Burguesa
A noite foi uma brigaiada do caralho. Musa tava calma, já conversando comigo e com a Clara, combinando umas coisas. Jade foi embora porque tinha que trabalhar, e Emilly fez o mesmo. Mas em compensação, a Índia encheu a cara e não parava de falar.
Índia: Pelo amor de Deus, cara, eu não falei por mal, só acho que não é certo privar a menina de amar.
Musa: Não tô privando, Índia, só acho que não é certo uma criança se envolver com um adulto, se é que você me entende. Desde quando você aprendeu a normalizar criança com adulto?
Índia: Mas parece que você tá querendo privar a menina, sim. Deixa ela viver.
Musa: A filha é de quem?
Índia: Nem sua, nem minha.
Musa: Imagina, Ysabelle, foi sua mãe que cuidou dela todas as vezes que ela foi pro hospital. Foi sua mãe que, mesmo sem ter filha, teve a responsabilidade de tirar uma menina praticamente da rua com 14 anos. E você ainda vem me falar disso? Você sabe o que eu passei com a Liz, e agora vem bancar a certa? Não se faz de otária, Ysabelle. Se eu tô falando que não acho certo isso, não acho certo e acabo!
Índia: E... — Alemão interrompe ela.
Alemão: Ysabelle fica na tua, caralho! Você não sabe nem a metade do que ela ralou pra cuidar da porra dessa menina e tu vem com essa ideia de que ela não é mãe? Se liga, filha da puta. Fiquei sabendo que você mandou o papo pra Mary, que mãe não é quem bota no mundo, mas quem cuida... Esse papo todo, enfio isso no cu? Da próxima vez que tu abrir a boca pra falar assim com a minha mulher, daqui você não sai viva. Só não enfiei uma bala na tua cabeça ainda por consideração ao RN e a minha mulher, mas por mim, tu já tava no caixão.
Ela levantou com ódio, mas não parece que ela apenas bebeu cerveja... Tenho por mim que ela uso algo a mais.
Alemão: RN, com todo respeito, tem que coloca na tua mina no devido lugar. Se ela continuar com esse papo de doida, bonita a cara dela não vai ficar.
RN: Suave, entendo irmão.
RN foi atrás dela. Cara, eu não entendo porque a Índia ainda fica nessa. Ela precisa parar de ser besta. Querendo ou não, RN não pode fazer nada. Índia tá querendo arrumar confusão com a mais protegida da roda, ela é doída.
Baralho: Vamo mete o pé, amor. — Nego — Para de ser fofoqueira, Alana.
— Só tô indo porque quero dormir, não porque você pediu, tá!
Ele ri, eu me levanto, dou um beijo no rosto da Clara e faço o mesmo com a Musa.
— Sem briga, senhora — seguro o rosto dela — Ela tá bêbada, não dá atenção. Não esquece que eu sempre estive lá quando você pegou a menina, então não liga não, tá? — Ela concorda — Se precisar de algo, meninas, liga.
Dou tchau pros meninos, logo puxo o Baralho pra irmos embora, porque ele é assim, quer ir embora, mas logo depois fica conversando e não para. Ele subiu na moto, subi atrás e fomos em direção à nossa casa, o que não demorou muito pra chegar, já que ele pilota voando. Desci da moto, ele guardou e fui direto pro quarto.
Joguei minha bolsa de lado, sentei na cama e coloquei o presente da Musa em cima da cama. Tô exausta.
Baralho: Alana — Ele se ajoelha no meio das minhas pernas — Eu tava tão ocupado na boca, que esqueci até de comprar algo pro seu aniversário. Tô malzão mermo, amor. Desculpa de coração, vacilei legal.
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Obsessão Mortal. (Em Revisão)
Fanfiction+18|| Complexo da maré - RJ. Não existe história leve quando se ama dentro de um sistema sujo. Cada beijo pode ser o último, cada abraço, uma traição. No fim, cada um carrega suas paixões, seus problemas, mas todos vivem dentro do mesmo esquema. Não...
