CONTATO SUBLIME

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**Mais tarde**

Eu estava sentado em meu quarto, imerso em meu celular, com a porta entreaberta. De repente, no meio do silêncio, comecei a ouvir gemidos desesperadores vindos do exterior. Movi-me lentamente em direção à porta e, ao abrir a cortina, avistei a sombra no quarto da Luna. Uma onda de raiva tomou conta de mim, e naquele instante, fiquei paralisado. Aqueles suspiros intensos e angustiantes eram dela. É claro que não eram suspiros de dor. Na sombra, percebi claramente um homem se movimentando com ela em seus braços. Parecia que ela estava ansiando por aquilo. Isso me deixou profundamente desconfortável, especialmente porque nutro sentimentos por ela. Sempre que ouço Luna se entregando a outro homem, minha mente automaticamente me transporta para o lugar desses idiotas, Penso como se fosse eu no lugar deles. Obviamente, nenhum deles merece alguém como ela.

Tomado pela indignação, não consegui me conter; abri minha gaveta e peguei um estalinho de festa junina. Com um punho firme, lancei-o rapidamente na sacada dela. Em um piscar de olhos, vi o homem que a segurava soltá-la na cama e dirigir-se em minha direção. Rapidamente fechei minha porta e fingi que nada havia acontecido. Embora soubesse que não deveria ter agido assim, não consegui resistir à impulsividade. No dia seguinte, eu esperava conseguir passar na prova; bom, assim espero.

**No dia seguinte**

Quando recebi aquela prova diante de mim, não acreditei que poderia ser tão fácil. Embora não estivesse exatamente simples, considerando que estudei, percebi que não era tão desafiadora assim. Após as aulas, fui a um parque da cidade para sentar em um banco e fazer meu dever de casa antes de ir para o trabalho logo depois. O que eu não esperava era encontrar Luna no mesmo parque, dando autógrafos.

Fiquei em meu canto fazendo as tarefas quando ouvi passos se aproximando e, ao olhar para frente, vi Luna diante de mim.

- Então você é o vizinho dos estalinhos? - perguntou Luna.

- Não sei do que você está falando - respondi, gaguejando.

- Eu vi nas câmeras, idiota - retrucou Luna.

Naquele instante pensei que estaria perdido; poderia ser atacado pelo ficante dela ou denunciado por ela mesma.

- Não deve transar muito para não atrapalhar os outros assim, né? - indagou Luna.

- Qual é? Eu transo quase toda semana - respondi.

- Vou acreditar mesmo - zombou Luna.

- Vai rindo... - disse a ela.

- O que é isso? Você acha que não sei da sua obsessão por mim? - questionou Luna.

- Eu não sei do que você está falando agora - indaguei ela.

- Eu vi nas câmeras você me observando todos os dias - afirmou Luna.

- Você gosta de câmeras, né? - Perguntei.

- Sou modelo; não tenho muitas opções - respondeu Luna com um sorriso.

- Bom, de qualquer forma eu preciso ir; desculpe pelos estalinhos - disse a ela.

Levantei-me do banco e quando estava prestes a ir embora, Luna me puxou pelo braço.

- Espera aí! Qual é seu nome mesmo, vizinho? - perguntou Luna.

- Kael pra você, Luna - respondi.

Ao chegar em casa depois do trabalho, estava exausto. Tomei banho, jantei com minha mãe e fui para a cama. Porém, quando estava quase pegando no sono, ouvi um estalo vindo do lado de fora. Levantei-me rapidamente, abri a porta e encontrei Luna segurando uma caixinha de estalinhos na mão.

- O jogo virou, né? - disse Luna sorrindo.

- Seu namorado não vem te ver hoje? - provoquei.

- Para me conquistar precisa de algo mais do que apenas sexo - rebateu Luna.

- E precisa de quê? Dinheiro? - indaguei.

- Não, amor - respondeu Luna com um olhar travesso.

Depois disso, Luna entrou em seu quarto e eu também voltei para o meu. O resultado da prova sairia no dia seguinte; finalmente saberia se estaria mais perto de conquistar Luna. Será que conseguiria?

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