Capítulo 30 - Proposta

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Eu não estava acreditando. Por mais que o sol da manhã atravessasse as frestas da cortina, iluminando suavemente o quarto, tudo parecia surreal. A noite anterior não parecia real. Pilar estava ali, ao meu lado, respirando calma, com os cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro e usando a minha camiseta que ficava absurdamente grande nela.

Eu nunca pensei que fosse vê-la assim: tão relaxada, tão... Ela. O peso do momento me atingiu como uma onda, e um sorriso inevitável se formou no meu rosto. Não era apenas a lembrança de termos ficado e transado; era a sensação de que, de alguma forma, algo entre nós tinha mudado.

Passei os olhos pelo quarto, tentando me convencer de que aquilo realmente tinha acontecido. E então olhei para ela novamente. Pilar. Dormindo ali como se aquele fosse o lugar dela o tempo todo. E, por um segundo, eu desejei que fosse.

Balancei a cabeça, rindo de mim mesmo. "Você está ferrado, Fermín."

Levantei devagar, tentando não fazer barulho e acordá-la. Minha camiseta subiu um pouco quando ela se mexeu na cama, e eu tive que desviar o olhar. Não queria parecer um completo idiota encarando ela como se fosse a coisa mais incrível que já tinha visto. Mas, droga, era difícil não pensar exatamente isso.

Caminhei até o banheiro e fechei a porta suavemente. Me encarei no espelho, tentando processar tudo. Meu cabelo estava bagunçado, os olhos um pouco inchados de sono, e havia uma marca vermelha na lateral do meu pescoço que certamente não estava ali ontem. Suspirei, passando a mão pelo rosto.

"Você é um idiota sortudo."

Depois de lavar o rosto e dar uma ajeitada rápida no cabelo, saí do banheiro e olhei para o quarto de novo. Pilar ainda dormia, encolhida no meio da cama, com as cobertas meio bagunçadas ao redor dela. Aquela visão me fez sorrir mais uma vez.

Segui para a cozinha, decidido a fazer alguma coisa para ela comer. Eu não era exatamente um mestre na cozinha, mas sabia o básico. E, bom, Pilar merecia. Depois de tudo que rolou, a última coisa que eu queria era que ela acordasse e achasse que nada tinha mudado. Porque, para mim, tinha.

Enquanto abria os armários, procurando café, pão e qualquer coisa que eu pudesse preparar, me peguei pensando em como tínhamos chegado até aqui. As provocações, as piadas, os olhares que sempre duravam um segundo a mais. Tudo parecia tão óbvio agora, mas, ao mesmo tempo, tão inesperado. Pilar sempre foi aquela garota que parecia distante, inalcançável, e, de repente, ela estava aqui. No meu apartamento. Na minha cama.

Coloquei a cafeteira para funcionar e comecei a organizar as coisas na bancada. Não sabia exatamente o que ela gostava de comer pela manhã, mas pensei que pão torrado e um café forte seriam um bom começo. Peguei um prato e o coloquei sobre a mesa, tentando não fazer muito barulho.

publicitaria || fermín lópez [NÃO FINALIZADA]Onde histórias criam vida. Descubra agora