Capítulo 4

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"Mulheres precisam de homens para serem completas?"

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"Mulheres precisam de homens para serem completas?"

Ana Flávia

Tudo o que eu queria agora era chegar em casa e descansar a minha cabeça. De fato eu trabalhava por vontade própria, mas isso me custava a minha disposição mental.

Abri a porta de casa e quando cheguei à sala, um alguém desagradável estava sentando em meu sofá. Ele sorriu ao me ver, ficou ligeiramente de pé e se aproximou pronto pra tocar em mim como forma de cumprimento. Dei dois passos para trás me certificando de que ele ficasse longe.

— Morgan. — falei.

— Castela. — ele me olhou com um sorriso irônico nos lábios.

— O que faz aqui, Allan?

— Soube que não obteve o lucro esperado esse mês. olhou as próprias unhas tentando fingir desentendimento.

— Ah, você "soube"? — fiz sinal de aspas com os dedos. — Primeiramente, isso não é da sua conta, segundamente, quem deixou você entrar na minha casa?

— Os empregados me conhecem como seu "colega de profissão". — riu pelo nariz. — Pobrezinhos, morrem de medo de levar um dos famosos sermões da chefe.

— Lembre-me de avisa-los pra não deixar você passar do portão da frente. — cruzei os braços.

— Por que sempre tão estressada, Ana Flávia? Lembro bem daquela menina doce que você era... — ele estendeu a mão para tocar o meu rosto.

— Nem pense nisso. — disse rápida e ele logo abaixou sua mão. — Não sei qual é o seu joguinho vindo aqui falar besteiras pra mim, mas fique ciente de que suas provocações não me afetam. — falei de cabeça erguida.

— Só queria te lembrar de que nesse final de semana haverá um baile beneficente da alta sociedade. Seria muito feio se a dona de uma das maiores empresas do país não comparecesse. — insinuou. — Sei que você não é muito familiarizada com esse tipo de evento, afinal, você nunca aceita os convites que recebe. Por isso, estou disposto a ser o seu acompanhante.

— Você? Meu acompanhante? — gargalhei alto, fazendo minha risada ecoar pela sala. — A única vantagem de ter que aguentar a sua presença é rir das coisas idiotas que você diz.

— Ana Flávia, estou falando sério. Nós já fomos amigos um dia, podemos suportar a presença um do outro em prol de uma boa imagem social. Não pega bem se as empresas continuarem nos vendo como rivais.

— A questão é que nós somos rivais e eu não pretendo mudar esse status.

— Por que tanto ódio de mim, princesa? — colocou as mãos no bolso e se aproximou mais do que deveria.

DONA DE MIM/ MIOTELAOnde histórias criam vida. Descubra agora