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Musa

— Tá mais que certa de se foder. Presta atenção, Mary, para de ser otária, caralho! Dinheiro e o que não falta e você ainda prefere ficar correndo atrás de um cara que te desce a porrada todo dia, você é maluca? Pensa na tua filha! — Apontei pra Júlia, que, depois de tanto chorar, tava no colo da Índia, dormindo — A menina vê essa briga de vocês todo santo dia e pela primeira vez a menina apanhou dele, por culpa tua.

Mary: Tu fala isso porque o Alemão não te comprou. Ele não rastreia você 24 horas por dia e nem te ameaça em tirar sua filha de ti!

— Já falamos que iríamos te ajudar no que precisa e pode passar o tempo que quiser na casa de alguma de nós com a menina até melhorar a situação, e por acaso você quer? Não quer, porque ainda ama a desgraça desse homem.

Clara: Se liga, gata! Ele nem liga mais pra ti! Se tu for embora, vai fazer um favorzão pra ele.

Lobo tinha obsessão na Mary desde os quinze anos de idade dela, Alemão fala que era amor doentio, Lobo precisava ver a menina todo dia, mesmo que ela não quisesse. Ela começo a ter sentimentos por ele também. Mas pelo o que parece ele junto o útil com o agradável, os tios dela devia uma grana boa pro Lobo e não tinha como paga, mas eles poderia fazer um troca justa. Em troca de quitar a dívida ele levaria Mary junto com ele, não deu outra e os tios dela aceito.

No começo ela chorava muito mesmo que havia sentimentos ela foi troca de uma dívida por uma coisa idiota, mas com o tempo ela foi se apaixonando por ele então ela fazia um teatro fingindo que não queria está mais ali, mas estava adorando. Lobo fazia absolutamente de tudo por ela e nunca deixo falta nada, mas ela acabo engravidando e foi se descuidando a idéia de ser não nova não tava caindo legal.

Ela tentou tirar a própria filha, diversas vezes, mas ele chegava sempre na hora. Quando chego o dia dela ter a Júlia, ela teve depressão pós-parto. É ele banco tudo. Babá pra menina, a gente cuido dela, só que quando ela melhoro, viro outra pessoa.

Eu e as meninas sempre soubemos que ela nunca ficou 100%, mas ainda está aprendendo a amar a filha.

Desta vez ela ligo chorando, desesperada pedindo ajuda falando que não tá aguento cuidar da Júlia sozinha. Venho apenas eu, Clara e Índia as outras estão trabalhando.
Já falei umas verdades por telefone, não da pra sempre está ajudando. Nunca deixamos ela não mão, mas tá impossível se não quer mudar. Pede ajuda e depois trata a gente igual bicho. Vai entender.

Clara: Olha ao redor, Mary, essa casa tá imunda! Se não fosse a Índia, tua filha tava toda suja.

Mary: Por que vocês não cuidam da vida de vocês? Foram vocês que engravidaram aos 17, perderam a adolescência pra cuidar de uma filha que tentaram tirar e não conseguiram?

Clara: E na hora de fazer, não foi gostosinho? Só que até onde você mesmo falou, tu já era caidinha por ele antes de ser acordo de uma dívida! Cada escolha tem consequência, gatona.

— Fez, mas não tem peito pra assumir! E a menina? Se ela lembrar de tudo isso, será que vai querer te ajudar quando tu precisar?

Mary: Quero vê o dia que vocês engravidarem sem querer. Vão entender o que eu estou passando com essa criança.

Clara: Nem tudo nessa vida dá pra resolver, Mary.

Mary: Some daqui! Vão embora da minha casa, porra! — Ela começa a grita igual louca.

Clara: Só não esquece que a gente tentou te ajudar e você que não quis. Agora tem uma menininha de 7 anos que precisa de você e você fazendo essas coisas. Depois não manda aquele desgraçado atrás da gente.

