Isso foi porque eu chorei ontem.

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Sinto falta do seu gemido afeminado e do seu jeito safado de falar na cama (que não tem nada de safado). Mas também sinto falta da sua porcaria e da sua preguiça.
Lembro-me de quando você falava que ia perder peso e não gostava do corpo. Em contrapartida, não esqueço que não fazia nada disso e ficava de denguinho comigo em casa, com a barriguinha saliente comendo que nem um pandinha. E, só para constar, eu amava você do jeito que estava, eu gostava de você mais magrinho... Eu te adorava em qualquer sentido!
Seu corpo é um mapa no qual eu sei navegar e conheço cada passagem secreta, cada detalhe escondido, cada lugar...
Preso no meu próprio celular! Sem poder abrir meu Google fotos... É! Porque se três vezes vejo nossas duas facetas juntas, choro. Eu desmorono, mudo de estado e fico líquido. Uma nuvem cheia de filhos para parir.
Teu nome é saudade nos olhos, na boca, nas costas, no frio e no coração.
E pensar em como eu estava feliz.
Ô, como eu estava feliz!
A Deanerys gritava com os dragões às quatro da manhã enquanto sua tia se arrumava. Mas, após a janela ser aberta a iza re-ci-ta-va “mó paz” e eu sentia o gosto da nascente. Gostoso, calmo porque lá dentro eu sabia que estava o amor da minha vida, ronronando baixinho e dormindo tranquilamente na nossa cama.
Daqui tá muito difícil de te esquecer, muito. Quando paro de chorar, sinto que já superei tanto e que estou bem. Até chorar de novo e me perguntar se isso nunca vai acabar.
Dói, dói muito!

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