanto que Gláucia achou que não daria conta dela. No fim você e o pai que tiveram que cuida-la.

— Porque tinha que ser assim mizifio. Analuz tem um destino nesse plano.

— O que quer dizer?

— Ela tem um destino traçado, um caminho bem desenhado por um fractal superior. Analuz terá um aprendizado sem igual Alê, sem igual.

— Com o Gabriel presumo.

— Com ele também, porém o futuro a reserva muitas lições. — Fica com o olhar parado e a voz ganha uma sutil diferença no timbre — Analuz vai entrar em contato com a força que tudo rege, esse contato vai alavancar toda uma linhagem e ela não saberá existir de outra forma se não orientada por essa força tanto aqui, como na matéria e como em qualquer linha dimensional.

— Mãe?

— Sim? — pisca ganhando foco.

— Uma mensagem de dimensão superior?

— Uma leitura temporal mizifio. Falei difícil?

— Não, só usou de um vocabulário não comum para a senhora, mas compreendo. — a afaga os cabelos gentilmente — Vou pra casa mãe, antes que Indira caia no sono. — a deu um beijo na testa com delicadeza.

— Abençoado seja mizifio. Amo ocê.

— Amo você também mãe, diga ao pai que também o amo.

Naná assente. Com seu filho rumando com sua família para a própria casa, ela voltou seu olhar para o jovem casal que conversava através da janela.

— Acha que seu tio esta certo?

— Sobre nós?

— É. — a faz carinho com o dedão na mão entrelaçada a dele.

— Meu tio tem uma sabedoria distinta e uma percepção aguçada que aprendeu com a minha vó. Eu acredito nele, mesmo que no momento não compreenda muito bem as coisas.

— Mas vai compreender fia. — se coloca de frente a eles.

— A senhora concorda com seu filho Naná?

— Vosmecês tem muito ainda que aprender. Concordo com meu filho. Chamas Gêmeas são raras, mas tem sim algo além docês. A compreensão virá nem antes nem depois e sim no momento certo. — ambos assimilam gestualmente — Vou à estufa ver como as coisas estão.

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