Londres

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Chegando em Londres sinto-me nostálgico, quando eu era criança vivia aqui com meus pais, como eu era feliz, via o amor dos meus pais e o cuidado que minha mãe tinha comigo, tenho boas lembranças, ótimas na verdade.
Lembro- me de como eram as minhas manhãs no campo, de acordar sentindo cheiro do café da manhã, bolos e chá.
Quando meu avô veio a falecer tivemos que ir para o castelo em Hereford, foi quando tudo aconteceu, minha mãe adoeceu e veio a falecer, depois de sua morte fomos só eu e meu pai, ele me criou da melhor maneira, com carinho e amor, mas eu sabia que o seu brilho e felicidade se foi com minha mãe e nunca mais ele se casou com outra mulher.
Se entregou aos trabalhos e vivia trancado no escritório, foi por isso que nunca quis me apaixonar por nenhuma dama, não quero ter a dor de perder um grande amor, não sei se eu aguentaria, vi tantas vezes meu pai soluçando dentro do escritório, um homem de um metro e noventa e dois de altura chorando como uma criancinha indefesa, não quero isso para minha vida, talvez esse casamento arranjado seja bom, não quero um casamento por amor!
E não terei que acabar com o meus estilo de vida, amo a vida que tenho!

*******

— Está pronto?
— Sim, vamos para esse maldito baile.
— Você vai gostar, vai se divertir está noite, prometo. — George bateu no ombro do filho.
— Não prometa coisas que não pode cumprir!
— Você irá! — George piscou!
Ambos entraram na carruagem e partiram para o baile no palácio do rei, era o primeiro baile da temporada, então todas as jovens debutante estariam para ser apresentadas para a sociedade, inclusive sua noiva.
— Vamos, anime-se meu filho.
Nós já chegamos!
— Que maravilha.
— Por favor mude essa cara de desprezo, pelo menos tente fingir que está animado com o seu casamento!
— Eu não irei prometer nada meu querido pai.
Os dois entraram no salão lotado de pessoas da alta sociedade, mulheres com vestidos brilhosos, homens bem vestidos,"damas e cavalheiros da alta sociedade".
— Preciso beber.
— Só não suma do meu campo de visão, por favor!
— Sim, senhor. — William bateu continência para seu pai.
— William estou falando sério.
— Eu sei.
William foi até a mesa de bebidas e pegou uma taça e quando ele estava virando a taça de espumante na sua boca a viu, a mulher mais linda que ele já tinha visto.
Ele ficou deslumbrado, hipnotizado, ela era perfeita, cabelos castanhos, pele clara, boca carnuda, olhos verdes, estava deslumbrante, todos estavam olhando para ela.
Ele tinha que conhecê-la, precisava se aproximar, foi andando em direção da moça e pode ver o seu pai se aproximando da mesma, tinha um senhor do lado da dama e quando ele foi se aproximando sentiu alguém o pegar pelo ombro era o seu pai.
— Filho, deixe-me apresentar o Conde David Baelish e sua filha srta. Lydia Baelish.
"Então ela é a minha noiva." Pensou " Droga"
— É um prazer conhecê-los — William beijou a mão de Lydia.
"Por que ela está com essa cara, será que ela não gostou de mim?"
Ela não parece feliz!
— Por que você não a chama para dançar meu filho?
Ele acenou com a cabeça!
— Senhorita você gostaria de dançar?
— Claro milorde.
William pegou em sua mão e a guiou para o salão de dança.

