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Quando o avião aterrou no aeroporto de Estrasburgo, França, o menor acordou lentamente, sentindo seu corpo dorido e rígido.
Ao olhar pela pequena janela oval, observou o pôr do sol sobre o edifício vidrado do aeroporto.
Enquanto todos esperavam a primeira classe sair o esverdeado aproveitou para dormir mais um pouco, se cobrindo novamente com o casaco do loiro, se aquecendo lentamente.
Após um ou dois minutos o toque familiar da mão do loiro em seu rosto o fez abrir os olhos vendo um meigo sorriso em seu rosto, o fazendo ficar um pouco ruborizado. Então menor resmungou baixo e voltou a se aconchegar, tentando esconder seu rubor, enquanto se aconchegava no  assento e no casaco do mais velho, novamente. Bakugou soltou uma baixa risada e retirou o casaco sobre o pequeno corpo encolhido do menor.
Katsuki ajudou Izuku a se levantar e voltou a envolvendo o com seu casaco, deixando o menor ruborizado novamente, sentia o cheiro do loiro no casaco do mesmo.
Ambos saindo do avião, indo buscar suas malas de mãos dadas.
Apesar do olhar enojado e raivoso da outra, Midoriya não se importou muito, enquanto entrelaçavam seus dedos, continuando a segurar a mão do mais velho.
Enquanto atravessavam o aeroporto, o menor recebeu alguns beijos pelo caminho, na bochecha e na testa o deixando manhoso e apegado ao outro, que o via como um gatinho pedindo carinho constantemente.
Ao chegar na limousine e Iida colocou todas as malas na bagagem, com a ajuda de todos.
Uraraka nem deu chance do menor chegar perto do loiro na escolha dos acentos, tendo de ficar ao lado de Todoroki, que o reconfortou pelo ocorrido anterior, deixando o maior com ciúmes.
Quando chegaram em um porto, Iida parou o veículo perto do mesmo. Após a paragem da limousine todos saíram indo até um dos poucos barcos que lá havia, adentrando o mesmo, enquanto em outro barco a bagagem de todos ia em um outro barco.
Durante a viagem até uma das muitas casas, o barco permaneceu em um silêncio constrangedor, até Denki falar.

–Zuzu, me perdoa pelo o que disse no avião, eu não deveria ter esposto seus problemas desse jeito.

–Todo bem... não é importante.

–É sim. Eu te deixei desconfortável e não tinha o direito de te expor.

–Está no passado eu... já te perdoei.

–Como consegue perdoar todos e nem ligar para o que realmente sente.

Finalmente chegaram em uma casa, fazendo a conversa terminar naquele momento, a adentram rapidamente, com suas malas na posse dos respectivos donos. Ao entrarem se depararam com a sala de estar do lado direito, e por de trás uma cozinha de estilo americano, algo luxuoso mas simples, ao lado da mesma, uma parede e um corredor pelo qual levava a uma casa de banho apenas com uma privada e lavatório, que dividia das escadas para o primeiro andar da cozinha.
Explorando um pouco mais a casa, acabaram por se dividir pelos três andares, cada um com três quartos.
Bakugou, Izuku, Denki e Kirishima, no terceiro, o casal dividindo o quarto. Já Todoroki e Iida ficaram no segundo e os restantes no primeiro.
Após arrumarem suas coisas, todos menos Izuku desceram até o rés do chão. Ficando sentados no sofá e na poltrona que havia no cómodo, enquanto Iida ligava para uma pizzaria que havia, longe do local onde se situava a casa, cada um fazendo seu pedido, mas o esverdeado não estava lá, então Denki pediu por ele, escolhendo pizza favorita do mesmo, a pizza vegetariana. (Gente eu sei que alguns vão achar que a de calabresa é melhor mas a vegetariana também é muitoooo boa, não julguem)

Enquanto todos esperavam suas refeições, o loiro foi até o quarto onde estava o menor, mentindo a todos quando lhes disse que iria descansar um pouco em seu quarto.

Bateu levemente na porta a abrindo logo em seguida se deparando com o pequeno deitado na cama, no escuro, com apenas a breve luz do luar e das pequenas estrelas não muito nítidas no céu escurecido, tendo que a luz refletir nas vidraças.
O loiro se aproximou, se sentando ao lado do menor.

–Você está bem?

–Acho que sim...

–Nos íamos ver um filme, quer ver com a gente? E também vai haver pizza para a janta.

–Não quero incomodar ninguém além disso é meio estranho...

–Ninguém vai te julgar, e se o fizerem eu vou te defender, ok?

–Ok...

–Então, vamos?

O menor suspirou se levantando lentamente, indo juntamente com o loiro para a sala de estar.
Vagarosamente, o tempo passou diversos filmes foram postos, nenhum o motivou a continuar onde estava. Um leve bater na porta o acordou do breve transe.
Enquanto Iida ia em direção á porta, o menor sentiu Bakugou acariciando sua cintura por de baixo de sua roupa o deixando envergonhado e tímido.

Iida entregou a respectiva pizza a todos, cada um comendo enquanto um filme de romance passava. Derepente, sua mão começou a tremer, sua respiração falhando, um aperto no peito e lágrimas se formando em seus olhos esverdeados. Querendo sair do local onde permanecia, se obrigou a ficar ali e a tentar se acalmar, mas não conseguia.
Reparando no estado do menor Bakugou rapidamente segurou a mão do pequeno esverdeado, fazendo carícias reconfortantes e lentas. Lentamente Izuku se acalmou, enquanto seus dedos se entrelaçavam nos do loiro.
O pequeno sorrio de leve, corando em tom de rosa claro.

Já haviam terminado de comer suas pizzas, e estava ficando tarde.
Aos poucos, todos iam para seus quartos, até sobrar apenas Bakugou e Izuku.

–Obrigada, Kacchan.

–Não percisa agradecer, Deku.

Bakugou puxou o menor, o fazendo deitar em sua frente, encostando suas costas a seu corpo, e cobrindo ambos com um cobertor quente.
O menor se envergonhou com o cuidado do outro perante ele.
O tempo passou rapidamente, e sem se aperceber, o esverdeado já estava dormindo em seus braços, encolhido e com o rosto avermelhado e pacífico.
Sendo algo adorável aos olhos do loiro.

Bakugou desligou a televisão, se aconchegando, e abraçando o menor. Sentindo seu calor, e ouvindo seus baixos roncos, se divertindo com o som baixo.

Bakugou adormeceu.

Continua...

Fã número 10.000.000Onde histórias criam vida. Descubra agora