Capítulo 14

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O sol ainda nem havia nascido completamente quando Tom estacionou o carro na frente da casa de Sn. Eles haviam passado a noite juntos, e apesar dos momentos intensos e apaixonados, Tom sabia que a culpa estava corroendo-o por dentro. Ele olhou para Sn, que estava adormecida no banco do passageiro, com um misto de ternura e ansiedade.

Tom: (sussurrando) Sn, chegamos.

Sn abriu os olhos lentamente, piscando para se ajustar à luz suave do amanhecer. Ela sorriu para Tom, ainda sentindo o calor da noite anterior.

Sn: (bocejando) Obrigada por me trazer de volta, Tom. Foi... foi especial.

Tom: (forçando um sorriso) Foi mesmo, Sn.

Eles trocaram um beijo rápido antes de Sn sair do carro. Tom esperou até que ela entrasse em casa antes de suspirar profundamente e dirigir de volta para casa, o peso da culpa ainda presente em seu peito.

Ao entrar em casa, Sn tentou ser o mais silenciosa possível, mas ao fechar a porta atrás de si, ela ouviu um pigarro vindo da cozinha. Virou-se e viu Lana, sentada à mesa com uma xícara de café na mão e um olhar curioso no rosto.

Lana: (sorrindo maliciosamente) E então, onde você estava?

Sn: (corando) Ah, Lana, você não vai acreditar...

Lana: (levantando-se e puxando uma cadeira para Sn) Senta aí e me conta tudo.

Sn se sentou, ainda um pouco hesitante. Ela sabia que Lana era sua melhor amiga e sempre podia confiar nela, mas a intensidade da noite passada a deixava sem palavras.

Sn: (respirando fundo) Eu passei a noite na casa do Tom.

Lana: (arregalando os olhos) Na casa do Tom? Como assim? O que aconteceu?

Sn: (sorrindo timidamente) Bem, ele me convidou para ir até lá, e nós assistimos a um filme. Depois, as coisas... esquentaram.

Lana: (com um sorriso travesso) Esquentaram? Conta mais!

Sn: (rindo nervosamente) Lana! Nós... ficamos juntos. Foi incrível, mas também... confuso. Não sei como me sentir sobre tudo isso.

Lana: (ficando séria) Mas você está bem com isso? Quer dizer, você se sente confortável?

Sn: (pensativa) Sim, me sinto bem. Tom foi carinhoso e atencioso. Mas, ao mesmo tempo, não consigo afastar essa sensação de que algo está errado. Como se ele estivesse escondendo algo.

Lana: (preocupada) Você acha que ele pode estar brincando com você?

Sn: (suspirando) Eu não sei, Lana. Espero que não. Quero acreditar que ele está sendo sincero. Mas, não consigo evitar essa dúvida.

Lana: (segurando a mão de Sn) Olha, amiga, você é incrível e merece alguém que te trate com todo o respeito e carinho do mundo. Se Tom está te fazendo feliz, ótimo. Mas se ele fizer algo que te machuque, você tem que me prometer que vai me contar.

Sn: (sorrindo) Prometo, Lana. E obrigada por sempre estar aqui para mim.

Lana: (abraçando Sn) Sempre, Sn. Agora, que tal um café e um pouco de fofoca para animar essa manhã?

Sn riu e aceitou a oferta de Lana, sentindo-se um pouco mais leve ao compartilhar suas preocupações. Mesmo com a noite passada ainda fresca em sua memória, ela sabia que sua amizade com Lana era uma das poucas certezas em sua vida. Enquanto isso, Tom estava em casa, tentando lidar com a culpa crescente e se perguntando como poderia redimir-se de suas ações antes que fosse tarde demais.

Graduation | TOM HOLLANDOnde histórias criam vida. Descubra agora