Índia: A Júlia tá sendo machucanda pelo próprio pai. A mãe não fez nada! — Júlia está com algumas partes do corpo roxas e reclamando de dor quando chegamos — Vamos levar a menina, você não tá fazendo o certo por ela.

Mary: Mas eu sou a mãe dela!

Índia: Mãe não é apenas aquela que bota no mundo, não nega. Mãe é aquela que protege, cria, cuida e, no máximo, tu tá cuidando porque é sua obrigação. Agora, proteger? Nunca fez isso, pelo visto. Olha pra Júlia, cheia de marcas e dor! Isso é amor? Se liga, Mary, amor de mãe vai além de só dar a luz.

Não esperamos nem ela responder, as meninas saíram primeiro e eu fui atrás. Entramos no meu carro e dei partida pro morro da Maré. Lobo e o dono do morro do jacaré, mas vive pela maré pela amizade que tem com os meninos, já que na verdade ele é de lá, mas em uma invasão com ajuda do Alemão conseguio o comando do jacaré.

Não suporto ele, principalmente pelo jeito que trata a Emilly. Posso ter brigado com ela, mas ainda tenho consideração de 4 anos.

Clara: Escuta o que eu tô falando pra vocês, isso vai dá mó b.o pra nós três, se preparem.

Índia: Fizemos o certo. Eu não aceito essa idéia de descontar raiva em criança porque algo não deu certo. São pequenos não saco de pancadas.

— Nem certo e nem errado. Errado foi tomar a criança invés de conversar melhor e da um corretivo, mas certo por não deixa a criança naquele estado. Vou deixa vocês em uma loja de criança pra comprar coisa pra ela.

Cheguei na barreira falei com os meninos e estacionei na primeira lojinha de roupas de bebê que vi, tô cheia de coisa pra fazer não dá pra ficar pra e pra cá.

Ela vai ficar na minha casa por um tempinho até o pai vir atrás.

O que não vai demorar muito. De olho nessa criança, índia, tranca a casa depois e qualquer coisa me liga.

Ela acente e acelero o carro até o galpão.

Não vou deixar o carro em casa pra não gastar mais tempo do que já foi gasto.

Mal saio do carro e TH já vem correndo na minha direção. Lá vem bomba.

— TH, toda vez que eu piso fora, tu vem voando pra cima de mim.

Th: Então, Musa o bagulho é o seguinte, o carregamento foi roubado, já tinha gente de olho no nosso carregamento e o fornecedor não atende mais.

E prejuízo atrás de prejuízo.

Th: Enquanto tu tava sumida, o Alemão mandou recado. Disse que é tu quem vai ter que organizar o baile de logo mais.

— Tá de sacanagem, né? Eu saio por alguns minutos e já me jogam o circo inteiro?

Th: Pior que nem e zoeira, Musa. Ele quer tu cuidando de tudo: decoração, esquema das bebida, segurança reforçada, até o som ele falou que é pra tu aprovar.

— Realmente o carregamento e problema meu, mas virei organizadora agora?

Th: Cê sabe como é. O Alemão não curte ouvir "não". Ele mandou avisar que se esse baile de ruim quem vai segurar o rojão é você.

— TH, me escuta bem. Eu vou resolver essa porra do baile, mas primeiro a gente vai atrás desse carregamento. Já que e você que tá sabendo o que aconteceu preciso que esteja do meu lado se algo der ruim.

Th: Relaxa, Musa, tô contigo. Se der ruim, ele não quer saber quem errou, só quer um nome pra cobrar.

Pois então reza pra esse baile e o carregamento sair certo.

Th: Demorô. Mas você vai avisar pra ele que o carregamento foi roubado? Não avisei pra não da merda pra você.

— Primeiro, vou contratar um fornecedor. Depois, subo lá em cima e falo com ele. — Ele assentiu e entrou no galpão.

Alemão, em vez de mandar outra pessoa ajeitar os negócios do baile, mandou eu fazer. Não sei qual foi o motivo dessa decisão. Fiz um baile uma vez só, nem lembro direito por onde começa.

Obsessão Mortal. (Em Revisão)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora