Meio brasileira

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★ 𝑪'𝒆̀ 𝒒𝒖𝒂𝒍𝒄𝒐𝒔𝒂 𝒅𝒊 𝒏𝒖𝒐𝒗𝒐 𝒄𝒉𝒆 𝒄𝒓𝒆𝒔𝒄𝒆 𝒊𝒏 𝒎𝒆🏐

★ 𝑪'𝒆̀ 𝒒𝒖𝒂𝒍𝒄𝒐𝒔𝒂 𝒅𝒊 𝒏𝒖𝒐𝒗𝒐 𝒄𝒉𝒆 𝒄𝒓𝒆𝒔𝒄𝒆 𝒊𝒏 𝒎𝒆🏐

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Paris, França


— Nós precisamos ter uma conversa séria. - ana entrou no quarto, trancando a porta atrás dela.

Julia estava sentada na ponta da cama, penteando seu cabelo. Ela tinha acabado de sair do banho, já preparando-se para dormir.

— O que aconteceu? - questionou preocupada.

— O que fez você mudar tanto? - sentou ao lado dela.

— Ahn?

— Com a emily, por que da noite para o dia mudou de opinião sobre ela? - questionou séria, deixando julia tensa.

Julia suspirou, mordendo o lábio inferior, sentindo um nervosismo. Ela ainda não estava pronta para falar sobre isso até porquê nem ela estava entendendo o que mudou.

— Não quero falar sobre isso.

— Quer sim. Está se apaixonando por ela? - insistiu.

— É confuso. Eu não sei. - julia suspirou frustrada. — Eu sei que depois dela ter ido me consolar naquele dia em Bangkok, me deixou um pouco confusa, sabe?

Ana assentiu compreendendo, apoiando a mão na perna dela como incentivo para continuar.

— Cara, ela simplesmente fez o seu melhor jogo da temporada e dedicou para mim. A vitória contra o Japão não foi apenas pelo título, foi para me vingar. Ninguém nunca fez algo assim por mim, mas a pessoa que eu via como rival fez. - confessou sentindo seu coração acelerar.

— Então, começou a gostar dela? - supôs querendo ajudá-la à chegar em uma conclusão.

— Não sei! O nosso jantar foi tão incrível e ela me contou coisas que pareciam bem sensíveis. Ela confiou em mim para contar que é excluída pelas meninas do time. Mesmo sabendo que eu poderia zombar disso ou algo assim, tendo em mente como a nossa relação funciona, ela simplesmente desabafou.

Julia respirou fundo, procurando um jeito de expressar-se melhor. Era tudo muito confuso e era difícil verbalizar algo que nem sabe o que é.

— A emily tem um coração tão puro, uma personalidade adorável, não merece passar por essas coisas. Eu me senti mal por sempre a afastar quando vinha atrás de mim, ela só queria atenção e mesmo eu a tratando mal, ainda era melhor do que como é tratada na seleção. Tem noção disso? - gesticulou com as mãos, tentando transmitir sua indignação.

Ana assentiu, esperando pacientemente que ela continuasse. Evitando falar para não interromper seu raciocínio.

— Não sei verbalizar o que estou sentindo, mas desde que comecei a ter ela por perto, algo novo está crescendo dentro se mim. Quero estar sempre com ela, mas não sei o porquê. - ergueu os ombros soltando um suspiro pesado.

Rivals - Julia BergmannOnde histórias criam vida. Descubra agora