*******
Lydia Baelish

—  Eu não quero ir para esse baile Baile.
— Lydia não dificulte as coisas. — Bárbara estava arrumando os cabelos de Lydia enquanto ela desabafava com a amiga a sua revolta com o pai.
— Ele quer se livrar de mim. — falou enxugando as lágrimas.
— É claro que não, não chore vai manchar o seu rosto.
A porta se abriu.
— Está pronta? — Seu pai está aguardando na sala principal.
— Ela já está quase pronta.
— Certo, então irei aguardar para ir com vocês encontrá-lo.
— Vovó você também irá?
— Não minha querida, seu pai fez questão de ir só vocês dois.
— Como vou ficar o caminho todo sozinha com ele em uma carruagem?
— Veja pelo lado bom, vocês podem conversar e se conhecerem melhor, quem sabe se aproximar!
Lydia encarou o espelho.
— Não teria esperanças!
— Prontinha, você está deslumbrante.  — Bárbara falou orgulhosa.
— Obrigada minha amiga.
— Vamos?
— Vamos vovó!
As duas desceram as escadas e foram até a sala e lá estava David de terno e com uma bebida na mão, parecia impaciente.
— Finalmente, vamos?
— Meu filho olhe como ela está linda.
— De fato está esplêndida.
Lydia apenas abaixou a cabeça.
David pediu para o seu mordomo chamar a carruagem.
— Vamos?
— Vamos.
Os dois entraram na carruagem um em frente ao outro, Lydia olhava fixamente para a janela e David ficou aliviado em não ter que conversar e assim ficaram todo o caminho sem trocar uma única palavra, quando estava chegando David conversou com a filha.
— Sei que pensa que estou fazendo o mal para você, mas acredite estou fazendo o melhor que posso.
— O senhor nunca quis saber de mim, agora vem querer agir como que se importasse comigo?
— Eu estou garantindo um bom casamento para você, ele é de uma ótima linhagem!
— Tudo bem, farei o que o senhor quer!
David apenas fitou a filha.
Ele olhou para a expressão em seu rosto, a mesma que a mãe fazia quando estava triste, isso partiu seu coração, ele ficava admirado com a semelhança das duas.
— Chegamos.
Lydia desceu e foi andando na frente deixando seu pai para trás, isso era indelicado, mas ela não ligava.
E quando ela entrou no salão de baile ficou deslumbrada com tanta beleza, pessoas bem vestidas, várias damas de sua idade, se fosse em outras circunstâncias ela estaria muito feliz em está ali, mas não nessa.
Quando ela olhou para frente um homem estava se aproximando e logo atrás um senhor mais velho.
— Conde Baelish.
— Duque de Hereford.
— Duque deixe-me apresentar minha filha.
— Como está crescida e belíssima, a semelhança com sua mãe é incrível!
— Filho, deixe-me apresentar o Conde David Baelish e sua filha srta. Lydia Baelish.
— Encantada milorde — Lydia reverenciou os dois cavalheiros.
— Filho porque não chama a dama para dançar.
— Gostaria de dançar?
— Claro milorde.
Os dois foram para o salão de dança.

*******

Os dois começaram a dançar.
— Você não parece muito feliz  — William falou próximo ao ouvir de Lydia.
— É impressão sua milorde.
— Eu sou muito bom em ler as pessoas, e você está parecendo incomodada com minha presença.
Lydia revirou os olhos.
— Você pode ser sincera, prometo que nossos pais não irão saber.
— Acha mesmo que eu ligo para o que nossos pais pensam, já que você está insistindo muito, não estou feliz em estar aqui, não estou feliz com essa situação.
Satisfeito?
William ficou surpreso com a sinceridade da moça, nunca tinha conhecido uma mulher da alta sociedade que tivesse coragem de falar com um cavaleiro da maneira que ela acabara de falar.
— Você é sempre assim?
Fala tudo que pensa?  — falou em tom zombeteiro.
— Você perguntou e eu respondi.
— Bom, já que a dama está tão incomodada com a minha presença é segundo o que você acabou de falar, você não liga para as opniões dos nossos pais, o que está fazendo aqui?
Ela o fitou com um olhar de fúria.
— Estou fazendo o que é certo e obedecendo o meu pai.
— Então você mentiu ao falar que não liga.
— Eu não ligo, mas sei o meu papel.
— De fato, você é bastante diferente do que eu achei e isso vai ser interessante.
Lydia continuou a olhar para William com raiva e intrigada com a frase que ele acabara de falar, mas se manteve em silêncio até acabar a dança.

Lydia continuou a olhar para William com raiva e intrigada com a frase que ele acabara de falar, mas se manteve em silêncio até acabar a dança

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