A Confissão

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O final de semana seguinte chegou rapidamente, e eu não conseguia parar de pensar em Ana. A lembrança do nosso encontro no café e do show ainda estava fresca em minha mente, e, a cada dia que passava, a vontade de me abrir para ela crescia. Mas o medo da rejeição também me acompanhava. Eu estava em um impasse, lutando contra meus próprios sentimentos.
Na segunda-feira, eu a encontrei no campus. Ana estava com um sorriso radiante, e isso me fez sentir um calor inexplicável no peito. Quando ela se aproximou, a energia ao nosso redor parecia vibrar.
— Oi! Como foi seu fim de semana? — ela perguntou, seus olhos brilhando com curiosidade.
— Foi bom! Pensei muito em você — eu disse, não conseguindo esconder a sinceridade.
— Ah, é mesmo? Sobre o que? — Ana inclinou a cabeça, interessada. A forma como ela me olhava me deixava ainda mais nervoso.
— Sobre nós... Eu só sinto que precisamos conversar sobre o que está acontecendo — eu respondi, minha voz um pouco hesitante.
— Eu também tenho sentido isso — Ana confessou, sua expressão mudando para algo mais sério.
Naquele momento, decidi que era hora de ser honesto.
— Ana, desde que te conheci, eu não consigo parar de pensar em você. O jeito como você me faz sentir é diferente de qualquer coisa que já experimentei. Eu... eu estou apaixonado por você — eu disse, sentindo um peso sair dos meus ombros.
Ana ficou em silêncio por um momento, como se estivesse processando minhas palavras. O medo tomou conta de mim, e eu me perguntei se tinha cometido um erro.
— Eu também sinto algo muito forte por você — ela finalmente respondeu, e meu coração quase explodiu de felicidade. — Mas eu estava com medo de arriscar nossa amizade. Você é tão especial para mim.
— Não quero perder você de jeito nenhum. Mas não posso ignorar o que sinto — eu disse, e a vulnerabilidade em minha voz parecia conectar ainda mais nossos sentimentos.
Ana sorriu, e algo em seu olhar me fez sentir que tudo ficaria bem.
— Podemos dar um passo de cada vez? Vamos explorar isso juntos? — ela sugeriu, e eu não podia acreditar no que estava ouvindo.
— Sim! Eu adoraria! — respondi, aliviado e animado ao mesmo tempo.
Decidimos sair para um passeio pelo parque naquela tarde. O clima estava perfeito, e caminhamos lado a lado, conversando e rindo como nunca antes. O mundo parecia ter parado enquanto estávamos juntos.
— Você se lembrou da primeira vez que nos encontramos no café? — Ana perguntou, e eu sorri ao relembrar.
— Claro! Foi como um golpe de sorte. Senti algo especial logo de cara — eu admiti, e Ana riu.
— Para mim foi a mesma coisa. E agora aqui estamos nós, conversando sobre sentimentos — ela disse, com um brilho nos olhos.
Enquanto caminhávamos, os sentimentos que eu tinha guardado por tanto tempo estavam finalmente se concretizando. As palavras eram desnecessárias, pois a conexão que havia entre nós falava mais alto.
Quando nos sentamos em um banco à beira do lago, Ana olhou para mim com uma expressão suave.
— Eu sei que isso pode ser um grande passo, mas quero que você saiba que estou disposta a arriscar isso. Você é importante para mim — ela falou, e eu pude sentir a sinceridade em suas palavras.
— Eu também me importo muito com você, Ana. Você não faz ideia de como isso significa para mim — eu disse, olhando profundamente em seus olhos.
Naquele momento, a ansiedade que havia me atormentado por semanas começou a se dissipar. A conexão entre nós estava mais forte do que nunca, e eu sabia que estava disposto a enfrentar qualquer desafio que pudesse surgir.
Quando me aproximei um pouco mais dela, um silêncio confortável se instalou. Nossos olhos se encontraram novamente, e, sem pensar, inclinei-me para beijá-la. A sensação foi mágica, como se tudo ao nosso redor tivesse desaparecido.
Ana correspondeu ao beijo, e o mundo se transformou em um lugar onde apenas nós dois existíamos. Era como se finalmente tivéssemos encontrado o que sempre procuramos.
Depois do beijo, nos afastamos um pouco, ambos sorrindo.
— Uau, isso foi incrível! — Ana disse, seu olhar radiante.
— Sim, foi! Estou tão feliz que finalmente conseguimos isso — eu respondi, meu coração ainda acelerado.
E assim, ali, à beira do lago, começamos a escrever nossa própria história. O medo havia se transformado em esperança, e eu sabia que esse era apenas o começo de algo maravilhoso.

Quando o Medo Encontra o Amor Onde histórias criam vida. Descubra agora